ORLANDO (Reuters) - Enquanto se preparava para sentir como é ficar em um ambiente sem gravidade, como no espaço, o cosmólogo britânico Stephen Hawking declarou que, de todos os mistérios do universo, o que ele quer desvendar é como os seres humanos surgiram.
"O universo é tão grande, tão sereno, e no entanto é exactamente do jeito certo para que nós existamos", disse Hawking numa entrevista à Reuters.
O cientista de 65 anos, que sofre de esclerose lateral amiotrófica e precisa usar uma cadeira de rodas, foi a Orlando para um passeio em um avião que vai simular a ausência da gravidade por alguns instantes de cada vez. A viagem acontece na quinta-feira.
"Acho que a corrida da humanidade não terá futuro se não partir para o espaço", afirmou Hawking na quarta-feira, para explicar seu desejo de voar. "Quero portanto incentivar o interesse público no espaço. Um voo em gravidade zero é o primeiro passo para uma viagem espacial."
Hawking fala através de um sintetizador de voz, pois desde 1985 precisa de uma traqueostomia para respirar. As ideias de Hawking sobre os buracos negros, que viraram seu best-seller "Uma Breve História do Tempo", deram origem a novas correntes de pensamento sobre a natureza e o universo e ajudaram a elucidar áreas complexas da física em que as leis da natureza parecem não se cumprir.
"É glorioso poder estar vivo e trabalhando com a física teórica", disse Hawking em um jantar na noite de quarta-feira. O passeio do cientista é uma cortesia da Zero Gravity Corp., com sede na Flórida, que possui um serviço de vôos semelhantes aos que a Nasa usa para treinar astronautas e testar equipamentos.
O pesquisador também pretende ir um dia para o espaço, numa nave comercial que está sendo produzida pela Virgin Galáctica, um braço da Virgin Atlantic Airways.
Conversar com Hawking é uma experiência lenta e contemplativa. Ele mexe o único músculo que ainda controla, na bochecha, para escolher palavras numa lista em seu computador. Uma sentença de 35 palavras leva 15 minutos e deixa Hawking esgotado.
Após um comentário sobre o belo sotaque britânico de sua voz robótica, ele responde: "A maioria das pessoas acha que meu sotaque é americano."
Depois, quando questionado sobre a perspectiva de haver vida inteligente fora da Terra, Hawking disse torcer para que sim. "Não há muitos sinais dela na Terra."
Hawking também contou que escreveu um livro infantil com sua filha, chamado "A chave secreta de George para o universo", que será publicado em Setembro.
A chave secreta obviamente não será a religião.
"Não sou religioso no sentido comum", disse Hawking. "Acredito que o universo é governado pelas leis da ciência. As leis podem ter sido criadas por Deus, mas Deus não interfere para violá-las."
O voo em que Hawking deve testar a lei da gravidade estava programado para a tarde de quinta-feira. Por alguns segundos, ele vai se libertar de tudo o que o prende à Terra, quando o avião da Zero Gravity mergulhar no céu depois de subir uma grande altitude.
Assessores do cientista o tirarão de sua cadeira de rodas e o colocarão deitado no chão do avião, para deixa-lo livre para flutuar.
Euromilhoes
quinta-feira, abril 26, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
25 de ABRIL PORTUGAL 1974
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party em casa da minha irmã Gilda que fez anos a 23 de Abril
TRUTA COM ESPINAFRE E LAGOSTIM AO MOLHO DE PISTACHE

Ingredientes
• 200g de fatias de truta
• 100g de lagostim
• 50g de espinafre
• 10g de pistache
• 5g de manteiga
• 5ml de azeite
• 20ml de vinho do Porto
• 10ml de vinho Madeira
• 10ml de vinagre balsâmico
• 1 ramo de alecrim
• 1 ramo de tomilho
• 1 folha de louro
• 1 cebola
• 1 dente de alho
• 5 grãos de pimenta Jamaica
• sal e pimenta-do-reino a gosto
Preparação
Em uma panela aquecida, refogue
a cebola na manteiga. Acrescente
o alecrim, o tomilho, o louro,
o alho e a pimenta. Refogue por
3 minutos e adicione o vinho Madeira, o do Porto e o balsâmico. Deixe reduzir. Passe o molho em uma peneira e reserve.
Aqueça uma frigideira e acrescente o equivalente a 2ml de azeite. Adicione o espinafre, sal e pimenta do reino. Salteie por 4 minutos em fogo baixo e adicione o pistache. Recheie os filetes da forma que achar mais fácil. Depois, aqueça outra frigideira e acrescente os 3ml restantes de azeite. Coloque os filetes de truta já recheados para grelhar junto aos lagostins. Grelhe por
2 minutos. Sirva os filetes
e os lagostins com o molho.
VENTRESCA DE ATUM, VERDURAS E MOLHO COM BOTTARGA

Ingredientes
(4 porções)
Atum
400g de ventresca (barriga do atum)
2 colheres (sopa) de óleo de oliva
Sal grosso e pimenta-do-reino moída na hora a gosto
Verdura
1/2 alho-poró
1 cenoura
1/2 pimentão vermelho
2 abobrinhas italianas (utilize apenas a parte externa)
Óleo extravirgem de oliva para regar
Sal a gosto
Molho
500 ml de creme de leite fresco
40 g de bottarga de atum triturada (confecção artesanal de ovas de atum (ou tainha) desidratadas, salgadas, prensadas e secas. Podem ser adquiridas em importadoras de alimentos).
1 colher (café) de manteiga
50 ml de caldo de carne
1 pitada de noz-moscada
Sal e pimenta-branca-do-reino moída na hora a gosto
Decoração
Lâminas de bottarga ...
OBS: Bottarga é uma ova de peixe, de atum ou robalo da ilha da Sardenha. Essa ova é curada no sal, portanto bastante salgada.
Tiras de pimentão vermelho
Gotas de óleo de oliva
Preparação
Atum
• Corte a ventresca do atum em 4 porções e leve-as ao fogo em uma chapa com o óleo de oliva quente. Tempere com sal grosso, pimenta e deixe no fogo até obter uma cor rosada. Mantenha quente.
Verdura
• Afervente rapidamente as verduras, escorra na peneira, triture grosseiramente, tempere com sal e regue com óleo de oliva.
Molho
• Numa panela, coloque o creme de leite e deixe levantar fervura.
• Retire do fogo e junte a bottarga, a manteiga e a noz-moscada.
• Leve novamente ao fogo (brando) por 5 minutos.
• Incorpore o caldo de vitelo e cozinhe por mais 5 minutos, sempre em fogo brando.
• Mexa bem, passe pela peneira, ajuste o sal, a pimenta e reserve quente.
Para Finalizar
.Distribua o atum nos pratos e disponha colheradas de verdura ao lado.
.Contorne com o molho e decore com lâminas de bottarga, tiras de pimentão e gotas de óleo de oliva.
50 MELHORES RESTAURANTES DO MUNDO
O evento aconteceu em Londres nesta segunda, 10/4/2007 e elegeu como melhor do mundo o espanhol El Bulli

A revista “Restaurant”. O evento “Os 50 melhores Restaurantes do Mundo”, que está em sua quinta edição, aconteceu no Museu da Ciência de Londres. O restaurante de Atala é o único da América do Sul a figurar na lista deste ano, e o 2º sul-americano a figurar entre os 50 melhores desde a criação do evento, em 2002 (o outro foi o restaurante argentino 1884).
O melhor restaurante do mundo, segundo a publicação inglesa, é o espanhol El Bulli, do catalão Ferran Adrià, que já havia arrebatado o prêmio na 1ª edição do evento. Em 2º lugar está o inglês The Fat Duck, do chef Heston Blumenthal, que esteve em 1º lugar na lista em 2005, ano em que ganhou, também, sua 3ª estrela no guia “Michelin”. E em 3º, o francês Pierre Gagnaire.
Este ano, a lista foi compilada de outra maneira: a Academia foi formada por 20 formadores de opinião nas áreas de gastronomia e turismo, cada um representando uma região do globo e responsável por selecionar um painel de jurados de sua respectiva região. Ao todo, a edição de 2006 reuniu 560 jurados, entre chefs, restaurateurs e críticos gastronômicos. Como representante da América do Sul foi indicado o jornalista e crítico gastronômico Josimar Melo, também sócio-diretor do Basilico. Entre os jurados estão Gastón Acurio, chef e sócio-proprietário do Astrid Y Gastón (Lima e Santiago), o crítico da “Veja” Arnaldo Lorençato e os restauranteurs Sergio Arno, Rogerio Fasano e Maria Helena Guimarães.
Tomada em conjunto, a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo continua a privilegiar a França que, sozinha, contribui com 10 estabelecimentos. Em seguida vêm os Estados Unidos, com 8. A Espanha cresce ano a ano. Em 2003, esteve representada por apenas 2 restaurantes: El Bulli e Arzak, de Juan Mari Arzak. Em 2006, estão relacionados 6 restaurantes, e 4 deles, entre os 11 melhores — o estrelado Mugaritz, do jovem chef Luis Andoni Aduriz, entrou este ano na lista, em 10º lugar.
Confira, a seguir, a lista completa dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo:
1 El Bulli (Espanha)
2 The Fat Duck (Reino Unido)
3 Pierre Gagnaire (França, escolha dos chefs)
4 French Laundry (EUA, melhor restaurante dos EUA)
5 Tetsuya (Austrália, melhor restaurante da Austrália)
6 Michel Bras (França)
7 Alain Ducasse - Le Louis XV (Mônaco)
8 Per Se (EUA)
9 Arzak (Espanha)
10 Mugaritz (Espanha)
11 El Raco de Can Fabes (Espanha)
12 Nobu (Reino Unido)
13 Gambero Rosso (Itália)
14 Gordon Ramsay (Reino Unido)
15 Alain Ducasse - Plaza Athenee (França)
16 Jean Georges (EUA)
17 Le Cinq (França)
18 Daniel (EUA)
19 Oud Sluis (Holanda)
20 Chez Panisse (EUA)
21 El Celler de Can Roca (Espanha)
22 Pascal Barbot - L´Astrance (França)
23 Hof Van Cleve (Bélgica)
24 Troisgos (França)
25 L´Atelier de Joel Rebuchon (França)
26 Charlie Trotters (EUA)
27 Le Gavroche (Reino Unido, “Best Value”)
28 La Colombe (África do Sul, melhor restaurante da África)
29 Enoteca (Itália)
30 Rockpool (Austrália)
31 Le Calandre (Itália)
32 Le Bernardin (EUA)
33 Noma (Dinamarca)
34 Dieter Muller (Alemanha)
35 St John (Reino Unido)
36 Hakkasan (Reino Unido)
37 Martin Berasategui (Espanha)
38 Le Quartier (Áfriaca do Sul)
39 Chez Dominique (Finlândia)
40 L´Ambroisie (França)
41 Schwarzwaldstube (Alemanha)
42 Dal Pescatore (Itália)
43 Bocuse (França)
44 L´Arperge (França)
45 Gramercy Tavern (EUA)
46 Bukhara (Índia, melhor restaurante da Ásia)
47 De Karmeliet (Bélgica)
48 Oaxen (Suécia)
49 Comme Chez Soi (Bélgica)
50 D.O.M. (Brasil)
por Cristiana Couto

A revista “Restaurant”. O evento “Os 50 melhores Restaurantes do Mundo”, que está em sua quinta edição, aconteceu no Museu da Ciência de Londres. O restaurante de Atala é o único da América do Sul a figurar na lista deste ano, e o 2º sul-americano a figurar entre os 50 melhores desde a criação do evento, em 2002 (o outro foi o restaurante argentino 1884).
O melhor restaurante do mundo, segundo a publicação inglesa, é o espanhol El Bulli, do catalão Ferran Adrià, que já havia arrebatado o prêmio na 1ª edição do evento. Em 2º lugar está o inglês The Fat Duck, do chef Heston Blumenthal, que esteve em 1º lugar na lista em 2005, ano em que ganhou, também, sua 3ª estrela no guia “Michelin”. E em 3º, o francês Pierre Gagnaire.
Este ano, a lista foi compilada de outra maneira: a Academia foi formada por 20 formadores de opinião nas áreas de gastronomia e turismo, cada um representando uma região do globo e responsável por selecionar um painel de jurados de sua respectiva região. Ao todo, a edição de 2006 reuniu 560 jurados, entre chefs, restaurateurs e críticos gastronômicos. Como representante da América do Sul foi indicado o jornalista e crítico gastronômico Josimar Melo, também sócio-diretor do Basilico. Entre os jurados estão Gastón Acurio, chef e sócio-proprietário do Astrid Y Gastón (Lima e Santiago), o crítico da “Veja” Arnaldo Lorençato e os restauranteurs Sergio Arno, Rogerio Fasano e Maria Helena Guimarães.
Tomada em conjunto, a lista dos 50 melhores restaurantes do mundo continua a privilegiar a França que, sozinha, contribui com 10 estabelecimentos. Em seguida vêm os Estados Unidos, com 8. A Espanha cresce ano a ano. Em 2003, esteve representada por apenas 2 restaurantes: El Bulli e Arzak, de Juan Mari Arzak. Em 2006, estão relacionados 6 restaurantes, e 4 deles, entre os 11 melhores — o estrelado Mugaritz, do jovem chef Luis Andoni Aduriz, entrou este ano na lista, em 10º lugar.
Confira, a seguir, a lista completa dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo:
1 El Bulli (Espanha)
2 The Fat Duck (Reino Unido)
3 Pierre Gagnaire (França, escolha dos chefs)
4 French Laundry (EUA, melhor restaurante dos EUA)
5 Tetsuya (Austrália, melhor restaurante da Austrália)
6 Michel Bras (França)
7 Alain Ducasse - Le Louis XV (Mônaco)
8 Per Se (EUA)
9 Arzak (Espanha)
10 Mugaritz (Espanha)
11 El Raco de Can Fabes (Espanha)
12 Nobu (Reino Unido)
13 Gambero Rosso (Itália)
14 Gordon Ramsay (Reino Unido)
15 Alain Ducasse - Plaza Athenee (França)
16 Jean Georges (EUA)
17 Le Cinq (França)
18 Daniel (EUA)
19 Oud Sluis (Holanda)
20 Chez Panisse (EUA)
21 El Celler de Can Roca (Espanha)
22 Pascal Barbot - L´Astrance (França)
23 Hof Van Cleve (Bélgica)
24 Troisgos (França)
25 L´Atelier de Joel Rebuchon (França)
26 Charlie Trotters (EUA)
27 Le Gavroche (Reino Unido, “Best Value”)
28 La Colombe (África do Sul, melhor restaurante da África)
29 Enoteca (Itália)
30 Rockpool (Austrália)
31 Le Calandre (Itália)
32 Le Bernardin (EUA)
33 Noma (Dinamarca)
34 Dieter Muller (Alemanha)
35 St John (Reino Unido)
36 Hakkasan (Reino Unido)
37 Martin Berasategui (Espanha)
38 Le Quartier (Áfriaca do Sul)
39 Chez Dominique (Finlândia)
40 L´Ambroisie (França)
41 Schwarzwaldstube (Alemanha)
42 Dal Pescatore (Itália)
43 Bocuse (França)
44 L´Arperge (França)
45 Gramercy Tavern (EUA)
46 Bukhara (Índia, melhor restaurante da Ásia)
47 De Karmeliet (Bélgica)
48 Oaxen (Suécia)
49 Comme Chez Soi (Bélgica)
50 D.O.M. (Brasil)
por Cristiana Couto
domingo, abril 22, 2007
SÃO MARTINHO

São Martinho, freguesia que pertencente ao concelho do Funchal, com área de setecentos e oitenta e dois hectares, é composta pelos sítios de Ajuda, Areeiro, Igreja, Nazaré, Pico de São Martinho, Piornais, Quebradas, Virtudes, Amparo, Casa Branca, Lombada, Pico do Funcho, Pilar, Poço Barral, Vargem e Vitória.
A freguesia de São Martinho faz fronteira com as freguesias de Santo António a Norte, São Pedro e Sé a Este, o concelho de Câmara de Lobos a Oeste e o Oceano Atlântico a Sul.
Nos tempos primórdios da colonização, existia uma fazenda e uma capela com este nome, pertencente a Afonso Anes, sendo nela que se estabeleceu a sede da paróquia. Mais tarde, foi erguida a nova igreja sendo, no século XIX , iniciado a sua construção.
O orago desta bela freguesia é São Martinho, cuja festa se celebra a 11 de Novembro. São Martinho nasceu no ano de 367, na Sabária da Panónia, actual Hungria. Era filho de um oficial do Exército Romano e aos doze anos tornou-se cristão, mais tarde foi eleito Bispo de Tours, exercendo a sua função de forma admirável. Morreu no ano de 379.
CHEVROLET VOLT

Pilha de combustível
GM revela segundo sistema de propulsão E-Flex
A nova configuração de propulsão eléctrica foi instalada no Chevrolet Volt e apresentada em Xangai.
A General Motors (GM) levou ao Salão Automóvel de Xangai a segunda versão do sistema E-Flex (uma arquitectura flexível para aplicar em veículos automóveis, cuja propulsão é sempre eléctrica). A nova configuração recorre à nova tecnologia de propulsão a pilha de combustível da GM e a uma bateria de iões de lítio, permitindo uma propulsão sem petróleo nem emissões poluentes, com uma autonomia de 483 quilómetros. Aquela que é a quinta geração do sistema de pilha de combustível destaca-se por ter metade do tamanho da geração anterior, mantendo a mesma potência e o mesmo desempenho.O Chevrolet Volt foi o modelo eleito para receber a segunda versão do E-Flex. O sistema está integrado sob o capot e é do tamanho de motor convencional de quatro cilindros com transmissão automática.O Volt pesa 1.588 kg, possuindo painéis moldados de plástico GE nos guarda-lamas, nas janelas, no painel de instrumentos e no volante, que permitiram reduzir o peso em 30 a 50 por cento por componente.
GM revela segundo sistema de propulsão E-Flex
A nova configuração de propulsão eléctrica foi instalada no Chevrolet Volt e apresentada em Xangai.
A General Motors (GM) levou ao Salão Automóvel de Xangai a segunda versão do sistema E-Flex (uma arquitectura flexível para aplicar em veículos automóveis, cuja propulsão é sempre eléctrica). A nova configuração recorre à nova tecnologia de propulsão a pilha de combustível da GM e a uma bateria de iões de lítio, permitindo uma propulsão sem petróleo nem emissões poluentes, com uma autonomia de 483 quilómetros. Aquela que é a quinta geração do sistema de pilha de combustível destaca-se por ter metade do tamanho da geração anterior, mantendo a mesma potência e o mesmo desempenho.O Chevrolet Volt foi o modelo eleito para receber a segunda versão do E-Flex. O sistema está integrado sob o capot e é do tamanho de motor convencional de quatro cilindros com transmissão automática.O Volt pesa 1.588 kg, possuindo painéis moldados de plástico GE nos guarda-lamas, nas janelas, no painel de instrumentos e no volante, que permitiram reduzir o peso em 30 a 50 por cento por componente.
QUANTO MAIS ESPERTO, MENOS INTELIGENTE
Humberto Mariotti
Na televisão, vejo e ouço a arenga de um político. Enquanto ele fala e gesticula, percebo sem surpresa que esse homem, por muitos considerado inteligentíssimo, continua obtuso como sempre foi — e agora talvez até mais. O episódio também me faz lembrar de que a diferença entre inteligência e esperteza não é tão amplamente percebida e entendida como deveria. Eis a razão das considerações que se seguem.A relação entre a inteligência e a esperteza está ligada ao sistema de pensamento predominante em nossa cultura. Como sabemos, a maioria das pessoas tende a pensar em termos simplistas e busca a satisfação imediata. Esse imediatismo traduz o raciocínio de causalidade simples: se A vem com certa freqüência antes de B, A é a causa, B o efeito e ponto final. O processo se esgota aí. Esse padrão está ligado a outro — o raciocínio binário —, segundo o qual a relação entre A e B é unidirecional e excludente: A é igual a A e diferente de B, sem outra hipótese. Tudo muito simples e muito direto, portanto.O indivíduo esperto percebe com nitidez esse nosso condicionamento, e não ignora que ele próprio também está submetido a tal modo de pensar. Sua esperteza consiste em intuir o quanto a prevalência desse modelo (que é necessário em certas circunstâncias, mas não é o único) é intelectualmente limitante e o quanto pode ser utilizado para manipular as pessoas. O esperto vê a si próprio como alguém que superou essa limitação e a respectiva susceptibilidade à manipulação (o que nem sempre se confirma na prática, como logo veremos). De todo modo, com base nessa convicção ele usa as limitações alheias em beneficio próprio.A mentalidade binária fornece a base para uma de nossas crenças mais arraigadas — a de que os seres humanos se dividem em dominadores e dominados. Se assim é, aqueles são mais inteligentes do que estes, pois os controlam, obtêm sua obediência e deles extraem dinheiro que, como se sabe, para muitos é a causa de todos os efeitos, os quais por isso mesmo a ela devem ser sempre reduzidos.Nessa ordem de idéias, o indivíduo esperto imagina-se poderosamente maquiavélico. Está convencido de que O Príncipe é uma espécie de texto sagrado do comportamento social. Não o comove nem um pouco o fato de que esse livro de Maquiavel sob muitos aspectos é uma ode ao jogo de soma zero (para que eu vença é necessário que você seja derrotado) e, por outro lado, uma elegia à solidariedade.Pois essa talvez seja a principal limitação do esperto: pensar que não existe ninguém mais esperto do que ele — o que o condena a dificilmente contar com a ajuda da qual mais dia menos dia ele pode vir a precisar como decorrência de sua própria astúcia.Vamos ao dicionário. “Esperteza: acuidade ou agudeza de espírito. Habilidade maliciosa. Inteligência superficial. Habilidade ingênua que facilmente se descobre”. Quando vê a possibilidade de obter alguma vantagem, o esperto diz às pessoas o que elas querem ouvir. Ao fazer isso, porém, ele cai em sua própria armadilha, pois as pessoas por sua vez também lhe dizem o que ele quer ouvir. Essa circunstância o põe numa posição que se continuada tende a embotar-lhe a inteligência.É bem disso que se trata: o esperto se acha inteligente, o que o impede de desenvolver sua inteligência. Quanto mais inteligente ele se imagina, mais se deixa envolver por sua esperteza. Esse processo pode seguir num crescendo, que muitas vezes resulta na transformação da esperteza em obtusidade ou, o que é pior, em estupidez, no entender de alguns.É próprio do esperto o seguinte raciocínio: se a utilidade “prática” (que para ele é quase sempre econômica) de uma idéia ou coisa não for imediatamente perceptível, é porque não existe. E assim essa idéia ou coisa entra para o rol dos trastes inúteis.Quando levada a extremos, essa atitude faz com que a esperteza chegue à obtusidade, ultrapasse-a e alcance a estupidez. É a esse fenômeno que se dirige a crítica de Vítor J. Rodrigues, quando diz que “o dinheiro é um fim e deve ser atingido por meio dos homens, adequados instrumentos financeiros uns dos outros”1 O que Rodrigues chama de “estupidez financeira” compõe-se de pelo menos três categorias: a) estupidez financeira terminal, na qual o dinheiro é usado para tornar estúpidos os que o recebem. A corrupção, o suborno e o aliciamento são três exemplos; b) estupidez financeira de manutenção, em que a condição anterior se torna instituída, como ocorre nos governos corruptos, máfias e assemelhados; c) estupidez financeira metodológica ou consumista. Por meio dela, o dinheiro é utilizado para estupidificar de modo crescente os que o utilizam: “Os que têm dinheiro são meios para tenhamos mais dinheiro”.2Mas não sejamos tão meticulosos. Voltemos ao campo da esperteza e lembremos que ela e a inteligência não são mutuamente excludentes, como poderiam supor os mais espertos. Ou seja: ninguém é só inteligente nem só esperto. O que há é uma combinação, na qual uma ou outra condição predomina em graus diferentes e em momentos diversos. É uma questão de proporções, portanto. Inteligência e esperteza estão em constante diálogo e as pessoas em cujas mentes esse diálogo acontece estão, por sua vez, em permanente conversa com o ambiente e com outras pessoas.A esperteza é mais operacional e a inteligência mais estratégica. Logo, as duas são necessárias. A inteligência desenvolve a esperteza, mas o contrário só é verdadeiro até certo ponto. Desse ponto em diante, quanto mais astuto for um indivíduo menos inteligente ele será, pois a astúcia potencializa o ego e torna utilitários os relacionamentos interpessoais. Já a inteligência atenua o egoísmo e estimula as relações. E não poderia ser de outro modo, pois, como já vimos, a esperteza se apóia na causalidade imediata: uma causa, um efeito. A inteligência, porém, nos faz perceber que muitas vezes o efeito pode retroagir sobre a causa. Forma-se então uma circularidade, que se liga a outras circularidades e compõe uma rede, o que faz com que o pensamento assuma uma feição abrangente.É por isso que enquanto o astuto se supõe inteligente e alardeia essa suposta virtude, o indivíduo inteligente sabe que há situações em que é necessário ser astuto — mas sabe também que isso tem um limite: a astúcia deve ser usada com moderação, com o mesmo comedimento que nos leva a não alardeá-la. É preciso dosá-la, pois se a inteligência desenvolve a ética a esperteza pode nos fazer ignorá-la.Não fosse isso suficiente, a inteligência nos faz buscar o equilíbrio entre a razão e a emoção, enquanto que a esperteza tende a nos fazer pensar que a razão resolve tudo sozinha, isto é, a tentar reduzir a racionalidade ao racionalismo. Assim, a inteligência pode ser definida como a habilidade de não permitirmos que a esperteza nos suba à cabeça e atrofie nossa capacidade de perceber e entender que viver é viver em relação, fazer parcerias e com isso buscar a justiça social.Confirmando o que consta dos dicionários (a esperteza é uma habilidade ingênua que logo se descobre), o esperto pode ser fácil de enganar. Como ocorre com o vaidoso (esperteza e vaidade freqüentemente andam juntas), muitas vezes basta louvar-lhe a sagacidade (ou alimentar-lhe a fatuidade, conforme o caso) para torná-lo dócil e manipulável — desde que a manipulação continue baseada nessa louvação.No limite, a esperteza tende a anular a si própria e se transforma num primitivismo mental. Em não poucos casos esse é o ponto de partida para o total desprezo pelo outro — a psicopatia. Em muitos psicopatas famosos, o que se convencionou chamar de “inteligência brilhante” é na verdade o auge do delírio sociopático.O dito que propõe que o mundo é dos espertos é revelador do quanto a esperteza pode se render à obtusidade. Nesse momento, ela põe à mostra o quanto é limitante e limitada. Esperteza produz esperteza, a qual por sua vez gera um estado de coisas hobbesiano, pleno de medo, paranóia e desconfiança. A situação do mundo atual, no qual o chamado progresso não impediu a proliferação da exclusão social, terror, violência, fome e situações semelhantes, é uma das melhores demonstrações das razões pelas quais esperteza é diferente de inteligência.Um convite ao leitor: faça uma lista de pessoas que você sempre achou que fossem muito inteligentes. Reflita e verá que em muitas delas a esperteza predomina sobre a inteligência. Isto é, são indivíduos apenas espertos (e alguns francamente obtusos). Será uma conclusão quase natural, mas para que ela aconteça é necessário que você: a) se inclua na lista; b) seja mais inteligente do que esperto. Como foi dito antes, confundir inteligência com esperteza é um engano corriqueiro mas — também foi mencionado — essa é a grande limitação do esperto. Ele percebe que existe um modo de pensar diferente do seu, mas o classifica como “cultura”, ou então como “poesia” ou “literatura”, isto é, coisas “não práticas”, que não “agregam valor”. É evidente que tal classificação é uma demonstração de sua pouca inteligência, pois é precisamente na literatura que estão alguns dos melhores exemplos da diferença entre uma coisa e outra.Vamos a um deles. Trata-se do conto de Machado de Assis, Teoria do Medalhão, publicado em 1882 no livro Papéis Avulsos. Recordemos a história. Depois de um jantar comemorativo de seus 21 anos, um rapaz conversa com o seu pai que aproveita a ocasião para orientá-lo sobre a “vida prática”. Para tanto diz-lhe algumas “coisas importantes”, cujo objetivo é fazer com que o jovem saia da “obscuridade comum” e se torne um medalhão. Eis os principais pontos da receita do pai machadiano:Idéias. Melhor não tê-las.
Livrarias. Nunca entrar nelas em busca de livros.
Linguagem. Usar ao máximo “as frases feitas, as locuções convencionais, as fórmulas consagradas pelos anos”, pois elas “têm a vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil”.3
Memória.Decorar “toda a recente terminologia científica”.4 Visibilidade.
Usar ao máximo a propaganda: “Uma notícia traz outra; cinco, dez, vinte vezes põe o teu nome ante os olhos do mundo”.5
Política. “Podes pertencer a qualquer partido, liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos.”6
Imaginação.“Nenhuma imaginação?”“Nenhuma; antes fazer correr o boato de que um tal dom é ínfimo”.7
Filosofia.“Nenhuma filosofia?”“Entendamo-nos: no papel e na língua, alguma, na realidade nada. (...) Proibo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. (...) Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade, etc., etc.).”8E por aí vai, até que o pai arremata dizendo que “guardadas as proporções, a conversa desta noite vale O Príncipe de Machiavelli”.9 Ninguém menos que Maquiavel, claro. Sempre ele. Ou então Hobbes. Em suma, o que o personagem de Machado propõe ao filho é que para “vencer na vida” o rapaz deve ter como qualidades básicas nada mais nada menos que a empáfia de um pavão e a profundidade de um pires. Haverá maneira mais inteligente de mostrar a diferença entre inteligência e esperteza?
Na televisão, vejo e ouço a arenga de um político. Enquanto ele fala e gesticula, percebo sem surpresa que esse homem, por muitos considerado inteligentíssimo, continua obtuso como sempre foi — e agora talvez até mais. O episódio também me faz lembrar de que a diferença entre inteligência e esperteza não é tão amplamente percebida e entendida como deveria. Eis a razão das considerações que se seguem.A relação entre a inteligência e a esperteza está ligada ao sistema de pensamento predominante em nossa cultura. Como sabemos, a maioria das pessoas tende a pensar em termos simplistas e busca a satisfação imediata. Esse imediatismo traduz o raciocínio de causalidade simples: se A vem com certa freqüência antes de B, A é a causa, B o efeito e ponto final. O processo se esgota aí. Esse padrão está ligado a outro — o raciocínio binário —, segundo o qual a relação entre A e B é unidirecional e excludente: A é igual a A e diferente de B, sem outra hipótese. Tudo muito simples e muito direto, portanto.O indivíduo esperto percebe com nitidez esse nosso condicionamento, e não ignora que ele próprio também está submetido a tal modo de pensar. Sua esperteza consiste em intuir o quanto a prevalência desse modelo (que é necessário em certas circunstâncias, mas não é o único) é intelectualmente limitante e o quanto pode ser utilizado para manipular as pessoas. O esperto vê a si próprio como alguém que superou essa limitação e a respectiva susceptibilidade à manipulação (o que nem sempre se confirma na prática, como logo veremos). De todo modo, com base nessa convicção ele usa as limitações alheias em beneficio próprio.A mentalidade binária fornece a base para uma de nossas crenças mais arraigadas — a de que os seres humanos se dividem em dominadores e dominados. Se assim é, aqueles são mais inteligentes do que estes, pois os controlam, obtêm sua obediência e deles extraem dinheiro que, como se sabe, para muitos é a causa de todos os efeitos, os quais por isso mesmo a ela devem ser sempre reduzidos.Nessa ordem de idéias, o indivíduo esperto imagina-se poderosamente maquiavélico. Está convencido de que O Príncipe é uma espécie de texto sagrado do comportamento social. Não o comove nem um pouco o fato de que esse livro de Maquiavel sob muitos aspectos é uma ode ao jogo de soma zero (para que eu vença é necessário que você seja derrotado) e, por outro lado, uma elegia à solidariedade.Pois essa talvez seja a principal limitação do esperto: pensar que não existe ninguém mais esperto do que ele — o que o condena a dificilmente contar com a ajuda da qual mais dia menos dia ele pode vir a precisar como decorrência de sua própria astúcia.Vamos ao dicionário. “Esperteza: acuidade ou agudeza de espírito. Habilidade maliciosa. Inteligência superficial. Habilidade ingênua que facilmente se descobre”. Quando vê a possibilidade de obter alguma vantagem, o esperto diz às pessoas o que elas querem ouvir. Ao fazer isso, porém, ele cai em sua própria armadilha, pois as pessoas por sua vez também lhe dizem o que ele quer ouvir. Essa circunstância o põe numa posição que se continuada tende a embotar-lhe a inteligência.É bem disso que se trata: o esperto se acha inteligente, o que o impede de desenvolver sua inteligência. Quanto mais inteligente ele se imagina, mais se deixa envolver por sua esperteza. Esse processo pode seguir num crescendo, que muitas vezes resulta na transformação da esperteza em obtusidade ou, o que é pior, em estupidez, no entender de alguns.É próprio do esperto o seguinte raciocínio: se a utilidade “prática” (que para ele é quase sempre econômica) de uma idéia ou coisa não for imediatamente perceptível, é porque não existe. E assim essa idéia ou coisa entra para o rol dos trastes inúteis.Quando levada a extremos, essa atitude faz com que a esperteza chegue à obtusidade, ultrapasse-a e alcance a estupidez. É a esse fenômeno que se dirige a crítica de Vítor J. Rodrigues, quando diz que “o dinheiro é um fim e deve ser atingido por meio dos homens, adequados instrumentos financeiros uns dos outros”1 O que Rodrigues chama de “estupidez financeira” compõe-se de pelo menos três categorias: a) estupidez financeira terminal, na qual o dinheiro é usado para tornar estúpidos os que o recebem. A corrupção, o suborno e o aliciamento são três exemplos; b) estupidez financeira de manutenção, em que a condição anterior se torna instituída, como ocorre nos governos corruptos, máfias e assemelhados; c) estupidez financeira metodológica ou consumista. Por meio dela, o dinheiro é utilizado para estupidificar de modo crescente os que o utilizam: “Os que têm dinheiro são meios para tenhamos mais dinheiro”.2Mas não sejamos tão meticulosos. Voltemos ao campo da esperteza e lembremos que ela e a inteligência não são mutuamente excludentes, como poderiam supor os mais espertos. Ou seja: ninguém é só inteligente nem só esperto. O que há é uma combinação, na qual uma ou outra condição predomina em graus diferentes e em momentos diversos. É uma questão de proporções, portanto. Inteligência e esperteza estão em constante diálogo e as pessoas em cujas mentes esse diálogo acontece estão, por sua vez, em permanente conversa com o ambiente e com outras pessoas.A esperteza é mais operacional e a inteligência mais estratégica. Logo, as duas são necessárias. A inteligência desenvolve a esperteza, mas o contrário só é verdadeiro até certo ponto. Desse ponto em diante, quanto mais astuto for um indivíduo menos inteligente ele será, pois a astúcia potencializa o ego e torna utilitários os relacionamentos interpessoais. Já a inteligência atenua o egoísmo e estimula as relações. E não poderia ser de outro modo, pois, como já vimos, a esperteza se apóia na causalidade imediata: uma causa, um efeito. A inteligência, porém, nos faz perceber que muitas vezes o efeito pode retroagir sobre a causa. Forma-se então uma circularidade, que se liga a outras circularidades e compõe uma rede, o que faz com que o pensamento assuma uma feição abrangente.É por isso que enquanto o astuto se supõe inteligente e alardeia essa suposta virtude, o indivíduo inteligente sabe que há situações em que é necessário ser astuto — mas sabe também que isso tem um limite: a astúcia deve ser usada com moderação, com o mesmo comedimento que nos leva a não alardeá-la. É preciso dosá-la, pois se a inteligência desenvolve a ética a esperteza pode nos fazer ignorá-la.Não fosse isso suficiente, a inteligência nos faz buscar o equilíbrio entre a razão e a emoção, enquanto que a esperteza tende a nos fazer pensar que a razão resolve tudo sozinha, isto é, a tentar reduzir a racionalidade ao racionalismo. Assim, a inteligência pode ser definida como a habilidade de não permitirmos que a esperteza nos suba à cabeça e atrofie nossa capacidade de perceber e entender que viver é viver em relação, fazer parcerias e com isso buscar a justiça social.Confirmando o que consta dos dicionários (a esperteza é uma habilidade ingênua que logo se descobre), o esperto pode ser fácil de enganar. Como ocorre com o vaidoso (esperteza e vaidade freqüentemente andam juntas), muitas vezes basta louvar-lhe a sagacidade (ou alimentar-lhe a fatuidade, conforme o caso) para torná-lo dócil e manipulável — desde que a manipulação continue baseada nessa louvação.No limite, a esperteza tende a anular a si própria e se transforma num primitivismo mental. Em não poucos casos esse é o ponto de partida para o total desprezo pelo outro — a psicopatia. Em muitos psicopatas famosos, o que se convencionou chamar de “inteligência brilhante” é na verdade o auge do delírio sociopático.O dito que propõe que o mundo é dos espertos é revelador do quanto a esperteza pode se render à obtusidade. Nesse momento, ela põe à mostra o quanto é limitante e limitada. Esperteza produz esperteza, a qual por sua vez gera um estado de coisas hobbesiano, pleno de medo, paranóia e desconfiança. A situação do mundo atual, no qual o chamado progresso não impediu a proliferação da exclusão social, terror, violência, fome e situações semelhantes, é uma das melhores demonstrações das razões pelas quais esperteza é diferente de inteligência.Um convite ao leitor: faça uma lista de pessoas que você sempre achou que fossem muito inteligentes. Reflita e verá que em muitas delas a esperteza predomina sobre a inteligência. Isto é, são indivíduos apenas espertos (e alguns francamente obtusos). Será uma conclusão quase natural, mas para que ela aconteça é necessário que você: a) se inclua na lista; b) seja mais inteligente do que esperto. Como foi dito antes, confundir inteligência com esperteza é um engano corriqueiro mas — também foi mencionado — essa é a grande limitação do esperto. Ele percebe que existe um modo de pensar diferente do seu, mas o classifica como “cultura”, ou então como “poesia” ou “literatura”, isto é, coisas “não práticas”, que não “agregam valor”. É evidente que tal classificação é uma demonstração de sua pouca inteligência, pois é precisamente na literatura que estão alguns dos melhores exemplos da diferença entre uma coisa e outra.Vamos a um deles. Trata-se do conto de Machado de Assis, Teoria do Medalhão, publicado em 1882 no livro Papéis Avulsos. Recordemos a história. Depois de um jantar comemorativo de seus 21 anos, um rapaz conversa com o seu pai que aproveita a ocasião para orientá-lo sobre a “vida prática”. Para tanto diz-lhe algumas “coisas importantes”, cujo objetivo é fazer com que o jovem saia da “obscuridade comum” e se torne um medalhão. Eis os principais pontos da receita do pai machadiano:Idéias. Melhor não tê-las.
Livrarias. Nunca entrar nelas em busca de livros.
Linguagem. Usar ao máximo “as frases feitas, as locuções convencionais, as fórmulas consagradas pelos anos”, pois elas “têm a vantagem de não obrigar os outros a um esforço inútil”.3
Memória.Decorar “toda a recente terminologia científica”.4 Visibilidade.
Usar ao máximo a propaganda: “Uma notícia traz outra; cinco, dez, vinte vezes põe o teu nome ante os olhos do mundo”.5
Política. “Podes pertencer a qualquer partido, liberal ou conservador, republicano ou ultramontano, com a cláusula única de não ligar nenhuma idéia especial a esses vocábulos.”6
Imaginação.“Nenhuma imaginação?”“Nenhuma; antes fazer correr o boato de que um tal dom é ínfimo”.7
Filosofia.“Nenhuma filosofia?”“Entendamo-nos: no papel e na língua, alguma, na realidade nada. (...) Proibo-te que chegues a outras conclusões que não sejam as já achadas por outros. (...) Foge a tudo que possa cheirar a reflexão, originalidade, etc., etc.).”8E por aí vai, até que o pai arremata dizendo que “guardadas as proporções, a conversa desta noite vale O Príncipe de Machiavelli”.9 Ninguém menos que Maquiavel, claro. Sempre ele. Ou então Hobbes. Em suma, o que o personagem de Machado propõe ao filho é que para “vencer na vida” o rapaz deve ter como qualidades básicas nada mais nada menos que a empáfia de um pavão e a profundidade de um pires. Haverá maneira mais inteligente de mostrar a diferença entre inteligência e esperteza?
Anjo falhado

Sem asas, caí do céu
E na terra tive de caminhar.
Cruel destino o meu
Que já não me permite voar.
Cada passo é uma pena pesada
Neste labirinto escuro.
Sou uma pobre alma penada
E nem a vida, nem a morte procuro.
Não consigo avistar o horizonte,
Nem uma réstea de ilusão tenho.
Da esperança secou a fonte.
Em mim, só o vazio contenho.
Ó Deus, sou um anjo falhado!
Nem em mim soube acreditar.
Sou um sonho humilhado
E nem Tu me podes salvar.
Esboçado por: Angela
sábado, abril 21, 2007
Quimioterapia

Origem: Wikipédia
A quimioterapia é um tratamento médico que utiliza a introdução de substâncias químicas na circulação sanguínea para controlar processos celulares. Esta terapêutica é indicada para doenças relacionadas com a multiplicação e mutação de células, em particular o câncer.
A quimioterapia é administrada de forma intravenosa ou diluída em soro. O processo em si não é doloroso, excepto a picada inicial, mas pode em certos casos causar inúmeros efeitos secundários dada a agressividade do tratamento. Estes efeitos resultam da destruição colateral de células saudáveis e dependem muito de caso para caso, tendo em conta a condição geral e resistência do doente bem como o tipo de quimioterapia utilizado. Se presentes, os efeitos secundários mais frequentes são:
Ansiedade
Anemia e fadiga, relacionada com diminuição da contagem de glóbulos vermelhos
Diminuição de glóbulos brancos e plaquetas
Perturbações renais, uma vez que estes químicos são processados pelos rins
Perturbações digestivas e falta de apetite
Aumento de peso
Queda de cabelo (alopécia)
A presença destes efeitos secundários tem vindo no geral a diminuir, com a investigação de combinações de medicamentos menos nocivas para o corpo e mais eficazes contra as células cancerosas. Estes desenvolvimentos científicos têm vindo a permitir um aumento da qualidade de vida do paciente, que em muitos casos pode prosseguir com um ritmo de vida normal, se bem que adaptado à sua condição geral de saúde.
REPÚBLICA RUANDESA

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O governo desejou uma nova bandeira para representar a unidade nacional, respeito ao trabalho, heroísmo e confiança no futuro... Uma importante consideração no desenho foi o genocídio de 1994, logo não há a cor vermelha para relembrar o sangue, assim como a cor preta para não simbolizar a escuridão...
O símbolo oficial da nova bandeira é: verde para a esperança de prosperidade, o agradecimento ao trabalho do povo de Ruanda e o uso sensível dos recursos do país. Amarelo - para o desenvolvimento econômico. Azul claro - simboliza felicidade e paz. O sol dourado e os seus raios simbolizam a luz que iluminarão o povo - trazendo unidade, transparência e luta contra a ignorância.
Rwandese Republic — Rwanda — Republika y'u Rwanda — République Rwandaise
Capital: Kigali.
Religião: Cristianismo 44% (católicos), islamismo 9%, crenças tradicionais 47% (1996).
Localização: centro-leste da África, na montanhosa região dos grandes lagos. Faz fronteira no oeste com a República Democrática do Congo, ao norte com a Uganda, a leste com a Tanzânia e ao sul com o Burundi.
Características: planalto central, lago Kivu, vulcões e cadeias montanhosas (O), planície e complexo de lagos pantanosos (L).
Cidades principais: Ruhengeri, Butare, Gisenyi. Outras: Byumba, Cyangugu, Gabiro, Gatsibo, Gikongoro, Gitarama, Kagitumba, Kibungo, Kibuye, Nyanza, Ruhengeri.
Divisão administrativa: 11 prefeituras subdivididas em 145 comunas.
Moeda (numismática): Franco de Ruanda ou Ruandês. Código internacional ISO 4217: ? Anteriormente, Franco Belga; Pesa entre 1893 a 1917 (África Oriental Alemã).
O lago Kivu delimita boa parte da fronteira com a República Democrática do Congo (ex-Zaire).
Ruanda é o país africano com maior densidade populacional, quase 300 habitantes por quilômetro quadrado. A existência de clãs e de fortes laços familiares é marcante na sociedade.
Cerca de 90% da população é hutu e vive em conflito com a minoria tutsi desde a época colonial. O conflito entre as etnias tutsi e hutu já matou mais de 1 milhão de pessoas na guerra civil que arrasa o país desde 1994.
Em 1994, eclodem os mais graves confrontos entre as duas etnias, e o país é palco de um genocídio que deixa 1 milhão de mortos e 2,3 milhões de ruandeses refugiados em países vizinhos...
Os ruandeses vivem da agricultura, desenvolvida em pequenas propriedades, e exportam chá e café.
Cartão Postal de Ruanda-Urundi, dançarinos da tribo Watutsi; publicado by Photo Home.
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História
A região é habitada originalmente por pigmeus e, mais tarde, pelos hutus, povo banto da bacia do rio Congo...
Por volta do século XV, os tutsis, pastores de grande estatura oriundos da Etiópia, chegam à região e impõem domínio feudal aos hutus, mais numerosos.
Com a derrota alemã na I Guerra Mundial, os belgas ocupam Ruanda. Em um primeiro momento, transformam os tutsis na elite que concentra o poder político, econômico e militar.
Na década de 50, por outro lado, favorecem a formação de uma elite hutu. Desse modo utilizam a tática de dividir para governar. Em 1959, eclode a primeira revolta hutu contra o governo tutsi.
Em 1961, um plebiscito dá autonomia ao país, sob administração hutu. Perseguidos, os tutsis se exilam nos países vizinhos.
Guerra civil
Os tutsis exilados formam a Frente Patriótica Ruandesa (FPR), que invade o norte de Ruanda em outubro de 1990.
Vencida pelo Exército do presidente Juvénal Habyarimana (no poder desde junho de 1973), a FPR inicia uma guerrilha. Habyarimana, para aliviar tensões, aprova o pluripartidarismo em junho de 1991 e abre negociação com a guerrilha.
Nova ofensiva tutsi, em fevereiro de 1993, põe o acordo por terra. O governo massacra civis tutsis. Em represália, a FPR arrasa aldeias hutus e a guerrilha chega a menos de 30 quilômetros de Kigali, a capital. Mais de 1 milhão de refugiados se aglomeram na fronteira com Tanzânia e Uganda.
Em agosto, governo e guerrilha assinam os Acordos de Arusha, pelos quais é formado um governo de transição com a FPR e outros partidos de oposição, sob o apoio da ONU.
Em abril de 1994, o presidente Habyarimana e seu colega do Burundi Cyprien Ntaryamira morrem em acidente aéreo.
O episódio desencadeia uma guerra civil que dura até julho. Resultado: entre 500 mil e 1 milhão de mortos, além de 2,3 milhões de refugiados, que se dirigem sobretudo ao atual Congo (muitos atravessaram a fronteira pelo Parque Nacional Virunga) e à Tanzânia.
Em julho, a FPR (tutsi) toma Kigali e põe Pasteur Bizimungu na Presidência. Em março de 1995, 2 mil hutus expulsos de um campo de refugiados são assassinados por tutsis.
Três meses depois é inaugurado o Tribunal Internacional de Crimes para julgar cerca de 400 acusados de participação no genocídio de tutsis em 1993.
Refugiados
Em agosto de 1996, Ruanda e Congo acertam a repatriação de refugiados hutus - sem a participação da ONU, que não aceita a repatriação forçada. Em outubro de 1996, uma milícia dos baniamulenges - grupo étnico tutsi que vive no leste do Congo, rebela-se.
Supostamente apoiado pelo governo ruandês (tutsi), o grupo dá início a uma ofensiva contra os acampamentos de refugiados ruandeses hutus.
Entre os refugiados há soldados e oficiais do governo ruandês que se escondem para evitar a punição pelo genocídio de tutsis em seu país, no governo anterior. Em novembro de 1996, cerca de 500 mil refugiados são expulsos do Congo para Ruanda.
Outras 300 mil pessoas retornam nos meses seguintes. Em abril de 1997, o novo governo do Congo dá prazo de 60 dias para que se complete a repatriação dos 200 mil refugiados ruandeses que ainda estão no país.
Durante a retirada, organizada pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), mais de cem pessoas morrem sufocadas num trem superlotado que as transportava. Pelo menos dois grupos de refugiados são massacrados, totalizando mais de 200 mortos.
Segundo denúncia da Anistia Internacional, em agosto de 1997 mais de 2,3 mil ex-refugiados de etnia hutu haviam sido assassinados nos três meses anteriores pelo Exército ruandês, de maioria tutsi...
RWANDA 1994
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Darfur

Campo de refugiados no sul de Darfur.O conflito de Darfur (ou genocídio de Darfur) é um conflito armado em andamento na região de Darfur, no oeste do Sudão, que opõe principalmente os janjauid - uma milícia recrutada entre as tribos baggara (árabes) - e os povos não-baggara (não-árabes) da área. O governo sudanês, embora negue publicamente que apóia os janjauid, tem fornecido armas e assistência e tem participado de ataques conjuntos com aquele grupo miliciano. O conflito teve início em fevereiro de 2003.
As mortes causadas pelo conflito são estimadas entre 50 000 (Organização Mundial da Saúde, setembro de 2004) e 450 000 (Dr. Eric Reeves, 28 de abril de 2006). A maioria das ONGs trabalha com a estimativa de 400 000 mortes. A mídia vem descrevendo o conflito como um caso de "limpeza étnica" e de "genocídio". O governo dos EUA também o considera genocídio, embora as Nações Unidas ainda não o tenham feito.
Quando os combates se intensificaram em julho e agosto de 2006, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução 1706, de 31 de agosto de 2006, que prevê o envio de uma nova força de manutenção da paz da ONU, composta de 20 000 homens, para substituir as tropas da União Africana presentes no local, que contam com 7 000 soldados. O Sudão opôs-se à Resolução e, no dia seguinte, lançou uma grande ofensiva na região.
Diferentemente da segunda guerra civil sudanesa, que opôs o norte muçulmano ao sul cristão e animista, em Darfur a maioria dos residentes é muçulmana, bem como os janjauid.
[editar] Antecedentes
Darfur tem cerca de 5 a 6 milhões de habitantes, numa região com baixo nível de desenvolvimento: apenas 44,5% das crianças do sexo masculino - e um-terço do feminino - freqüentam a escola.
Três tribos são predominantes na região: os fur (que emprestam o nome à região), os masalit e os zaghawa, em geral negros muçulmanos.
O Sudão tem uma história de conflitos entre o sul e o norte do país, que resultaram na primeira (1955-1972) e na segunda (1983-2005) guerras civis sudanesas. A segunda confrontação causou cerca de dois milhões de mortos e mais de quatro milhões de refugiados, em ambos os casos principalmente no sul.
[editar] O conflito
Em 2003, dois grupos armados da região de Darfur rebelaram-se contra o governo central sudanês, pro-árabe. O Movimento de Justiça e Igualdade e o Exército de Liberação Sudanesa acusaram o governo de oprimir os não-árabes em favor dos árabes do país e de negligenciar a região de Darfur.
Em reação, o governo lançou uma campanha de bombardeios aéreos contra localidades darfurenses em apoio a ataques por terra efetuados por uma milícia árabe, os janjauid. Estes últimos são acusados de cometer grandes violações dos direitos humanos, inclusive assassinatos em massa, saques e o estupro sistemático da população não-árabe de Darfur. Os janjauid também praticam o incêndio de vilarejos inteiros, forçando os sobreviventes a fugir para campos de refugiados localizados em Darfur e no Chade; muitos dos campos darfurenses encontram-se cercados por forças janjauid. Até o verão de 2004, entre 50 000 e 80 000 pessoas haviam sido mortas e pelo menos um milhão haviam fugido, provocando uma grande crise humanitária na região.
Em setembro de 2004, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou a Resolução no. 1564, que estabeleceu uma comissão de inquérito em Darfur para avaliar o conflito. Em janeiro de 2005, a ONU divulgou um relatório afirmando que embora tenha havido assassinatos em massa e estupros, aquela organização internacional não estava em condições de classificá-los como genocídio, devido a "uma aparente falta de intenção genocida" (tradução livre do inglês).
Em maio de 2006, o Exército de Liberação Sudanesa, principal grupo rebelde, concordou com uma proposta de acordo de paz com o governo. Em maio de 2006, o acordo, preparado em Abuja, Nigéria, foi assinado por ambas as partes.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
sexta-feira, abril 20, 2007
Genocídio
Genocídio (por vezes designado por limpeza étnica, embora esta última designação tenha vindo a ser preterida devido à conotação positiva da palavra "limpeza") tem sido definido como sendo o assassinato deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e (por vezes) políticas. Pode referir-se igualmente a acções deliberadas cujo objectivo seja a eliminação física de um grupo humano segundo as categorias já mencionadas. Há algum desacordo, entre os diversos autores, quanto ao facto de se designar ou não como genocídio os assassinatos em massa motivados por motivos políticos.
O termo genocídio foi criado por Raphael Lemkin, um judeu Polaco, em 1944, juntando a raiz grega génos (família, tribo ou raça) e -caedere (Latim - matar). Com o advento do genocídio dos judeus pelo regime nazi, o Holocausto, Lemkin fez campanha pela criação de leis internacionais, que definissem e punissem o genocídio. Esta pretensão tornou-se realidade em 1951, com a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio. O genocídio foi, na época da colonização européia na América Latina e na África, largamente utilizado para que com o extermínio dos povos indígenas, se tornasse mais fácil para a Europa a escravização daqueles que lá habitavam. Na era moderna, temos entre outros o genocídio armênio conduzido pelos turcos (embora estes ainda não o admitam); a fome-genocídio na Ucrânia (Holodomor); a deportação dos chechenos; o genocídio do povo tibetano; o genocídio do Cambodja; o genocídio do Ruanda; o genocídio da Bósnia e o genocídio de curdos promovido por Saddam Hussein no Iraque.
O termo genocídio foi criado por Raphael Lemkin, um judeu Polaco, em 1944, juntando a raiz grega génos (família, tribo ou raça) e -caedere (Latim - matar). Com o advento do genocídio dos judeus pelo regime nazi, o Holocausto, Lemkin fez campanha pela criação de leis internacionais, que definissem e punissem o genocídio. Esta pretensão tornou-se realidade em 1951, com a Convenção para a prevenção e a repressão do crime de genocídio. O genocídio foi, na época da colonização européia na América Latina e na África, largamente utilizado para que com o extermínio dos povos indígenas, se tornasse mais fácil para a Europa a escravização daqueles que lá habitavam. Na era moderna, temos entre outros o genocídio armênio conduzido pelos turcos (embora estes ainda não o admitam); a fome-genocídio na Ucrânia (Holodomor); a deportação dos chechenos; o genocídio do povo tibetano; o genocídio do Cambodja; o genocídio do Ruanda; o genocídio da Bósnia e o genocídio de curdos promovido por Saddam Hussein no Iraque.
quinta-feira, abril 19, 2007
Espiritismo e Parapsicologia

A explicação desses fenômenos por intervenção dos espíritos do além podia ter crédito nos tempos de Allan Kardec (1804-1869). Hoje, porém, o estudo do psiquismo humano mostra que todos os fenômenos ditos 'de mediunidade' são meras expressões do psiquismo do médium e de seus assistentes. Com efeito, a Parapsicologia ensina que temos 7/8 de nossos conhecimentos (adquiridos desde a infância) em nosso inconsciente; usamos apenas 1/8 daquilo que sabemos. Ora, por efeito da sugestão, essas noções latentes sobem à consciência do indivíduo e lhe possibilitam manifestações que parecem estranhas, oriundas do além, quando na verdade são apenas expressões daquilo que a pessoa viu, ouviu, sentiu no decorrer da sua vida presente'
Parece-me bem infantil e desatualizada essa afirmação do prelado. Espero que esse pensamento tenha por base a ignorância, desde que um grande compromisso espiritual é assumido no momento em que se profere um julgamento falso.
A mediunidade sempre foi alvo do estudo da ciência. Inúmeros pesquisadores de alta notoriedade investigaram, durante longos anos, os fenômenos mediúnicos e testemunharam a autenticidade das comunicações espíritas, e que, de maneira nenhuma, são 'meras expressões do psiquismo de um médium...'.
De início, quase todos os experimentadores eram descrentes da realidade da manifestação dos Espíritos; contudo, o resultado das suas pesquisas os levou a um mergulho completo nas águas do Espiritismo.
Já nos seus primórdios, a Doutrina Espírita foi submetida a análises severas por cientistas respeitáveis. O célebre professor da Universidade da Pennsylvania, Robert Hare, publica, em 1856, o livro intitulado 'Experimental Investigation of the Spirit Manifestation', onde afirma categoricamente contra a sua expectativa inicial a realidade da presença dos seres extracorpóreos, comunicando-se com os homens.
O sábio americano Robert Dale Owen, em 1877, lança a obra 'Footfalls on the Boundary of Another World', proclamando a certeza da sobrevivência do ser após a morte.
Willian Crooks, o descobridor do tálio e Prêmio Nobel de Química (1907), uma das maiores autoridades científicas da Inglaterra, em sua época, analisou as mesas girantes e o fenômeno da ectoplasmia, com a médium Florence Cook, chegando à verdade espírita.
Em 1876, o afamado homem de ciências escreveu: 'Não digo que isso seja possível, mas sim que isso é real'.
Alguns anos antes, em 1869, a Sociedade Dialética de Londres, nomeou uma comissão, constituída de nomes de renome na área científica, para acabar de vez com o 'Modern Spiritualism'. Após 18 meses de árido trabalho, o relatório atestou a comprovação do fato mediúnico.
(...)
Na terra do Mestre Lionês, muitas inteligências analisaram o fenômeno mediúnico e se tornaram espíritas. Cito, com muita propriedade, o escritor Victor Hugo, o célebre astrônomo Camille Flammarion, o famoso poeta Théophile Gautier, o dicionarista Maurice Lachâtre e o laureado membro da Academia de Medicina, Dr. Paul Gibier.
(...)
O fenômeno das mesas girantes era atribuído pelos descrentes, de início, aos movimentos inconscientes dos participantes. Com a persistência da ação espiritual, estando os médiuns distantes da mesa, os niilistas alegaram que a mesa obrava, através da transmissão do pensamento de um ou mais assistentes, negando a presença de entes espirituais.
Com a generalização do processo e abundância de mensagens, os cientistas puderam averiguar que muitas comunicações eram destinadas a eles e não havia de sua parte qualquer tipo de pensamento ligado ao teor delas. Muitas vezes obtiveram nomes de parentes falecidos, em quem não pensavam naquele instante. Até mesmo os locais onde morreram eram descritos.
Ao mesmo tempo, tiveram a certeza de que as pancadas que a mesa provocava não podiam ser dependentes da vontade dos assistentes.
Em algumas ocasiões, os nomes dos desencarnados, ligados aos cientistas, apareciam às avessas, trazendo perplexidade a todos os participantes da reunião, inclusive à médium responsável pelos trabalhos.
A evidência da participação dos seres ultraterrenos é bem significativa nos fenômenos mediúnicos. Basta ao perquiridor primeiramente ser honesto, depois se dedicar avidamente às pesquisas e, certamente, constatará a realidade da existência da inteligência extracorpórea.
Infelizmente, o analista que está preso às teias dogmáticas das religiões tradicionais ou se apresenta como um ferrenho agnóstico tentará, por diversos meios, utilizando os mais absurdos sofismas, negar a presença da individualidade espiritual como causa inteligente do fenômeno paranormal.
Em nosso século, homens, também sérios e escrupulosos, estudaram os fenômenos mediúnicos. Um deles foi o conceituado fisiologista francês Charles Richet, professor da Sorbonne, prêmio Nobel de Medicina em 1913.
O eminente homem de ciência criou a 'Metapsíquica', com o objetivo de pesquisar os fenômenos denominados 'paranormais'.
Em seu último livro 'A Grande Esperança' (1932), Richet faz apenas algumas considerações a favor das teses espíritas, talvez temendo ser ridicularizado pelos pseudosábios, os obscurantistas da ciência, como os que xingaram o prof. Crawford (catedrático de Mecânica em Belfast) de imbecil, por ter revelado, através de sérias pesquisas, a mecânica das alavancas de ectoplasma.
(...)
O pesquisador Charles Richet, posteriormente, em missiva endereçada ao cientista Ernesto Bozzano, declara ter aceitado integralmente os postulados espíritas.
Em 1930 é criado na Duke University (EUA) um laboratório para investigar os fenômenos paranormais, iniciativa do psicólogo inglês Willian McDougall e sob a direção do biólogo Dr. Joseph Banks Rhine.
Surge, então, a Parapsicologia.
O professor Rhine investigou minuciosamente o que se convencionou chamar de 'percepção extra-sensorial'. Denominou de Funções PSI ao processo mental que dá formação aos efeitos paranormais, classificando-os como Fenômenos PSI e dividindo-os em dois grupos distintos: PSI-GAMA (fenômenos subjetivos) e PSI-KAPA (fenômenos objetivos).
Com as experimentações de Rhine e colaboradores, chegou-se a uma evidência, já conhecida pela Ciência Espírita: fenômenos psíquicos de magnitude podem ser realizados por um sensitivo, sem o concurso de Inteligências do Mundo Extracorpóreo. O fato é conhecido como Animismo: o espírito da própria pessoa encarnada é que opera, obrando por si mesma, sendo responsável pelos fenômenos que ocorrem.
É importante registrar que, agindo o espírito com tanto poder e força, mesmo aprisionado num corpo físico, se pode aquilatar o que pode fazer livre completamente dos liames terrenos.
Daí ter Rhine chegado aos fenômenos, onde há manifestação indiscutível do ser espiritual. Para isso, foi obrigado a criar uma nova classificação: 'FENÔMENOS PSI-TETA'. O termo TETA, correspondente a 8.a letra do alfabeto grego, foi certamente escolhido pela analogia com a palavra Thanatos, significando morte.
Os FENÔMENOS PSI-TETA foram divididos em dois grupos:
1) TETA = PSI-GAMA = fenômenos subjetivos.
2) TETA = PSI-KAPA = fenômenos objetivos (efeitos físicos)
A esposa de Rhine, Dra Louise Rhine, também pesquisadora dos fenômenos paranormais, em seu livro 'Canais Ocultos da Mente', relata que em muitos casos analisados 'tornou-se impossível qualquer explicação além de uma presença extrafísica'.
Dr. Hernani Guimarães Andrade, parapsicólogo radicado em São Paulo, em sua obra 'Parapsicologia Experimental' afirma que 'a Parapsicologia agora ocupa um lugar mais sólido na Ciência e vem sendo objeto da preocupação de eminentes sábios... Tudo indica que iniciamos com a Parapsicologia a fabulosa era do Espírito' (pgs 20 e 21)
(...)
Hodiernamente, pesquisadores das vozes paranormais, sem alguma relação com a Doutrina Codificada por Kardec, vêm confirmar a presença dos seres espirituais, atuando nos aparelhos eletrônicos.
Tudo começou pra valer com Frederich Juergenson, efetivamente o grande descobridor do 'Fenômeno da Voz', na Suécia, na década de cinqüenta. Esse experimentador chegou à conclusão de que as vozes provinham dos chamados mortos, tendo escrito dois livros a respeito do assunto, um deles conhecido no Brasil: 'Telefone para o Além'.
(...)
A escritora alemã Hildegard Schafer acaba de lançar em Paris a obra 'Theorie et Pratique de la Transcommunication' (Teoria e Prática da Transcomunicação). A revista 'Le Monde Inconnu' (Fev/93) a entrevistou (jornalista Roseli Ruther) e transcrevemos alguns trechos que foram publicados na 'Folha Espírita' (Agosto de 1993):
R.R: 'É exato que certas mensagens registradas comportam, em uma só frase, palavras de quatro ou cinco línguas diferentes?'
H.S: 'É exato, o que prova ao menos que não se trata de emissões de rádio, onde um tal amálgama seria impensável'.
R.R: 'Lado técnico: o que é um registro de vozes paranormais? De quais elementos a gente tem necessidade para realizá-los?'
H.S: 'Para um registro, utiliza-se um gravador. Nos primeiros anos de pesquisa, utilizou-se sobretudo os magnetofones. Mais tarde os gravadores tomaram a frente, tendo em vista que os outros não são mais fabricados. Não somente os gravadores tem um preço mais acessível, mas também suas propriedades técnicas são tão perfeitas que se obtém bons resultados.'.
R.R.: 'Para nós as pesquisas são positivas ? '
H.S.: 'As vozes paranormais provam a imortalidade da alma e a realidade do além. Certas pessoas, quando seu morto os chama pelo nome, ficam tão mudas que elas adotam uma outra atitude em relação à morte. Não se trata de fé, mas de certeza.
R.R.: 'De fato nenhum de nós experimentou atingir as vozes. Elas vieram na direção de Friedrich Jurgenson, vindas de outro universo vibratório. É necessário estar sempre presente?'
H.S.: 'Não. Experimentadores em Dusseldorf tomavam chá em outra sala, evocando assuntos diversos. Durante esse tempo, num escritório vazio a fita girava. Descobriu-se que ela estava cheia de vozes. Parece que as pessoas do Além possuem uma onda própria e uma estação de matéria fina que lhes permite investir sobre nossas emissões de rádio. Elas dispõem de estações de emissoras.'
R.R.: 'A maior parte diz: 'Nós estamos vivos'. 'Nós estamos felizes'.
H.S.: 'Tais mensagens livram um grande número de pessoas do medo da morte. É esse o objetivo delas: consolar aquele que chora, provar que existe o outro lado.'
Realmente, é digno de lamento e tristeza que um sacerdote, o qual deveria ser o primeiro a desfraldar a bandeira da esperança e da fé, tente solapar os alicerces da Doutrina Consoladora de Jesus, declarando que a mediunidade resulta de 'noções latentes do inconsciente, que por efeito da sugestão sobem à Consciência'.
Disse o nosso querido Mestre Jesus que até as pedras clamarão (Lucas 19:40). Para fazer calar a todos os negadores da participação da Individualidade Espiritual, na gênese da fenomenologia paranormal, até os gravadores, computadores e aparelhos de televisão estão povoando a vida no Além.
E agora? Será que a maquinaria eletrônica também tem inconsciente?
Certa feita, conversava com um colega de profissão, ateu confesso, a respeito da mediunidade. Desconsiderou todos os meus argumentos utilizados, até o momento em que lhe falei da Transcomunicação Instrumental. Fiz-lhe a seguinte pergunta: '- Qual seria o seu parecer, ao participar da direção dos trabalhos de uma reunião de TCI, se ouvisse o seu nome gravado na fita?'
Ele ficou algum tempo emudecido e depois respondeu-me: 'É... Aí não tem jeito, teria que acreditar... Afinal, depois que se apertar o botão REC (gravação), qualquer coisa que estivesse previamente gravada seria apagada'.
Realmente, até um cético se sente abalado com as experimentações científicas das vozes paranormais.
Importante ressaltar que todos os pesquisadores estrangeiros, voltados a esses trabalhos do 'outro mundo', não são espíritas. O eminente cientista de T.C.I Konstantin Raudive, já desencarnado, era católico apostólico romano. O prof. Gebhard, frei da Sociedade Internacional de Parapsicologia Católica; o reverendo D. Valente, teólogo da cidade de São Paulo; o Arcebispo H.E Cardinale, Núncio Apostólico da CCE, afirmaram, peremptoriamente, a procedência espiritual
das vozes. Léo Schmid, sacerdote católico romano, em 1976, lança a obra "Wenn die Totenreden' (Quando os mortos falam)
Em verdade, a vida não termina com a morte e nenhuma espécie de sofisma poderá contrapor-se a evidência da realidade espiritual revelada pela aparelhagem eletrônica. A morte da morte não é anunciada apenas nos arraias espíritas, mas também nos frios laboratórios da Ciência.
Desde o primeiro momento em que os sábios se interessaram pelo estudo da paranormalidade, a presença dos mortos foi comprovada e eles estão cada vez mais vivos.
(...)
Tentando inutilizar o trabalho de centenas de sábios que pesquisaram amiúde a mediunidade, chegando à conclusão da intervenção dos espíritos, o religioso anuncia a hipotética explicação de que 'todos os fenômenos mediúnicos são meras expressões do psiquismo do médium e de seus assistentes' e, concluindo o seu pensamento, diz que tudo resulta do 'que a pessoa viu, ouviu e sentiu no decorrer da sua vida presente'.
É bem significativo um fato mediúnico, tendo sido intermediário o querido Francisco Cândido Xavier, colocando em xeque a afirmação gratuita do prelado.
Um casal paulista, de origem judaica, participa de uma reunião pública, onde o médium psicograva mensagens de seres inteligentes do Mundo Espiritual.
Tendo perdido um filho, muito jovem, em condições trágicas, os pais acorreram ao Centro Espírita, no intuito de receberem a graça maravilhosa de uma comunicação do rapaz, atestando a sobrevivência da alma pós-túmulo.
Anônimos, se encontravam no recinto simples e humilde da casa, quando ouviram a voz do medianeiro, anunciando o nome do filho.
Receberam do próprio punho do Chico, gratuitamente, sem dispenderem qualquer tipo de recurso monetário, uma folha onde estavam manuscritas palavras consoladoras, contendo o relato pormenorizado de como se deu o desprendimento do espírito, após o acidente automobilístico, e o encontro memorável do ser recém-desencarnado com seus parentes que o aguardavam no Mundo Espiritual.
A comunicação era rica em detalhes acontecidos na família e muitos nomes de familiares 'mortos' e vivos lá estavam inseridos.
O 'defunto' , após se despedir dos seus pais, deixou estampado na mensagem o desenho de uma estrela de David, onde se encontravam, nas pontas, nomes de pessoas em hebraico.
Os pais choraram de alegria, se abraçaram emocionadamente, irradiando felicidade pela prova palpável que recebiam da certeza da imortalidade do espírito.
Voltando a São Paulo, todos os familiares se congratularam por tudo o que o espírito informava, congraçando a todos pela mensagem de fé e de amor transmitidas pelo jovem desencarnado, mantendo acesas as chamas da esperança e do amor. A morte aniquilou o corpo; contudo, de forma nenhuma, a lembrança foi extinguida.
Uma dúvida, porém acorreu a todos. E a estrela? O que significava? Qual a importância dos nomes que lá estavam mencionados?
Algum tempo transcorreu e o desenho ainda era uma incógnita para todos. Contudo, um dos irmãos do 'morto' descobre, em um caderno escolar, pertencente ao 'falecido', a estrela e os mesmos nomes em suas pontas.
O enigma foi solucionado pela professora que relatou serem rotineiros os tais desenhos na sala de aula. A estrela representava a mesa escolar e os nomes, em hebraico, eram dos colegas de turma que assentavam vizinhos ao jovem em tela.
Com apenas uma comunicação mediúnica, o médium Chico Xavier arrasa com a tese absurda do prelado, tentando negar a possibilidade da Individualidade Espiritual comunicar-se com os que ainda vivem sob o jugo de um corpo somático.
A psicografia, realizada pelo Chico Xavier, sofreu um estudo rigoroso de 13 anos, pelo Prof. Carlos Augusto Perandréa, da Disciplina de Identificação Datiloscópica e Grafotécnica, do Departamento de Patologia, Legislação e Deontologia da Universidade Estadual de Londrina.
Trata-se de trabalho inédito no mundo, comprovando cientificamente a sobrevivência da mente após a morte do corpo físico.
O prof. Perandréa, um 'expert' em Grafoscopia, conseguiu provar, dentre outras, a autenticidade de uma comunicação mediúnica, fazendo uma análise pericial da grafia da escrita e da assinatura do Espírito Comunicante, confrontando-as com peças gráficas do espírito, antes do falecimento.
A divulgação das pesquisas do Prof. Perandréa foi feita através de um livro intitulado 'A Psicografia à Luz da Grafoscopia', publicado pela Editora Fé, enriquecido com um esplêndido prefácio do Dr . Hernani Guimarães Andrade, fundador do Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas.
O autor relata que pesquisou dezenas de casos, 'dando novas condições e meios para enriquecer a pesquisa, com resultantes cada vez mais positivas e esclarecedoras.
'Dentre os novos casos, destacam-se quatro mensagens no idioma italiano, psicografadas por Francisco Cândido Xavier, em Uberaba, e atribuídas ao espírito de Ilda Mascaro Saullo, falecida em Roma, em 20 de dezembro de 1977, após enfermidade de longos anos.
'Nas pesquisas iniciais, observou-se a predominância das características gráficas da escrita do médium no corpo das mensagens, enquanto nas assinaturas destacam-se elementos gráficos voltados para a escrita padrão da pessoa quando em vida.
'No último caso citado, predominavam as características gráficas da escrita padrão da pessoa quando em vida, indicando para uma psicografia mecânica, ou semimecânica, com elementos gráficos suficientes para uma conclusão pericial técnica positiva'.
Não resta dúvida de que o autor do opúsculo antiespírita está desatualizado. Seria conveniente e honesto que o sacerdote retificasse a sua posição, contrária à presença de pessoas já falecidas comunicando-se com os encarnados, já que suas teses não têm suporte nas experimentações científicas hodiernas.
É necessário frisar que o médium psicografou quatro mensagens no idioma italiano, desconhecido para ele. Ainda por cima, predominavam 'as características gráficas da escrita padrão da pessoa quando em vida...'
Atribuir tudo isso ao inconsciente do Chico é lançar mão de 'explicação paralela' ou 'reducionista', argumento claramente inconsistente, ilógico, sem alguma razão sólida.
Uma comunicação na qual o 'morto' dá nomes, em grande quantidade, de parentes e amigos que lhe acompanham no Além, descreve fatos e locais totalmente ignorados pelo médium e muitas vezes desconhecidos pelos familiares encarnados, aborda detalhes íntimos, é, em verdade, inquestionável o fato espiritual.
Mais fácil se torna a comprovação espírita quando a ciência atesta por prova grafotécnica a autenticidade da mensagem de um ser extracorpóreo. Aceitar qualquer outra teoria não familiarizada com a doutrina codificada por Kardec é impossível.
Outro fenômeno mediúnico, digno de realce, tendo ocorrido também com Chico Xavier, merece ser citado, como uma prova irrefutável da sobrevivência do espírito após o decesso corporal.
O livro 'Lealdade', editado pelo Instituto de Difusão Espírita, de Hércio Marcos C. Arantes, além de relatar todos os pormenores de um expressivo caso, traz, estampada na página 18, a assinatura do 'falecido', através de Chico, idêntica àquela inserida na carteira de identidade de Félix Pacheco, a qual portava quando 'vivo'.
Em 8 de maio de 1976, em Goiânia, Goiás, brincando com uma arma, o estudante José Divino Nunes, de 18 anos de idade, acertou, com um tiro, o seu amigo Maurício Garcez Henrique, de 15 anos, no tórax, desencarnando poucos minutos após.
Após o inquérito policial, a Promotoria de Goiânia apresentou denúncia, considerando o fato como homicídio doloso.
'O advogado de defesa, em suas alegações finais, expendeu entre outros o seguinte argumento:
'(...) a vítima Maurício Garcez Henrique, desencarnado, envia mensagens de tolerância e magnitude espiritual, inocentando seu amigo José Divino e dizendo que ninguém teve culpa em seu caso, tudo através do médium Francisco Cândido Xavier, cuja autenticidade foi proclamada, inclusive, pelo corretíssimo representante do Ministério Público (fls 170 a 185).'.
Da Sentença de Absolvição, transcrevo os tópicos que interessam em relação à mediunidade:
'No desenrolar da instrução foram juntados aos autos recortes de jornal e uma mensagem espírita enviada pela vítima, através de Chico Xavier, em que, na mensagem enviada do Além, relata também o fato que originou sua morte'.
'Temos que dar credibilidade à mensagem de fls 170, embora na esfera jurídica ainda não mereceu nada igual, em que a própria vítima, após a sua morte, vem relatar e fornecer dados ao julgador para sentenciar'.
'Na mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, a vítima relata o fato e isenta de culpa o acusado. Fala da brincadeira com o revólver e o disparo da arma'.
O caso teve ampla repercussão no país e no exterior, desde que a mensagem psicográfica se constituiu em ponto fundamental da inocência do acusado tornando o fato inédito.
O juiz Orimar de Bastos, em 1980, já aposentado, foi entrevistado pelo jornal 'Diário da Manhã.' Dignas de menção as suas palavras, retiradas do livro 'Lealdade': 'Hoje, se não estivesse aposentado e me aparecessem casos idênticos, isto é, com mensagens psicografadas, eu não hesitaria em sentenciar quantas vezes fosse preciso, com base nelas, para absolver inocentes que são tidos como culpados nos autos'.
O 'falecido' enviou, através de Chico Xavier, onze mensagens com abundância de informações e de nomes. É preciso frisar que o medianeiro recebe dezenas de comunicações por sessão. Seria impossível o médium captar por telepatia o pensamento de dezenas de pessoas e, ainda por cima, escrever em idiomas desconhecidos com caligrafias semelhantes e apor no papel as assinaturas idênticas àquelas que, em vida, os 'mortos' tinham. É bem mais fácil acreditar em alma do outro mundo.
(...)
Em nosso país, as sessões de materialização, por meio das médiuns Peixotinho e Ana Prado, foram realmente significativas, para evidenciar o prosseguimento da vida após a vida, demonstrando que os 'mortos' vivem.
Os incrédulos cientistas e os parapsicólogos de batina, não podendo, é claro, atribuir a presença de fantasmas ao inconsciente, se apegam à fraude ou a incúria dos pesquisadores. Contudo, na materialização, além da manifestação dos Seres Inteligentes do Mundo Espiritual, outros excepcionais fenômenos acontecem. Um deles é a moldagem em parafina, provando cabalmente a autenticidade dos fenômenos ectoplasmáticos e a sua origem espiritual.
Como se processa a formação dos 'moldes' ? O espírito coloca suas mãos, em uma panela de parafina fervente, e, logo após, as introduz, em recipiente contendo água gelada. O resultado é uma prova cabível, insofismável, de que não há fraude. Já pensou, caro leitor, um médium fraudulento, fingindo que é um espírito, pondo suas mãos na parafina fervente?
Ranieri, um delegado de polícia, acostumado a identificar os farsantes no dia-a-dia do seu trabalho, foi um dos grandes pesquisadores da ectoplasmia no Brasil.
Certamente, se o médium Peixotinho intentasse qualquer tipo de fraude, seria prontamente desmascarado.
Ranieri, no apaixonante livro 'Materializações Luminosas', edição FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), relata todas as suas impressões, enriquecidas com um valioso acervo de fotografias.
Para ele, o momento de maior significância foi o aparecimento de sua filha, Heleninha, em plena materialização luminosa, à sua frente. A seguir, a criança desencarnada aplica as mãos na parafina em ebulição e na água gelada, para deixar o molde com um presente a seu pai, para certificá-lo de que há prosseguimento da vida após a morte do corpo.
Cesar Lombroso foi, em solo italiano, um ferrenho adversário do Espiritismo. Certa feita, convidado pelo prof. Chiaia, o famoso criminalista comparece a uma reunião de ectoplasmia, cuja médium era Eusápia Paladino. Lá, aparece materializada a sua própria mãe.
Abraçando-a e beijando-a, Lombroso se rendeu a evidência espírita, dizendo: 'Nenhum gigante do pensamento e da vontade poderia me fazer o que fez esta mulher rude e analfabeta: retirar minha mãe do túmulo e trazê-la aos meus braços'.
(...)
A mediunidade, negada pela Igreja, é perfeitamente observada nos arraiais de sua fé:
1 - O espírito daquele que, na carne, foi o pontífice Pio X, aparece ao então cardeal Pacelli, a fim de prepará-lo para se assentar na Cadeira Papal, substituindo Pio XI;
2 - Pio X, em pleno exercício do papado, se revelou um aprimorado médium intuitivo, em três situações:
2.1 - Numa cerimônia religiosa, ordena, de súbito, que se fosse apagada, uma das velas do altar. Verificou-se, depois, a presença de um artefato explosivo naquela vela;
2.2 - Uma criança surda e muda foi levada à presença do pontífice. Recusou-se a recebê-la, argumentando que a menina já estava curada, o que foi inteiramente comprovado por todos.
2.3 - Numa feita, pede ao seu secretário que cancele uma audiência programada, relatando que a senhora acabara de falecer, na sala de espera. Realmente, acontecia o fato.
(...)
Conta-se que, em 15 de novembro de 1887, quando a Igreja do Sagrado Coração era apenas uma capela, durante uma cerimônia religiosa, irrompeu um incêndio sobre o altar. As pessoas presentes ao evento viram entre as chamas a imagem de um rosto com faces de sofrimento. Cessado o incêndio, foi constatada a impressão do semblante na parede atrás do altar.
Essa fenomenologia é estudada e comprovada com afinco pelo Espiritismo. Não existe nenhum milagre, nem são fatos verificados com exclusividade na Igreja Católica.
Infelizmente, o autor do opúsculo, em detrimento de uma verdade mediúnica, encontrada as mancheias no terreno de sua própria religião, permanece preso as velhas estruturas arcaicas, submetido à tirania do dogma, preocupado com a sua própria sobrevivência, como também da religião da qual é um dos ministros.
Na sua obra, que tenho a obrigação de refutar, levantando a minha voz em sinal de protesto, o prelado continua a fincar estacas de papelão, no chão firme e seguro da fenomenologia espírita, dizendo:
'... O inconsciente, a sugestão e uma grande sensibilidade são, portanto, os principais fatores que explicam os fenômenos mediúnicos. O inconsciente é um enorme repertório de imagens, sons e experiências latentes no ser humano; está sujeito a ser ativado pela sugestão de que o médium vai receber um espírito do além e, por isso, terá que representar um papel condizente com tal 'incorporação'.
Não há fenômeno mediúnico que não possa ser explicado pela Parapsicologia, de modo que é falso recorrer a intervenção do além para compreendê-los.
Somente quem permite que a emoção e os sentimentos preponderem sobre o raciocínio e a ciência, pode aderir ao Espiritismo. Este não é ciência, como diz, mas (doloroso afirmá-lo) é obscurantismo, pois supõe ainda o contexto do século XIX e ignora os resultados comprovados pela Psicologia contemporânea'
Mais uma vez o religioso se socorre do 'inconsciente', tentando manter a sua consciência tranqüila, achando que assim procedendo está 'assassinando' a Doutrina Espírita. Contudo, na realidade, diante de centenas de fenômenos mediúnicos, já pesquisados pela ciência oficial, inclusive ocorridos no próprio seio da Igreja Católica, sua tese se torna inconsistente, hipotética, autolimitada.
O religioso superestima o 'inconsciente' achando que este pode impregnar de voz uma fita virgem de gravador, apor assinaturas idênticas ao do 'falecido'; dar informações de que o próprio dono do inconsciente (médium) desconhece; originar a voz de um 'morto' (fenômeno de voz direta), audível por todos, falando de coisas que o médium, na cabine, ignora; apresentar-se o espírito visível e tangível (numa sessão de materialização), sendo reconhecido por alguém que o conheceu em vida; colocar a Entidade suas mãos em parafina fervente para autenticar a sua presença, servindo também de subsídio à comprovação da imortalidade da alma.
Colocando a expressão do inconsciente do médium como explicação da fenomelogia mediúnica, em detrimento da presença consciente do espírito, o padre, sem citar qualquer tipo de pesquisa científica que tenha tido contato ou tenha praticado, faz uma afirmação realmente sem conteúdo, sem base lógica e científica.
Temos em Freud, não o pioneiro da idéia do inconsciente, mas o grande descobridor das atividades da zona inconsciente do psiquismo. Através dele, a Ciência psicológica é impulsionada, dá um grande salto. Contudo, foi Jung o responsável por maiores vôos dentro da imensidade da atmosfera psíquica. Onde Freud pára, Jung segue adiante, retomando o estudo do inconsciente com novos conceitos, impetrando mais pesquisas. Chega ao inconsciente coletivo, seus arquétipos e símbolos. A partir de Jung, ficou bem mais salientado que o inconsciente pode perceber algum processo da zona inconsciente, exteriorizado, na forma de informações simbólicas e reduzidas.
Onde se encontra o inconsciente? É conseqüência do trabalho das células nervosas ou neurônios? Uma atividade psíquica de tão grande amplitude seria exterminada pela morte?
O próprio Jung, como foi dito anteriormente, em 1950, numa entrevista concedida a BBC, relata não acreditar que 'a mente humana morra porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, então ela está acima do tempo, se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo'
Na realidade, a zona do inconsciente é um terreno fértil onde são jogadas as sementes das aquisições constantes e, sem dúvida, não está situado nos parâmetros da matéria perecível, já que a mente continua, segundo ensinamento junguiano, a viver. Então, o inconsciente é imortal, sobrevivendo à morte do corpo físico, não estando, portanto, limitado ou circunscrito ao trabalho dos neurônios.
Se o inconsciente é perene, fica mais claro entender que pode o seu conteúdo ser cada vez mais enriquecido através de experiências reencarnatórias.
Daí a explicação, pela palingênese dos arquétipos. Em verdade, seriam exteriorizações do inconsciente revelando a representação das inúmeras vivências de um ser, através das Reencarnações, nas diferentes regiões do planeta. Essa vivências se evidenciam no folclore, nas cantigas populares, na Mitologia, nos sonhos e até nas religiões, verificadas de modo análogo em diferentes povos.
Acredito que o sacerdote esteja deliberadamente 'confundindo alhos com bugalhos', na tentativa de desacreditar o Espiritismo, e querendo tornar nula a manifestação dos Seres do Além através da mediunidade.
O que o religioso tenta dizer para desacreditar todo o processo mediúnico, é o que se conhece, em Espiritismo, por Animismo, muito bem estudado e analisado pelo sábio Aksakof, na obra 'Animismo e Espiritismo' (FEB/Federação Espírita Brasileira)
Trata-se da 'ação extracorpórea do homem vivo', distinguido dos fenômenos em que se caracteriza a presença de espíritos desencarnados. O homem é portador de uma alma (espírito encarnado). Portanto, sendo também um espírito, preso à carne, pode emancipar-se e dar ensejo à produção de diversos fenômenos.
O Animismo revela a existência de um princípio não material, de natureza transcendental, ligado ao homem, tendo a possibilidade de se exteriorizar e ser causa de fatos paranormais.
Se seres encarnados são suscetíveis de produzir fenômenos como telepatia, clarividência e telecinesia, pode-se imaginar quão grande é a possibilidade de serem utilizados também como medianeiros, nos trabalhos mediúnicos, servindo-se de intermediários para os que vivem no Plano Espiritual.
O querido médium Chico Xavier, certa feita, durante o sono, em desdobramento, dirigiu-se a Caratinga e lá se manifestou, materializado. Se o medianeiro conseguiu tal façanha, deve-se considerar o que podem fazer, então, os espíritos desencarnados através dele.
Aksakoff alude que um indivíduo, em transe, pode determinar situações em vários níveis. Uma delas é o que se conhece por Personismo. Há um estado alterado da consciência, aflorando, dos refolhos mais íntimos do seu psiquísmo, idéias ou pensamentos que, muitas vezes, são confundidos com o chamado fenômeno espírita.
Não confundir o Personismo com a mistificação ou fraude, onde há intenção dolosa de enganar, de produzir engodo, quase sempre para auferir rendimentos, visando fins lucrativos ou auto-promoção.
Portanto, a Doutrina Codificada por Kardec contém em seus ensinamentos um acervo de orientações ao profitente espírita. Daí a importância de se estudar proficuamente os livros básicos do Espiritismo e de manter-se escorado diante dos escolhos da mediunidade.
Na realidade, o clérigo atribui ao Personismo a explicação de todos os fenômenos mediúnicos, negando a presença do Espírito desencarnado.
Depois, o reverendo afirma que 'não há fenômeno mediúnico que não possa ser explicado pela Parapsicologia'.
Qual Parapsicologia? A dos homens de batina? A dos materialistas?
A Parapsicologia de Rhine, tanto quanto a Metapsíquica de Richet, conforme foi visto anteriormente, alude aos Seres do Além, como protagonistas de muitos fenômenos (para Rhine, os chamados PSI-TETA).
Continua o padre: '... de modo que é falso recorrer a intervenções do além para compreendê-los'.
Mais uma vez o eclesiástico prejulga, faz uma afirmação gratuita, sem base na lógica e no bom senso. Apenas se encontra na posição clerical de um dogmático, preso a teias humanas, sem a utilização do raciocínio claro, totalmente desatualizado.
'Somente quem permite que a emoção e os sentimentos preponderem sobre o raciocínio e a ciência, pode aderir ao Espiritismo'.
Nessa asserção, a honestidade pede que seja colocado um não, antes de permite, ficando o texto, então, firmado na lógica e na autenticidade: 'Somente quem NÃO permite que a emoção e os sentimentos preponderem sobre o raciocínio e a ciência pode aderir ao Espiritismo'.
Exatamente a Doutrina Espírita está alicerçada no raciocínio e na ciência. Um axioma espírita diz o seguinte: 'Fé inabalável só o é a que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade'.
O Codificador diz, em 'O Livro dos Médiuns', capítulo I, n.o 14, 7.o item: 'A explicação dos fatos que o Espiritismo admite, de suas causas e conseqüências morais, forma toda uma ciência e toda uma filosofia, que reclamam estudo sério, perseverante e aprofundado' (Ed. FEB)
Em 'A Gênese': 'O Espiritismo e a Ciência se completam um pelo outro; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha impossibilitada de explicar certos fenômenos, unicamente pelas leis da matéria; o Espiritismo, sem a Ciência, ficaria sem apoio e exame'.
'A nova ciência espiritualista não é, pois, uma obra de imaginação: é o resultado de longas e pacientes pesquisas, o fruto de inúmeras investigações. Os homens que as empreenderam são conhecidos em todas as esferas científicas: são portadores de nomes célebres e acatados' (Leon Denis, 'No Invisível', FEB)
'É uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal' (Allan Kardec)
'O Espiritismo deixa de parte as teorias nebulosas, desprende-se dos dogmas e das superstições e vai apoiar-se na base inabalável da observação científica' - afirma categórico Gabriel Delanne, em 'O Espiritismo perante a Ciência'.
'O Espiritismo é uma ciência, cujo fim é a demonstração experimental da existência da alma e sua imortalidade, por meio de
comunicações com aqueles aos quais impropriamente se têm chamado mortos' (Gabriel Delanne, em 'O Fenômeno Espírita', FEB)
Espiritismo é 'fé RACIOCINADA'.
No grandioso livro 'Afinal, quem somos?', de Pedro Granja, Edicel, estão inseridas as opiniões favoráveis à Doutrina Espírita de 150 sábios que pesquisaram os fenômenos mediúnicos (pgs 201 a 261)
Ontem e hoje, cientistas afirmam a presença do Espírito. A Doutrina Codificada por Kardec é também ciência, sim. De forma nenhuma obscurantismo e será, insofismavelmente, a religião que fecundará todas as outras crenças.
Outra vez, vem o padre com mais uma ofensa: 'Este não é ciência, como diz, mas (doloroso afirmá-lo) é obscurantismo, pois supõe ainda o contexto do século XIX e ignora os resultados comprovados da Psicologia contemporânea'.
É realmente doloroso afirmar tal coisa, tratando-se de mais uma violenta agressão, vinda de alguém que se diz 'pastor de ovelhas'. Seria importante que o sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana lembrasse sempre do testemunho imoral que inúmeros papas deixaram à Humanidade, recordasse da época negra dos impiedosos assassinatos da Inquisição e se preocupasse com a sua religião, hodiernamente esvaindo-se consideravelmente. Chega de perseguição! Vá viver e exemplificar o Cristianismo que diz praticar e ser um dos propagadores. De qual 'Jesus' o padre diz ser o intérprete ou representante? O Nosso Cristo ensinou: 'Não julgueis, para não serdes julgados. Porque com o juízo com que julgardes, sereis julgados...' (Mateus 7:1-2)
'Por que olhas o argueiro no olho do teu irmão, quando tens uma trave no teu?' (Mateus 7:3)"
“Napoleon Hill”

“O homem, sozinho, tem o poder de transformar seus pensamentos em realidade física; o homem, sozinho, pode sonhar e os realizar.”
“Dinheiro sem cérebro é sempre perigoso.”
“Mais ouro foi extraído dos pensamentos do homem do que todo aquele que foi tirado da terra.”
“Persistência está para o carácter do homem como o carbono está para o aço”.
“Ninguém pode ser êxito numa linha de sucesso naquilo que não gosta.”
é um mau hábito de atrasar para o dia de amanhã aquilo que deveria ter sido feito antes de ontem.”
“Autodisciplina começa com o controle do seus pensamentos. Se você não controla o que você pensa, você não pode controlar o que você pensa. É simples, autodisciplina permite você pensar primeiro e agir depois.”
“Força e crescimento só vêm com contínuo esforço e luta.”
“Sucesso na sua mais nobre e alta forma atrai paz na consciência, diversão e alegria que só vem quando o homem encontra o trabalho que mais gosta.”
“A escada do sucesso nunca está cheia no topo”.
“A maioria dos homens encontra o fracasso por causa da falta de persistência em criar novos planos para tomar o lugar da falha.”
Comer chocolate é bom para cérebro e coração

Observar os índios Kuna, no Panamá, permitiu a cientistas da Universidade de Harvard confirmar que o chocolate faz bem ao cérebro. Melhor dizendo, o consumo de bebidas de chocolate, por conterem flavonóides - substâncias antioxidantes presentes no cacau e, também, no vinho tinto e no chá verde -, favorecerá a circulação sanguínea cerebral, estimulando as funções mentais. Será também um forte aliado para evitar a hipertensão arterial. À mesma conclusão, a de que o chocolate constitui uma espécie de dois em um, beneficiando cérebro e coração, chegou outra equipa de cientistas da Universidade de Nottingham, liderada pelo professor de Fisiologia Metabólica Ian Macdonald.
Potencial caminho a trilhar no tratamento de pessoas idosas que sofrem de demência ou que foram vítimas de acidentes cerebrais, este filão castanho deve, no entanto, continuar a ser estudado, como salientou Norman Hollenberg, da Universidade de Harvard.
Para já, sabe-se que o efeito mais intenso se fará sentir logo nas duas, três horas subsequentes à ingestão da bebida, que funcionará como um forte activador das nossas funções cerebrais ao máximo, nomeadamente a memória. Ou seja, regista-se um aumento da chamada "massa cinzenta". Tal como se regista, conforme é do conhecimento comum, um aumento da libido associado àqueles quadradinhos mágicos. Que, pela negativa, são inimigos dos dentes e da barriga.
Como nota de rodapé, mas nada despicienda, assinala-se que o estudo da Universidade de Harvard, divulgado em São Francisco, nos Estados Unidos, durante a reunião anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, foi parcialmente subsidiado pela... Mars Inc, um dos gigantes mundiais da doce, dulcíssima indústria dos chocolates. CF
Maserati MC12 R

Apresentado no Salão de Genebra de 2004, o MC12 foi concebido pela Maserati para representar a marca italiana em provas de turismo. O nome do superesportivo nada mais é que a junção das iniciais das palavras Maserati Corse (corrida, em italiano) com o número 12, a quantidade de cilindros do motor. A base para o desenvolvimento do protótipo do MC12 partiu de uma Ferrari Enzo, que doou, entre outros itens, o chassi de fibra de carbono, o motor V12, a transmissão e os conjuntos de suspensão e freios.
Diz a lenda que a Ferrari só concordou em participar do projeto, depois que a Maserati jurou que o MC12 teria desempenho inferior à da Enzo. Verdade ou não, o modelo topo de linha da Ferrari é mais potente que o superesportivo que ajudou a construir. A Enzo tem 660 cavalos de potência, disponíveis a 7.800 rpm, 30 cv a mais que o MC12, que é dois décimos de segundo mais lento que a “macchina de il commendatore” na aceleração de 0 a 100 km/h.
Mas existe um único exemplar no mundo que quebrou essa regra, o Edo Maserati MC12 R, uma versão do MC12 tunada pelo russo Edo Karabegovic, um especialista na preparação de modelos de marcas de “grosso calibre”, como Porsche e Lamborghini. Para tocar o projeto do MC12 R, Karabegovic contou com a ajuda financeira do dono do carro, um aficcionado por Maseratis inconformado em ter um carro mais “fraco” que uma Enzo. O russo, que também é fanático pela marca do tridente, acha um absurdo restringir a potência e limitar as qualidades aerodinâmicas do MC12 para que o carro não seja capaz de ultrapassar os 240 km/h.
Para superar a Enzo no quesito potência, Karabegovic promoveu modificações mecânicas do propulsor V12 original do MC12. O russo modificou o comando de válvulas, o sistema de exaustão, os coletores de ar, e o gerenciamento eletrônico do motor. As mudanças aumentaram adicionaram 70 cv à potência de fábrica – de 630 cv originais para 700 cv. A transmissão também foi modificada com o objetivo de aumentar a curva de torque do motor. Realizadas as mudanças o Maserati foi para enviado para o circuito de Hockenheim, na Alemanha, para testes. Saiu de lá cravando nada menos que 370 km/h.
O preparador russo também fez mudanças no sistema de freios – substituiu os discos de fábrica, feitos de aço, por modelos confeccionados em cerâmica. A suspensão, por sua vez, conta com amortecedores reguláveis, e o jogo de pneus da Pirelli cedeu seu lugar a unidades da Bridgestone. Para diferenciar-se dos exemplares originais, a versão “rebelde” do MC12 recebeu novo conjunto ótico e pintura customizada.
domingo, abril 15, 2007
Director de 'Titanic' ( James Cameron) diz ter encontrado túmulo de Jesus
Director disse no entanto que não questiona a Ressurreição
Intitulado The Lost Tomb of Jesus (ou "O Túmulo Perdido de Jesus", em tradução livre), o documentário foi produzido pelo diretor do filme Titanic, James Cameron, para o canal de TV Discovery Channel.
As supostas revelações do documentário fazem referência a um túmulo encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Nele, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios.
Quinze anos depois, a equipe submeteu os resíduos de ossos a testes de DNA, e verificou que não havia parentesco entre os ossos que seriam de Jesus e Maria Madalena, levando-os a concluir que ambos só poderiam estar na mesma tumba se fossem casados.
Embora não questione o episódio bíblico da Ressurreição – já que não havia ossos nos caixões – o filme de US$ 2 milhões põe em questão os pilares do Cristianismo da mesma forma que o livro O Código da Vinci, de Dan Brown.
Na trama, a Igreja tenta esconder a revelação de que Jesus e Maria Madalena tiveram um filho.
Para evitar manifestações de católicos, o local onde James Cameron dará uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, será mantido em segredo até o último momento.
A tumba onde os ossos foram encontrados também permanece sob guarda armada.
Mas o cientista que supervisionou as escavações em 1980, Amos Kloner, disse que os nomes eram coincidência, e qualificou o filme como "bobagem".
"É uma óptima história para um filme, mas é impossível. ele disse, segundo o jornal Jerusalem Post.
"Jesus e seus parentes eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século."
Mas há quem diga que o facto é apenas um chamariz publicitário, provavelmente falso, para um documentário e um livro lançados pelo realizador de Titanic e O Exterminador do Futuro.
Cameron e um grupo de académicos apresentaram duas urnas de pedra que terão abrigado os ossos de Jesus e Maria Madalena, descobertas que são o tema do documentário A Última Tumba de Jesus, produzido pelo cineasta, e do livro A Tumba da Família de Jesus.
As duas pequenas caixas foram encontradas com outras oito durante uma construção na zona sul de Jerusalém. Vários tinham inscrições traduzidas como Jesus, Maria Madalena e Judá, filho de Jesus, disse Cameron em entrevista colectiva na Biblioteca Pública de Nova York, cercado por académicos e arqueólogos.
«Este é o começo de uma investigação que prossegue», disse Cameron. «Se vierem à luz coisas que destruam essa investigação, que assim seja». Se verdadeiras, as revelações devem provocar a ira dos cristãos, por contrariar a crença de que Jesus ressuscitou e ascendeu aos céus.
O documentário segue as pegadas do enorme sucesso do romance O Código DaVinci, que argumenta que Maria Madalena teve um filho com Jesus. Shimon Gibson, um dos arqueólogos que descobriram a tumba, disse à Reuters na entrevista colectiva que sentia um «saudável cepticismo» em relação à ideia de que ela pertenceu à família de Jesus, mas crê que o assunto merece mais investigação.
Em Jerusalém, o arqueólogo local que fez escavações na área a pedido do governo contestou as conclusões do documentário. Segundo Amos Kloner, a gruta de 2.000 anos continha caixões pertencentes a uma família judia cujos nomes são parecidos com os de Jesus e seus parentes.
«Posso dizer positivamente que não aceito a identificação como pertencendo à família de Jesus em Jerusalém», disse Kloner à Reuters. «Não aceito que a família de Miriam e Yosef (Maria e José), os pais de Jesus, tinham uma tumba familiar em Jerusalém.»
«Eles eram uma família paupérrima. Residiam em Nazaré, vieram a Belém a fim de que o parto fosse aqui - então não aceito, nem historicamente, nem arqueologicamente», disse Kloner, professor do Departamento de Arqueologia e Estudos da Terra de Israel na Universidade de Bar-Ilan, nos arredores de Tel Aviv.
Após descobertos, os ossos foram enterrados segundo a tradição ortodoxa, restando apenas as caixas com inscrições e resíduos humanos cujo DNA actualmente está sendo analisado.
O professor L. Michael White, da Universidade do Texas, divulgou também as dúvidas sobre a veracidade da descoberta. «Isso é para tentar vender documentários», disse, acrescentando que uma série de rígidos testes deveriam ser conduzidos antes que uma urna ou uma inscrição possa ser apresentada como antiga. «Não é arqueologicamente sensato, é uma fanfarra».
Reuters
Intitulado The Lost Tomb of Jesus (ou "O Túmulo Perdido de Jesus", em tradução livre), o documentário foi produzido pelo diretor do filme Titanic, James Cameron, para o canal de TV Discovery Channel.
As supostas revelações do documentário fazem referência a um túmulo encontrado em 1980 no subúrbio de Talpiot, em Jerusalém. Nele, os arqueólogos encontraram dez caixões – ou repositórios de ossos – e três crânios.
Quinze anos depois, a equipe submeteu os resíduos de ossos a testes de DNA, e verificou que não havia parentesco entre os ossos que seriam de Jesus e Maria Madalena, levando-os a concluir que ambos só poderiam estar na mesma tumba se fossem casados.
Embora não questione o episódio bíblico da Ressurreição – já que não havia ossos nos caixões – o filme de US$ 2 milhões põe em questão os pilares do Cristianismo da mesma forma que o livro O Código da Vinci, de Dan Brown.
Na trama, a Igreja tenta esconder a revelação de que Jesus e Maria Madalena tiveram um filho.
Para evitar manifestações de católicos, o local onde James Cameron dará uma coletiva de imprensa, nesta segunda-feira, será mantido em segredo até o último momento.
A tumba onde os ossos foram encontrados também permanece sob guarda armada.
Mas o cientista que supervisionou as escavações em 1980, Amos Kloner, disse que os nomes eram coincidência, e qualificou o filme como "bobagem".
"É uma óptima história para um filme, mas é impossível. ele disse, segundo o jornal Jerusalem Post.
"Jesus e seus parentes eram uma família da Galiléia, sem laços com Jerusalém. A tumba de Talpiot pertencia a uma família de classe média do primeiro século."
Mas há quem diga que o facto é apenas um chamariz publicitário, provavelmente falso, para um documentário e um livro lançados pelo realizador de Titanic e O Exterminador do Futuro.
Cameron e um grupo de académicos apresentaram duas urnas de pedra que terão abrigado os ossos de Jesus e Maria Madalena, descobertas que são o tema do documentário A Última Tumba de Jesus, produzido pelo cineasta, e do livro A Tumba da Família de Jesus.
As duas pequenas caixas foram encontradas com outras oito durante uma construção na zona sul de Jerusalém. Vários tinham inscrições traduzidas como Jesus, Maria Madalena e Judá, filho de Jesus, disse Cameron em entrevista colectiva na Biblioteca Pública de Nova York, cercado por académicos e arqueólogos.
«Este é o começo de uma investigação que prossegue», disse Cameron. «Se vierem à luz coisas que destruam essa investigação, que assim seja». Se verdadeiras, as revelações devem provocar a ira dos cristãos, por contrariar a crença de que Jesus ressuscitou e ascendeu aos céus.
O documentário segue as pegadas do enorme sucesso do romance O Código DaVinci, que argumenta que Maria Madalena teve um filho com Jesus. Shimon Gibson, um dos arqueólogos que descobriram a tumba, disse à Reuters na entrevista colectiva que sentia um «saudável cepticismo» em relação à ideia de que ela pertenceu à família de Jesus, mas crê que o assunto merece mais investigação.
Em Jerusalém, o arqueólogo local que fez escavações na área a pedido do governo contestou as conclusões do documentário. Segundo Amos Kloner, a gruta de 2.000 anos continha caixões pertencentes a uma família judia cujos nomes são parecidos com os de Jesus e seus parentes.
«Posso dizer positivamente que não aceito a identificação como pertencendo à família de Jesus em Jerusalém», disse Kloner à Reuters. «Não aceito que a família de Miriam e Yosef (Maria e José), os pais de Jesus, tinham uma tumba familiar em Jerusalém.»
«Eles eram uma família paupérrima. Residiam em Nazaré, vieram a Belém a fim de que o parto fosse aqui - então não aceito, nem historicamente, nem arqueologicamente», disse Kloner, professor do Departamento de Arqueologia e Estudos da Terra de Israel na Universidade de Bar-Ilan, nos arredores de Tel Aviv.
Após descobertos, os ossos foram enterrados segundo a tradição ortodoxa, restando apenas as caixas com inscrições e resíduos humanos cujo DNA actualmente está sendo analisado.
O professor L. Michael White, da Universidade do Texas, divulgou também as dúvidas sobre a veracidade da descoberta. «Isso é para tentar vender documentários», disse, acrescentando que uma série de rígidos testes deveriam ser conduzidos antes que uma urna ou uma inscrição possa ser apresentada como antiga. «Não é arqueologicamente sensato, é uma fanfarra».
Reuters
sábado, abril 14, 2007
QUEM APRENDEU A MORRER DESAPRENDEU DE SERVIR
Aprendamos a enfrentá-la de pé firme e a combatê-la. E, para começar a roubar-lhe a sua maior vantagem contra nós, tomemos um caminho totalmente contrário ao habitual.
Eliminemos-lhe a estranheza, trilhemo-lo, acostumemo-nos a ela. Não pensemos em nenhuma outra coisa com tanta frequência quanto na morte. A todo o instante representemo-la à nossa imaginação, e sob todos os aspectos. Ao tropeço de um cavalo, à queda de uma telha, à menor picada de alfinete, ruminemos imediatamente: «Pois bem, quando será a morte mesma?» E diante disso enrijeçamo-nos e fortifiquemo-nos. Pelo meio às festas e à alegria, conservemos esse refrão da lembrança da nossa condição, e não nos deixemos arrastar ao prazer tão intensamente que por vezes não volte a passar-nos na lembrança sob quantas formas o nosso regozijo está na mira da morte, e com quantos ataques ela o ameaça. Assim faziam os egípcios, que, pelo meio dos seus festins e no melhor divertimento, mandavam trazer o esqueleto de um corpo de homem morto, para servir de advertência aos convivas, Imagina que cada dia que brilha é para ti o dia supremo; receberás com reconhecimento a hora com que não havias contado (Horácio). É incerto onde a morte nos espera; esperemo-la em toda a parte. A premeditação da morte é premeditação da liberdade. Quem aprendeu a morrer desaprendeu de servir. Saber morrer liberta-nos de toda a sujeição e imposição. Na vida não existe mal para aquele que compreendeu que a privação da vida não é um mal.
Michel de Montaigne, -in 'Ensaios'
Eliminemos-lhe a estranheza, trilhemo-lo, acostumemo-nos a ela. Não pensemos em nenhuma outra coisa com tanta frequência quanto na morte. A todo o instante representemo-la à nossa imaginação, e sob todos os aspectos. Ao tropeço de um cavalo, à queda de uma telha, à menor picada de alfinete, ruminemos imediatamente: «Pois bem, quando será a morte mesma?» E diante disso enrijeçamo-nos e fortifiquemo-nos. Pelo meio às festas e à alegria, conservemos esse refrão da lembrança da nossa condição, e não nos deixemos arrastar ao prazer tão intensamente que por vezes não volte a passar-nos na lembrança sob quantas formas o nosso regozijo está na mira da morte, e com quantos ataques ela o ameaça. Assim faziam os egípcios, que, pelo meio dos seus festins e no melhor divertimento, mandavam trazer o esqueleto de um corpo de homem morto, para servir de advertência aos convivas, Imagina que cada dia que brilha é para ti o dia supremo; receberás com reconhecimento a hora com que não havias contado (Horácio). É incerto onde a morte nos espera; esperemo-la em toda a parte. A premeditação da morte é premeditação da liberdade. Quem aprendeu a morrer desaprendeu de servir. Saber morrer liberta-nos de toda a sujeição e imposição. Na vida não existe mal para aquele que compreendeu que a privação da vida não é um mal.
Michel de Montaigne, -in 'Ensaios'
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MADEIRA a Pérola do Atlântico
MADEIRA LIVRE
Quando acertamos, ninguém se lembra. Quando erramos, ninguém se esquece.
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- ► 2007 (551)
PAULOFARIA & C.ª®
Creio que Deus nos colocou neste delicioso mundo para sermos felizes e saborearmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem do sucesso profissional, nem do comodismo da vida regalada e da satisfação dos próprios apetites. Um passo para a felicidade é, quando jovem, tornar-se forte e saudável, para poder ser útil e gozar a vida quando adulto. O estudo da natureza mostrará o quão cheio de coisas belas e maravilhosas que Deus fez no mundo para o nosso deleite. Fiquem contentes com o que possuem e tirem disso o melhor proveito. Vejam o lado bom das coisas em vez do lado pior. Mas, o melhor meio para alcançar a felicidade é proporcionar aos outros a felicidade. Procurem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram, e, quando chegar a hora de morrer, poderão morrer felizes sentindo que pelo menos não desperdiçaram o tempo e que procuraram fazer o melhor possível. Deste modo estejam "bem preparados" para viver felizes e para morrer felizes.
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Credo dos Optimistas
O Credo dos Optimistas foi escrito há quase 100 anos por Christian D. Larson.
Eu prometo a mim mesmo Ser tão forte que nada poderá atrapalhar minha paz de espírito.Falar apenas de saúde, felicidade, e prosperidade para cada pessoa que eu encontrar.Fazer todos os meus amigos sentirem que há algo de valor dentro deles.Ver o lado positivo de tudo e fazer meu optimismo se tornar real.Pensar apenas sobre o melhor, trabalhar apenas para o melhor e esperar apenas o melhor.Ser tão entusiasmado com o sucesso dos outros quanto eu sou para o meu próprio sucesso.Esquecer os enganos do passado e me concentrar apenas nas maiores realizações do futuro.Vestir uma expressão de alegria todo o tempo e sorrir para toda criatura viva que eu encontrar.Direccionar todo meu tempo para me melhorar de maneira a não sobrar tempo para criticar os outros.Ser grande demais para preocupar-me, nobre demais para ter raiva, forte demais para ter medo, e feliz demais para permitir a presença de problemas.Pensar o melhor de mim mesmo, e anunciar isso ao mundo, não em palavras ruidosas, mas sim em grandes acções.Viver na fé de que o mundo inteiro está do meu lado, à medida em que sou sincero e verdadeiro quanto àquilo que há de melhor em mim.
Assim seja!
O Credo dos Optimistas foi escrito há quase 100 anos por Christian D. Larson.
Eu prometo a mim mesmo Ser tão forte que nada poderá atrapalhar minha paz de espírito.Falar apenas de saúde, felicidade, e prosperidade para cada pessoa que eu encontrar.Fazer todos os meus amigos sentirem que há algo de valor dentro deles.Ver o lado positivo de tudo e fazer meu optimismo se tornar real.Pensar apenas sobre o melhor, trabalhar apenas para o melhor e esperar apenas o melhor.Ser tão entusiasmado com o sucesso dos outros quanto eu sou para o meu próprio sucesso.Esquecer os enganos do passado e me concentrar apenas nas maiores realizações do futuro.Vestir uma expressão de alegria todo o tempo e sorrir para toda criatura viva que eu encontrar.Direccionar todo meu tempo para me melhorar de maneira a não sobrar tempo para criticar os outros.Ser grande demais para preocupar-me, nobre demais para ter raiva, forte demais para ter medo, e feliz demais para permitir a presença de problemas.Pensar o melhor de mim mesmo, e anunciar isso ao mundo, não em palavras ruidosas, mas sim em grandes acções.Viver na fé de que o mundo inteiro está do meu lado, à medida em que sou sincero e verdadeiro quanto àquilo que há de melhor em mim.
Assim seja!
Acerca de mim
- PAULO FARIA
- Sou misterioso, sou muito ligado ás tradições. sonhador da ternura da imaginação e da memória com tenacidade fixa, idealizo as recordações, acontecimentos e sentimentos do passado para me proteger contra as incertezas do futuro. No amor há algo dentro de mim como nos contos de fadas, com a a minha princesa, mas também com uma maldição para combater os monstros ameaçadores. Tento ser um romântico, mergulhando num sonho ideal e inacessível. O meu humor é extremamente mutável e em ocasiões sou rabugento e agressivo, tenho necessidade de auto-defensa (às vezes antes mesmo de ser atacado) é uma das minhas características não muito agradáveis. Oscilo entre o júbilo e a depressão. Ás vezes sou muito fechado. Costumo ser intelectualmente ligado às artes e à poesia.
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