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quarta-feira, julho 04, 2007

MÉTODO DE ESTUDO


Muitos dos problemas de aprendizagem existentes entre os estudantes são hoje explicados pela ausência ou uso inadequado de métodos de estudo e pela inexistência de hábitos de trabalho que favoreçam a aprendizagem. Além disso, muitos jovens manifestam atitudes negativas face ao estudo, uma enorme desmotivação para as actividades escolares, dedicando-lhes muito pouco tempo.

Por isso pensámos desenvolver, na nossa escola, um conjunto de iniciativas, dirigidas a alunos, professores e encarregados de educação, no sentido de ajudar os jovens a desenvolver um conjunto de competências fundamentais para uma melhor aprendizagem.

Uma dessas iniciativas foi a criação, no ano lectivo de 2001/2002, da Sala de Estudo "Aprendizagem com Autonomia", que tem como objectivo principal ajudar os alunos que a frequentam a adquirir hábitos e métodos de estudo adequados.

O texto seguinte pretende, de uma forma simples, dar aos alunos e encarregados de educação algumas pistas que os possam ajudar a organizar as actividades escolares.


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Motivação
O segredo do sucesso está na motivação. Esta deverá ser forte, mas não excessiva (o que pode conduzir à ansiedade e ao medo do fracasso, que prejudicam o rendimento).

Sem motivação aprende-se pouco e esquece-se depressa. Um estudante motivado concentra-se no trabalho, não se dispersa nem interrompe o estudo. Além disso, tudo o que é significativo e interessante para o sujeito permanece mais tempo na memória e pode ser recordado com facilidade.

Os reforços do interesse
Se a motivação é fraca os jovens precisam de reforços, que podem surgir da iniciativa de pais e professores, ou do próprio estudante.

Castigos e prémios dos educadores
É mais importante estar atento aos esforços do aluno do que às suas classificações. Alguns pais dão aos filhos um prémio em dinheiro, proporcional às classificações alcançadas. Mas este processo pode transformar o estudo num negócio.

Por outro lado, é por vezes necessário aplicar castigos, mas é preferível sublinhar o encorajamento sempre que o aluno obtém um resultado positivo, já que são os prémios, e não os castigos, que podem criar o gosto pela aprendizagem.

Estímulos criados pelo estudante
O ideal é que o estudante seja capaz de oferecer a si mesmo reforços positivos. Quando obtém uma boa classificação ou termina uma tarefa difícil, pode oferecer a si mesmo algo que lhe agrade (e seja proporcional ao esforço realizado), como uma ida ao cinema ou saída com os amigos.

Mas os prémios não precisam de ser materiais. O aluno pode considerar estímulo suficiente a satisfação pessoal por aprender coisas novas, ou agradar aos pais, por exemplo.

Pensar no futuro
É bom que os jovens adquiram o hábito de pensar no futuro, encarando assim o estudo como forma de realização pessoal e profissional. Assim, o jovem não estudará apenas em função dos prémios ou castigos imediatos, mas terá consciência de estar a construir o seu próprio futuro.

Autoconfiança
A autoconfiança é uma atitude psicológica saudável (não deve confundir-se com arrogância ou excesso de confiança) que aumenta o interesse pelo estudo e diminui as angústias próprias dos momentos difíceis. A autoconfiança permite ao jovem uma reacção positiva perante uma dificuldade ou pequeno fracasso.

Os estudantes sem autoconfiança valorizam excessivamente as suas limitações e duvidam de si mesmos; por isso desistem ou deixam correr as coisas, à espera que outros lhes resolvam os problemas.

O medo do fracasso tem origem, muitas vezes, na falta de estímulos positivos e no abuso de castigos por parte dos educadores. Repreensões permanentes criam ansiedade e matam a autoconfiança.

A construção da confiança
A autoconfiança pode construir-se, passo a passo, com pequenos êxitos, baseados no esforço diário. Para esta construção são essenciais o saber e a consciência do dever cumprido. Dois exercícios mentais são importantes para a construção da autoconfiança: lembrar resultados positivos e acreditar no sucesso (quem já venceu, pode voltar a vencer).

Seguir o curso adequado
É muito importante que o jovem escolha o curso certo, de acordo com as suas aptidões, capacidades e interesses. Para uma escolha adequada é importante o conselho de um técnico (orientador vocacional ou psicólogo).

Acrescente-se que nem todos podem alcançar licenciaturas. Por vezes, existem alternativas, aparentemente menos atractivas, que podem permitir a plena realização pessoal e profissional.

Persistência
O essencial para alcançar o sucesso é o empenho do jovem, e não apenas a ajuda dos pais ou professores.

Se o curso foi bem escolhido e os métodos de trabalho são correctos, é necessário persistir, não cedendo às primeiras dificuldades.


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A Gestão do tempo de estudo
O estudante deve conciliar as suas actividades desportivas, de convívio, etc, com o tempo dedicado aos estudos. É necessário que estabeleça uma escala de prioridades, fazendo uma gestão racional do tempo, dedicando a cada tarefa o tempo necessário.

No entanto, um jovem com metas ambiciosas terá sempre que dedicar mais tempo ao estudo do que a outras ocupações.

É desejável que se dedique ao estudo individual, em média, um mínimo de 10 horas semanais.

Horas mais rentáveis
Para a maior parte das pessoas, o rendimento intelectual da manhã é superior ao da tarde e noite. Ao princípio da tarde há sempre uma quebra de vivacidade mental, mas o fim da tarde parece igualmente eficaz.

As horas mais rentáveis deverão ser dedicadas ao trabalho mais difícil. Antes de dormir deverão realizar-se apenas trabalhos de casa e revisões ligeiras.

Pausas no trabalho
Quando o estudante começa a sentir cansaço, é conveniente fazer uma pausa ou mudar de assunto.

Quanto à duração do trabalho, o ideal poderá ser realizar “pequenas etapas” pequenos períodos de esforço intenso e concentrado. Por exemplo, 3 horas com 2 intervalos renderão mais do que 3 horas seguidas. A regra poderá ser: 10 minutos de intervalo por cada hora de estudo. Nos intervalos, deverão ser evitadas actividades que distraiam excessivamente (ver televisão, por exemplo).

Para evitar a saturação, o estudante poderá também mudar de assunto, mas não é conveniente mudar para uma disciplina semelhante (Inglês e Francês, por exemplo), já que isto poderá provocar confusões.

A eficácia de um horário
É importante elaborar um horário semanal para o estudo. Este deverá ser realista e ajustar-se às necessidades individuais. Deverá também ser flexível e ter em conta os compromissos relativos às várias disciplinas (testes e trabalhos, por exemplo, que poderão ser registados numa agenda).

O horário deverá funcionar como um guia que poderá levar o aluno a trabalhar com regularidade.

Exercício de autodisciplina
O cumprimento de um horário favorece a aquisição de autodisciplina, sendo que esta é um trunfo fundamental para o sucesso nos estudos e na vida.

O trabalho regular e planificado implica alguma dose de sacrifício, mas traz enormes recompensas: previne a fadiga, as confusões e a ansiedade de quem guarda o estudo para a última hora.

Ocupações extra-escolares
Um bom estudante deve dar prioridade ao trabalho escolar. Mas isso não significa que se torne um “escravo do dever”.

Na escolha das suas actividades extra-escolares, deverá ter em conta os seguintes critérios:

A saúde física e psicológica (leitura, desporto);

O convívio;

O contacto com o mundo do trabalho (que abre novos horizontes e pode ajudar na escolha de uma vocação profissional.


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O local de estudo

Um dos factores que afectam a falta de atenção e concentração no estudo é o ambiente de trabalho.

O ideal é que exista um local destinado apenas ao estudo. Mas em muitos casos, isso não é possível. Deve então partir-se das condições existentes, identificando, em conjunto com o jovem quais os estímulos do meio ambiente que podem contribuir para perturbar a sua atenção e, em seguida, a imaginar estratégias para os eliminar ou evitar.

O jovem deverá ser incentivado a organizar o seu local de estudo tendo em conta os seguintes aspectos:

Se possível, ter um local exclusivamente dedicado ao estudo.

Estudar num local confortável e com boa iluminação.

Ter todo o material necessário nesse local (para evitar interrupções).

Pôr fora do local de trabalho (ou desligar) tudo aquilo que puder servir de distracção (TV, rádio, jogos de computador, etc.).

Evitar ser interrompido por outras pessoas (colocando, por exemplo, um aviso na porta).



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A Leitura Activa
Apesar de vivermos na época do audiovisual e dos computadores, o livro continua a ser o principal instrumento de estudo.

No entanto, muitos alunos confundem o saber estudar com um tipo de leitura superficial que não conduz à compreensão das ideias principais e à respectiva assimilação.

Uma leitura orientada para o estudo deverá fazer-se de acordo com as regras seguintes.

Etapas da leitura activa
As duas etapas da leitura são:

Ler “por alto”:
Nesta fase, é aconselhável dar uma rápida vista de olhos pelo conteúdo, para obter uma “visão panorâmica” do assunto a explorar. Poderá passar pela leitura de um ou outro parágrafo do início, do meio ou do fim; pelo exame de títulos e subtítulos, esquemas, ilustrações e frases destacadas.

O que importa é que, nesta fase, o estudante descubra a ideia principal do capítulo ou texto, orientando o trabalho para os aspectos mais importantes.

Ler “em profundidade”:
Nesta fase, o estudante deverá explorar e captar o essencial. Deverá passar pela leitura integral do texto, de forma aprofundada, tantas vezes quantas forem necessárias, até conseguir respostas para questões como estas:

Que diz o autor? Que ideias pretende transmitir?

Os factos e argumentos apresentados são fundamentados?

Concordo com as opiniões do autor?

Que novidades há no texto?

Há no texto informações úteis? Posso aplicá-las na prática?

Que relação tem o assunto com aquilo que já sei?

O bom leitor manifesta espírito crítico perante aquilo que lê. A leitura “em profundidade” é feita com a inteligência e não só com os olhos.

Processos de Leitura Activa
Consultar o Dicionário
Só podemos captar as ideias de um texto se compreendermos as palavras usadas pelo autor. Por isso é muito importante a utilização de um dicionário sempre que encontramos palavras ou expressões desconhecidas ou de sentido duvidoso. O dicionário é uma fonte rápida e segura para tirar dúvidas e devemos tê-lo sempre à mão (um dicionário geral e, se necessário um dicionário especializado). Se não tivermos um dicionário, deveremos anotar as palavras cujo significado desconhecemos, para esclarecimento posterior. Através da consulta do dicionário, adquire-se também maior competência na comunicação oral e escrita.

Sublinhar
É uma forma de prestar mais atenção e captar melhor o que se lê. Quem sublinha lê duas vezes. Um bom sublinhado permite também tirar bons apontamentos e fazer revisões rápidas.

Para sublinhar bem é preciso saber descobrir o essencial que, normalmente, é assinalado nos títulos e subtítulos ou através da insistência em determinadas ideias.

As 3 regras fundamentais para sublinhar bem são:

Dar prioridade a definições, fórmulas, esquemas, termos técnicos e outros elementos que sejam a chave da ideia principal.

Não abusar dos traços e cores. Normalmente, basta destacar, por parágrafo, uma ou duas frases. Sublinhar tudo é o mesmo que não sublinhar nada.

Fazer anotações
As anotações à margem provam o espírito crítico do leitor. São reacções ou comentários pessoais ao que se lê e podem expressar-se de várias formas: Pontos de exclamação (surpresa ou entusiasmo), pontos de interrogação (dúvida ou discordância), palavras que resumam o essencial de um parágrafo, referências a outras ideias sobre o assunto, do mesmo autor ou de autores diferentes.

Tirar apontamentos
Os apontamentos facilitam a captação e retenção da matéria, a elaboração de trabalhos de casa e a revisão anterior às provas de avaliação. Escrevendo, aprende-se melhor e guarda-se a informação por mais tempo. Os apontamentos podem ser de 3 tipos:

Transcrições
Transcrever é copiar por extenso um texto ou parte dele. Não é o melhor processo para estudar um assunto. Mais eficaz é elaborar esquemas ou resumos. Mas são indispensáveis quando recolhemos informação para um trabalho escrito e queremos recorrer a citações. As regras a respeitar nas transcrições são:

Não copiar textos demasiadamente longos. Seleccionar as partes mais importantes.

Pôr entre aspas os textos transcritos.

Indicar, com precisão, a fonte – nome do autor, título do livro ou revista, editor, nº e local de edição, data e página.

Esquemas
Os esquemas são enunciados de palavras-chave, em torno das quais é possível arrumar grandes quantidades de conhecimentos. Permitem destacar e visualizar o essencial e a sua elaboração desenvolve a criatividade e o espírito crítico. Podem assumir a forma de índices, quadros, gráficos, desenhos ou mapas. Os esquemas podem perder o sentido com o tempo. Por isso, o mais aconselhável, é fazer resumos.

Resumos
Resumir exige a capacidade de seleccionar e reformular as ideias principais, usando frases bem articuladas.

A metodologia aconselhável para resumir (sobretudo para estudantes pouco experientes nesta matéria) é:

Compreender o texto, na globalidade.

Descobrir a ideia-chave de cada parágrafo.

Registar as ideias-chave numa folha de rascunho.

Reconstruir o texto, de uma forma pessoal, respeitando o pensamento do autor.

Um bom resumo (tal como um bom esquema) deve ter as seguintes características:

Brevidade – um bom resumo não deve ultrapassar um quarto do original.

Clareza – ideias apresentadas sem confusão ou ambiguidade.

Rigor – reprodução das ideias sem erros ou deformações.

Originalidade – utilização de linguagem original, própria de cada leitor, mas transmitindo o ponto de vista do autor – resumir não é comentar.

Aprender a resumir é fundamental para comunicar o que sabemos, com rapidez e eficiência (nomeadamente em provas de avaliação).


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A Elaboração de um Trabalho
Fazer trabalhos escritos é um bom método para treinar as capacidades de compreensão e expressão. Há 3 fases na elaboração de um trabalho escrito:

Escolha do tema
A escolha do tema do trabalho deverá ser feita com cuidado. Se o tema for proposto pelo professor, o aluno deverá esclarecer bem junto daquele os objectivos pretendidos. Se a escolha for livre, o aluno deverá ter em conta:

A sua capacidade individual, para não se propor tarefas superiores às suas forças.

As fontes de consulta, assegurando-se de que estas existem e são acessíveis.

O tempo disponível, para poder delimitar as fronteiras da investigação.

Recolha de informações
As fontes de informação são diversas e poderão ser encontradas na biblioteca da escola ou em bibliotecas públicas. Os tipos essenciais de fontes são:

Os dicionários – esclarecem o sentido das palavras.

As enciclopédias – dão uma visão geral dos assuntos.

Os livros especializados – desenvolvem os temas.

Documentos em vídeo.

Páginas da Internet.

CD-ROM.

Entrevistas com pessoas ou entidades.

Para encontrar livros numa biblioteca o estudante deverá consultar, se necessário com ajuda do responsável, os respectivos ficheiros, que estão organizados por assuntos, por títulos ou por autores.

Não convém que o estudante se baseie numa única fonte: as fontes deverão ser variadas e merecedoras de crédito.

É aconselhável começar o trabalho pela consulta de uma obra de informação geral sobre o tema (manual, enciclopédia).

Para registar as informações recolhidas recomenda-se a utilização de fichas ou folhas soltas, de tamanho uniformizado. Não devem misturar-se ideias ou factos diversos numa mesma folha, para que o material seja depois mais fácil de consultar e manusear.

As informações podem ser registadas como transcrições literais (neste caso, entre aspas e com indicação do autor, título da obra e página) ou como resumo pessoal.

O Plano
Depois da recolha das informações, o aluno deve elaborar um plano ou esquema orientador, que deverá ser mostrado ao professor.

O plano oferece uma ajuda preciosa para a fase da escrita e, eventualmente, para uma intervenção oral a realizar sobre o tema.

Para elaborar um plano há duas operações necessárias:

A filtragem
É a selecção do material recolhido, em função dos objectivos que se pretende atingir. O estudante deve eliminar as informações supérfluas, duvidosas ou confusas, sem cair no erro de querer “dizer tudo”.

A ordenação
É a arrumação das informações segundo uma ordem lógica. As informações devem ser organizadas numa sequência lógica e bem articulada. Para realizar este trabalho, o estudante pode começar por escrever, numa folha, um índice esquemático, uma lista de ideias-chave, precedidas de números ou letras. Com base nesta lista, é mais fácil redigir de forma clara, sem perder o “fio condutor” das ideias.

A redacção
Um bom plano facilita a redacção mas esta é sempre um processo que passa por várias tentativas e exige esforço e persistência. As questões a ter em conta são:

As partes do texto
O trabalho deve ser dividido em 3 partes:

A introdução – serve para mostrar, brevemente, o interesse do tema e a forma como vai ser desenvolvido. Apresenta o problema e marca os limites do trabalho.

O desenvolvimento – “corpo do trabalho”, onde o tema é explicado, desenvolvido, ponto por ponto, ao longo de diversos capítulos, com títulos e subtítulos. Cada capítulo deve ter uma extensão adequada à importância do assunto abordado.

A conclusão – Resume o essencial do que se disse ao longo do trabalho, podendo também servir para tomar posição e indicar pistas de investigação futuras.

Bibliografia
No final do trabalho, deve-se apresentar sempre uma lista bibliográfica. Ela deve ser organizada por ordem alfabética e deve integrar as obras consultadas. Pode ainda recomendar outras obras com interesse para o tema estudado.

Na bibliografia devem mencionar-se os seguintes elementos, separados por vírgulas:

apelido e nome do autor (ou autores, ou organizador se a obra for colectiva);

título e subtítulo (sublinhados)

nº da edição utilizada;

local de edição (se não constar, escreve-se s.l. – sem local);

editor

data de edição (se não constar, escreve-se s.d. – sem data).

Apresentação do Trabalho
É muito importante cuidar da apresentação exterior do trabalho, que deve ser agradável e limpa, manifestando o respeito do estudante por si próprio e pelo destinatário do trabalho.

Para uma apresentação cuidada, o estudante deve:

Usar folhas brancas, de formato comum;

Escrever apenas de um lado das folhas;

Reservar a 1ª página para a identificação pessoal, título do trabalho, nome da disciplina, escola e data;

Fazer um índice, na 2ª página;

Salientar convenientemente os títulos e subtítulos;

Sublinhar palavras e expressões mais importantes;

Abrir espaços entre os parágrafos;

Deixar margens que permitam anotações e a encadernação do trabalho;

Escrever em computador ou, quando tal não for possível, fazer caligrafia legível;

Não entregar folhas riscadas ou emendadas;

Numerar as páginas;

Sempre que possível, colocar capa no trabalho.

O trabalho pode ainda ser enriquecido com desenhos, fotos, esquemas, mapas, etc.



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Atitude na sala de aula
O material de trabalho
É muito importante levar sempre para as aulas o material necessário. Se o não fizer, mostra pouco brio e, certamente, não consegue trabalhar bem, nem deixa trabalhar os colegas. Se tiver o material necessário, pelo contrário, poderá seguir as explicações do professor tirando apontamentos, ou sublinhando o manual.

Os assuntos da lição
Se tiver conhecimento do assunto que irá ser tratado na próxima lição, o aluno terá toda a vantagem em preparar-se com antecedência.

Com este tipo de preparação prévia da aula, o aluno consegue:

Captar de forma mais rápida e profunda a matéria dada;

Participar de forma mais eficiente na aula, dando contributos ou colocando dúvidas;

Registar apontamentos com maior facilidade.

O tempo gasto neste tipo de actividade (cerca de 15 minutos serão suficientes), é bem compensado pelas vantagens conseguidas.

Saber escutar
A atenção

A atenção é um factor essencial. Prestar atenção implica evitar brincadeiras, conversas ou ocupações despropositadas (realizar trabalhos de outra disciplina, por exemplo).

Os alunos atentos concentram-se nas aulas, contribuindo para a motivação dos professores, captando o essencial das matérias, tirando bons apontamentos e poupando horas de trabalho posterior.

Para melhorar a atenção é importante escolher, sempre que possível, um lugar à frente e próximo do professor.

A descoberta do essencial
Quando existe um manual adoptado, é mais fácil descobrir o essencial das matérias, que aparecem organizadas no manual. Mas quando não existe manual, é muito mais importante tirar bons apontamentos, conhecer o método do professor, interpretar bem as palavras e ouvir até ao fim o que é dito na aula.

É muito importante a interpretação das palavras usadas pelo professor. Quando alguma palavra ou expressão suscitar dúvidas, o aluno deverá solicitar o esclarecimento do seu exacto sentido.

O aluno deve também escutar até ao fim as explicações do professor, mesmo que a matéria não lhe agrade ou não concorde com o que está a ser dito.

O espírito crítico
O aluno deve reflectir e avaliar aquilo que escuta. Isto significa que as coisas não devem ser aceites nem rejeitadas sem reflexão.

A reflexão crítica é um processo activo de aprendizagem e uma condição indispensável para uma boa participação nas aulas.

O que é desejável é que os alunos não se limitem a assistir e a escutar, mas participem activamente nas aulas. Os alunos participativos aprendem mais e estimulam os professores. O alunos podem participar fazendo perguntas e intervindo nos debates.

Participação
Fazer perguntas
Fazer perguntas é um bom processo de participação nas aulas. Mas elas devem ser interessadas, concretas e oportunas.

Intervir nos debates
Intervir nos debates facilita a assimilação da matéria, já que a memória guarda melhor aquilo de que se fala do que aquilo que apenas se escuta ou lê. Serve também de treino para a comunicação com os outros e dá autoconfiança.

Tirar apontamentos
O normal é fixarmos cerca de 20% do que apenas ouvimos. A única técnica que permite não perder o que se escuta é escrever apontamentos. É muito importante possuir nas aulas um caderno onde estes apontamentos possam ser registados. O bom aluno tem orgulho nos seus apontamentos e conhece as vantagens dos apontamentos bem organizados, sobretudo na altura das avaliações.

Seleccionar
É fundamental saber seleccionar o que é mais importante. Tirar mais ou menos notas depende da matéria, do método do professor e da existência ou não de um manual.

Se existe um manual que contém o essencial da matéria, bastará anotar aquilo que completa ou clarifica o que está escrito. Para tal podem fazer-se anotações no próprio manual (isto implica, evidentemente, saber antecipadamente o que lá está escrito). Se não existir um manual, torna-se importante escrever o mais possível, centrando a atenção nas ideias, e não nas palavras do professor.

Existindo ou não um manual, o aluno não deve deixar nunca de anotar:

Esquemas (quadros, gráficos, desenhos que resumem o essencial).

Definições, fórmulas, sínteses e comentários feitos pelo professor (estes elementos dão pistas sobre os elementos mais valorizados nos testes , por exemplo).

Indicações bibliográficas.


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Trabalho em Grupo
Escolha dos colegas
Um grupo equilibrado não deverá ultrapassar os cinco elementos, de forma que todos possam participar activamente nas discussões e decisões. Há quem sugira os três elementos como número ideal para a composição de um grupo de trabalho.

A realização do trabalho
Definir objectivos

Para que o trabalho possa ser realizado com êxito é necessário que o grupo estabeleça objectivos claros, que sejam compreendidos e aceites por todos os elementos. Se necessário, esta clarificação de objectivos deverá ser feita com o auxílio do professor.

Distribuir tarefas

As tarefas podem ser distribuídas de diversas formas:

Cada elemento selecciona um aspecto de trabalho que deseja realizar;

Os elementos discutem e decidem, por consenso, a divisão do trabalho;

O grupo decide aceitar as orientações do líder.

Estabelecer regras

O equilíbrio do grupo exige regras. Estas deverão constar sobretudo do modo de funcionamento e dos prazos a cumprir, não devendo tolerar-se a fuga às regras estabelecidas por consenso.

Relações Humanas

É muito importante cuidar das relações humanas, na aula ou fora dela, já que as boas relações interpessoais favorecem a confiança mútua, a cooperação e a produtividade do trabalho.

No grupo, o diálogo é a única forma correcta de ultrapassar conflitos. As principais regras para a convivência são:

Escutar os outros, sem os interromper desnecessariamente;

Ter auto domínio, controlando os impulsos momentâneos;

Ser tolerante, compreendendo as limitações alheias;

Corrigir sem ofender, manifestando as nossas divergências com tacto e delicadeza;

Oferecer elogios, salientando os aspectos positivos do trabalho dos outros;

Usar o bom humor, acalmando e descontraindo o ambiente, nos momentos de tensão.

O êxito dos grupos
Os grupos bem sucedidos favorecem o rendimento intelectual, já que este é favorecido pelos acordos de cooperação entre pessoas, que se estimulam mutuamente. O simples debate de ideias e a reflexão em grupo fazem progredir melhor a aprendizagem.

O trabalho em grupo favorece também a formação da personalidade, já que a colaboração solidária previne o individualismo e o excesso de competitividade. Além disso, o trabalho em grupo é cada vez mais importante para a vida profissional, já que os grandes projectos e realizações (mesmo no domínio da investigação) são levados a cabo por equipas multidisciplinares.


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A preparação para as provas de avaliação
Habitualmente podemos distinguir dois tipos principais de atitude no que respeita à preparação para os testes e outras formas de avaliação: o aluno que planeia e o aluno que não organiza o estudo ao longo do tempo.

O aluno que não faz uma adequada planificação do seu estudo é habitualmente aquele se prepara apenas na véspera das provas. O estudo “à última hora” apesar de resultar em algumas situações, não é de todo aconselhável uma vez que a informação apenas fica registada na memória a curto prazo, e por pouco tempo. Impede o seu utilizador de desenvolver as suas capacidades de relacionar, compreender e aplicar conceitos e conhecimentos de forma inteligente. Diversas disciplinas, entre as quais Matemática, Português, Ciências da Terra e da Vida, Ciências Físico-Químicas, Inglês, Francês, não se compadecem com uma atitude deste tipo.

Nesta situação, além do mais, a ansiedade e a fadiga aumentam impedindo o aluno de estar tão predisposto para aprender quanto deveria.

Outra tendência habitual de quem concentra o estudo na véspera dos testes ou provas de avaliação é a de fazer um esforço intenso sem cumprir pausas de descanso - estudar até tarde ou no próprio dia, levantar-se de madrugada.

Na verdade, no dia anterior à prova, deve descansar-se mais, pois o sono regular é indispensável à concentração e à capacidade de raciocinar com clareza. Um aluno cansado, tem tendência a precipitar-se, a dar respostas imediatas sem uma leitura adequada das questões, encontra-se mais irritável e menos lúcido.

A preparação para os testes
É do senso comum, que a melhor forma de o aluno se preparar, é estudar de forma organizada e programada ao longo do tempo, esclarecendo as dúvidas, recorrendo a fontes de ajuda e de informação variadas, realizando esquemas, fazendo revisões periódicas. Para a véspera da prova deve ser deixada apenas uma revisão final. Até porque é frequente a concentração de avaliações na mesma semana.

Quem estudou ao longo do tempo, pode agora permitir-se fazer uma leitura cuidadosa dos sublinhados dos livros, das notas pessoais e dos apontamentos, esquemas e resumos que anteriormente realizou. Essa leitura será suficiente para reavivar os elementos principais.

O intervalo que decorre entre a revisão final e a prova deve ser o menor possível, de modo a minimizar as interferências, evitando o esquecimento.

Outro conselho útil pode ser rever a matéria antes de dormir, uma vez que durante o sono as interferências na memória serão menores. Isto, caso a prova ocorra de manhã; caso ocorra durante a tarde ou à noite, é aconselhável rever novamente a matéria no dia seguinte.

Factores essenciais a ter em conta na preparação para os testes:

estudar com antecedência

identificar os pontos importantes da matéria

utilizar estratégias aprendidas (sublinhar, resumir, parafrasear,etc.)

ler os resumos elaborados

elaborar listas de perguntas sobre a matéria, incluindo exemplos práticos, factos, datas,etc.

anotar as dúvidas voltando a rever a matéria

clarificar as dúvidas com o professor ou outros

resolver testes ou exames antigos

responder a questões sobre a matéria

resolver problemas e efectuar exercícios de aplicação variados evoluindo no grau de dificuldade


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Realizar provas de avaliação
A leitura do enunciado é extremamente importante. Primeiro o estudante deve ler todo o enunciado e respectivas instruções, assumindo uma atitude atenta e confiante. Ao obter uma visão global da prova, ser-lhe-á mais fácil distribuir o tempo e organizar as respostas.

As perguntas devem ser lidas com atenção. Muitas vezes o insucesso num teste deve-se ao facto de o aluno não responder exactamente àquilo que lhe é pedido. Assim, é necessário que o aluno saiba exactamente o que significam expressões como: analisar, averiguar, comparar, avaliar, definir, estabelecer, explicar, interpretar, justificar, descrever, enumerar, resumir, ilustrar, caracterizar, entre outras.

Para dar uma boa resposta, o aluno deve identificar com clareza aquilo que lhe é solicitado e responder sem fugir ao tema. Uma boa prova não é necessariamente uma prova grande. Na avaliação é geralmente valorizado o essencial, não o acessório ou os pormenores.

A distribuição do tempo é também crucial. Cada um deve aprender a gerir o tempo de acordo com o seu ritmo de trabalho e as dificuldades da prova. Tal só se consegue treinando e melhorando o auto-conhecimento do ritmo de realização individual.

Finalmente, o aluno deve reservar algum tempo para reler a prova, de modo a corrigir eventuais erros, verificar se respondeu a todas as questões.

Regras mais importantes a ter em conta durante um teste:

ler o teste ou prova atenta e integralmente

seguir correctamente todas as instruções do teste

planificar bem o tempo disponível

decidir a ordem pela qual vai responder às perguntas

responder com lógica e precisão às perguntas

responder com clareza e com uma letra legível

procurar não deixar respostas em branco

reler as respostas para verificar a existência de possíveis erros

rever a pontuação

aprender com a correcção dos erros

Para obter um bom desempenho nas provas de avaliação além dos aspectos já referidos importa salientar os seguintes:

Estudar de forma planeada, não deixando o estudo para a véspera

Proceder a uma cuidadosa revisão da matéria

Treinar respostas, resolver testes anteriores

Encarar a avaliação com confiança

Reflectir antes de responder, procurando captar o sentido exacto da pergunta

Responder de forma clara e segura

Evitar falar daquilo que não se domina bem

Não dar opiniões pessoais caso não tenham sido pedidas

Assumir as responsabilidades perante uma nota negativa

Aproveitar o aviso, caso as notas estejam baixas, para modificar os métodos de trabalho

Viver Com Objectivos


[ Lê estas linhas em voz alta e com lápis e papel à mão]

Na infância e na adolescência o homem é por excelência um ser em descoberta. Procura ter o conhecimento e saber a razão das coisas que o rodeiam. Nesta fase da vida é possível questionar alguns acontecimentos, acções ou atitudes, que durante o resto da vida se torna quase impossível questionar ou dá-se pouca importância. Agora tens um potencial a utilizar, uma força a desenvolver, uma semente para plantar. É agora que deves aproveitar este interesse, porque depois a energia esvai-se, a semente pode morrer. Aproveita esta sede de conhecimento que há em ti por satisfazer. Podes dedicar-te a outras actividades que existem na sociedade. Como por exemplo a rádio, os jornais, a política ou uma associação. E, a partir daqui, ganha entusiasmo para o teu estudo.
Nunca penses que há matérias que, por mais que queiras, não te "entram na cabeça"! Sendo tu o primeiro a derrotares-te ... quem te apoiará? Faz as coisas com empenho. Dedica-te ao estudo com coragem e não percas tempo com lamurias derrotistas.
Não te convenças que és pior que os outros e não passes a vida a pensar nos melhores da turma. Não te deixes abalar pelas críticas. A desilusão, o auto-derrotismo, o complexo de inferioridade, a mania das grandezas ou a falta de objectivos são algumas das causas do insucesso em matemática e provocam o desinteresse pelo estudo e pela sabedoria desta disciplina. Tens o teu próprio ritmo. Mas hás-de lá chegar! Se quiseres progredir há sempre alguém ao teu alcance que te pode dar apoio. Não culpes os outros pelos teus fracassos.
Certamente conheces colegas teus que estudam menos e, no entanto, tiram melhores resultados do que tu. Porquê? Porque alguns têm uma maior capacidade para memorizar textos; alguns têm uma maior capacidade para relacionar conceitos; alguns têm boa memória fotográfica. Alguns utilizam métodos de estudo. O importante é que cada um se conheça o suficiente para saber quando e quanto precisa de se esforçar para atingir um determinado objectivo. E saber de que forma o seu estudo é mais eficaz.

Utiliza o teu poder de crítica e autocrítica e assim
Conhece-te.
Identifica as tuas principais potencialidades. Avalia as tuas capacidades (mentais e físicas).
Tenta fazer um pouco mais do que já consegues.
Mostra, a ti próprio e aos outros, do que és capaz de fazer e que também és um vencedor.
Aproveita todas as oportunidades para ensinar.

E ajuda quem ainda não sabe fazer. Conhece-te.
Identifica as tuas principais dificuldades.

Avalia as tuas capacidades (mentais e físicas).
Põe em causa o que pensas que consegues fazer.
Reconhece, para ti próprio e para os outros, onde tens dificuldades.
Aproveita todas as oportunidades para aprender.
E pede auxílio quando precisares.

Tens que acreditar que consegues!!! Pensa: "Eu sou capaz!". Diz : "Eu quero saber". Diz isto tantas vezes quantas quiseres. O teu sucesso está nas tuas mãos.
Cada um tem as suas dificuldades em compreender a disciplina de matemática. Talvez porque nunca estudaram adequadamente; ou porque não gostaram de um professor; ou porque não compreenderam um capítulo e desistiram; ou ainda porque não tiveram possibilidade de estudar melhor. Começa por procurar em ti as razões do teu insucesso. Mas não tires conclusões precipitadas. Reflecte sobre a parte do estudo em que sentes mais dificuldades. Será na concentração? Ou na memorização? Ou na compreensão dos problemas? Tenta minorar essas dificuldades. Dedica-te a elas.
Olhas para aquelas pessoas famosas e pensas "que sorte elas têm!". Com excepção dos vencedores dos jogos de sorte, como por exemplo o totoloto, o sucesso acontece após uma grande dedicação e esforço. Foi um trabalho árduo, persistente e sistemático que fez com que essas pessoas fossem agora famosas. Até os futebolistas têm de treinar muitas horas e obedecer a certas regras e atitudes. Não são famosos por acaso. Tens capacidades para promover que só tu podes desenvolver. Se quiseres desenvolver. Se quiseres acreditar que consegues. Para conseguires chegar onde pretendes, tens de expandir a tua autoconfiança e dedicação.
O teu receio em mostrar do que és capaz pode trazer-te algumas desilusões. Por outro lado, se és irrequieto não te concentras o suficiente. Provavelmente precisas de gastar essa energia nos teus objectivos mais importantes. É fundamental que tenhas objectivos a concretizar, barreiras a ultrapassar, metas a atingir. E estudando com objectivos bem definidos consegues melhorar a tua concentração. Pois sabes que tens agora um esforço que mais tarde ou mais cedo dará alguns frutos. Ter objectivos bem definidos é uma valiosa ajuda muito a concretizá-los. De modo a fortalecer a tua convicção constrói uma imagem do que pretendes (por exemplo, tu com o teu teste na mão a exclamares: "Consegui!!").
Põe um lápis e uma folha branca na mão. Pensa no que é essencial que tu concretizes. Nesta semana, neste mês ou neste ano. Escreve os teus objectivos. Ordena-os por data de concretização. Ordena-os por prioridades. Pondera a viabilidade de cada um deles. Estás a ser muito ambicioso? Estás a subestimar-te? Todos estes objectivos são essenciais? Não esqueceste nenhum? Espero que não te tenhas esquecido de um objectivo muito importante: "Aproveitar todas as oportunidades para aprender". Parece simples, mas envolve toda a tua dedicação e o desenvolvimento dos teus métodos de estudo. Escreveste assim a tua LISTA DE OBJECTIVOS a médio prazo (próximos meses) e a longo prazo (próximos anos).
Apesar de não precisares de escrever os objectivos a curto prazo, são estes que permitirão concretizar os objectivos a médio e a longo prazo. Alguns exemplos de objectivos a curto prazo são: "resolver TPC"; "resolver três exercícios"; "actualizar os resumos"; "colocar as dúvidas ao professor"; "não me distrair nem distrair os outros"; "questionar-me sobre o que aprendo"; "participar na aula"; "conversar com os meus pais"; etc. Na verdades, são estas pequenas acções que te ajudam a mudar para melhor.
Os objectivos por ti traçados estão dependentes da tua motivação. Quanto maior for a tua motivação mais adequados e empreendedores serão os teus objectivos. A motivação promove a acção. Elabora estratégias de actuação para atingires os objectivos a que te propuseste. Mas há tempo para tudo! Os amigos ocupam um lugar muito especial na tua vida. Naturalmente que há momentos em que, para te poderes dedicares a esses objectivos, tens de prescindir de alguns prazeres (TV, amigos, jogos, etc). Pois já sabes que desejas o outro prazer: "Consegui!!".
De tempos a tempos revê a tua lista de objectivos e actualiza-a. Actua de acordo com ela. Se não conseguiste atingir os objectivos que previste, deves reflectir sobre as razões. Será que foste exigente demais? Cada dia é importante para ti, pois é único. Vais admirar-te depois com os teus próprios progressos.
A tua futura profissão é certamente uma preocupação para ti. Ora, os estudos determinam, de um modo ou de outro, a profissão que irás ter mais tarde. É estudando que atinges os teus objectivos. Considera o estudo na escola como uma fonte de riqueza interior e como um caminho para a vida, para o sucesso.
Repara que praticamente todas as profissões exigem conhecimentos de matemática; é usual as outras disciplinas exigirem, directa ou indirectamente, conhecimentos de matemática; no dia-a-dia encontras situações em que a matemática é um grande auxiliar (quer seja para interpretar gráficos eleitoralistas, quer seja para calcular a média de consumo de combustível de um automóvel, quer seja para revestir um corredor com tapete). Há assim urgência e necessidade de estudar matemática. Pois, a qualquer momento, tens que dar uma resposta adequada aos problemas que te vão surgindo na vida.
Se pretendes prosseguir os teus estudos, verifica se a matemática faz parte das disciplinas do curso. Se sim, fica consciente de que muito dificilmente terás positiva se não tiveres conhecimentos de matemática dos anos anteriores. Portanto, quanto mais cedo te aplicares, melhor será o teu sucesso.

Navegar num mar de incertezas ... com um rumo.

Actividades
1) Para reforçar o que aprendi, vou fazer agora mesmo o resumo deste capítulo.
3) Coloco uma cruz onde é mais adequado.

- - - - - - - - - - - - - - a definir objectivos - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - na concentração - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - na memorização - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - na minha organização - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - em ter um bom local de estudo - - - - - - - -
- - - - - - - - em definir o meu horário de estudo - - - - - - -
- - - - - - - - - em aprender na sala de aula - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - em ouvir com atenção - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - em falar o que pretendo - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - - - - em ler - - - - - - - - - - - - - -
- - - - - - - - - - - - - em resumir a matéria - - - - - - - - - - -
- - -- - - - - - - - - em resolver problemas - - - - - - - - - - -
_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _
Portanto, tenho de procurar livros e pensar sobre aquilo que tenho dificuldades.
3) Indico as disciplinas que :
Tenho mais dificuldades : _______________________________________________.
Tenho menos dificuldades : _____________________________________________ .
Gosto mais : _______________________________________ .
Gosto menos : _______________________________________ .
Assim tenho de me dedicar mais às disciplinas de _______________________________ .


5) Escrevo palavras de modo a completar as frases. EU CONHEÇO-ME
Eu sou uma pessoa . . . Eu sou capaz de . . . Eu gosto de . . .
rigorosa trabalhos manuais música
. . . . . . . . .
6) Completo e coloco na minha estante num local visível a seguinte lista.
OS MEUS OBJECTIVOS
A curto prazo A médio prazo A longo prazo
_____________________ _____________________ _____________________

7) Pretendo no futuro ter a profissão de __________________________________
ou de ___________________________ ou de _____________________________ .
Estas profissões precisam de matemática? __________________________________ .
Algumas das razões que me levaram a fazer estas escolhas são . . . . .

Perfil do Empreendedor


Grande parte do sucesso dos projectos, empresas e negócios depende muito do perfil do empreendedor em termos de personalidade, competências, experiência, capacidade de comunicação e de relacionamento.

Ambição - Ser ambicioso e ter uma visão de sucesso para os seus projectos.

Coragem - Saber perder e ganhar e não ter medo do fracasso.

Determinação - Saber lutar pelas suas ideias (teimosia).

Auto confiança - Acreditar nas suas capacidades pessoais e experiência, no projecto que pretende concretizar e na equipa que lidera.

Decisão - Ter capacidade de tomar as decisões que enfrentar ao longo da sua vida, em tempo oportuno, mesmo quando arriscadas, difíceis ou ousadas.

Pragmatismo - Ter capacidade para transformar uma idea ou visão de um negócio, num projecto concreto e assegurar a respectiva gestão corrente.

Independência - Ter preferência pela autonomia, com autoconfiança e autodomínio.

Curiosidade - Procurar continuamente novas ideias e novas oportunidades de negócio.

Criatividade - Ser criativo, ter consciência do valor da criatividade no desenvolvimento dos negócios e apostar na inovação.

Capacidade de Trabalho - Ter capacidade de trabalho e dinamismo em todos os seus empreendimentos, nunca se acomodando.

Motivação - Ser motivado e ter empenho em tudo o que se faz.

Optimismo - Ter uma visão optimista do futuro, enfrentando os obstáculos com confiança e entusiasmo e tendo como meta o sucesso dos seus projectos.

Visão - Capacidade para identificar oportunidades e antecipar projectos antes da sua difusão nos mercados.

Capacidade de Arriscar - Ter capacidade e disposição para assumir riscos, enfrentar desafios e sobreviver a essa instabilidade.

Sentido de Oportunidade - Ter capacidade para percepcionar uma situação que corresponde a uma oportunidade e saber aproveitá-la.

Liderança - Ter objectivos claros e capacidade para organizar, criar uma filosofia e método de trabalho e uma equipa, orientar esforços e motivar colaboradores.

Sentido de responsabilidade - Ter capacidade para aceitar as responsabilidades morais, legais e mentais associadas aos seus projectos.

Resultados - Estar orientado para os resultados que servem, em primeiro lugar, para medir o sucesso do empreendimento.

Recompensa - Gostar de ser recompensado financeiramente ou obter reconhecimento, prestígio ou respeito.

Excelência - Ter o desejo de concretizar qualquer coisa de mérito, pela qual fique orgulhoso.

Organização - Ter capacidade para congregar recursos (humanos, técnicos, materiais e financeiros) e esforços para a consecução de um projecto, organizando-os de forma a garantir a eficiência e eficácia da sua aplicação e a obtenção dos resultados pretendidos.

Delegação - Saber delegar responsabilidades, mantendo o controlo do negócio.
Comunicação - Ter facilidade de comunicação com as pessoas.

Experiência - Ter experiência pessoal (escolar e profissional) e conhecimento do negócio que idealizou, em que pretende actuar ou trabalhar e aprender (produtos e serviços, inovação e tecnologias, mercados, parcerias e marcas, financiamentos, modelos de negócio, etc.).

Dica
Os melhores empreendedores são objectivos e divertidos. Um empreendedor que fala abertamente é o rosto de um negócio sólido. O entretenimento implica uma pessoa divertida para trabalhar. Se você não for divertido, arranje uma pessoa que traga a diversão.

MOTIVAÇÃO

segunda-feira, julho 02, 2007

GLOBALIZAÇÃO!


Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas; a princesa foi tratada por um médico americano, que usou medicamentos brasileiros. E isto foi enviado para si por um Português, usando tecnologia americana (Bill Gates), e, provavelmente, está lendo isto num computador genérico que usa chips feitos em Taiwan, e num monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em camiões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a si por judeus, através de uma conexão paraguaia. Isto é, caros amigos, GLOBALIZAÇÃO!

domingo, julho 01, 2007

Há Metafísica Bastante em Não Pensar em Nada


FERNANDO PESSOA

Há metafísica bastante em não pensar em nada.
O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.
Que idéia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).
O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.
Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?
"Constituição íntima das cousas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.
Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!
(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)
Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.
E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

sábado, junho 30, 2007

I BELIEVE I CAN FLY (R-kelly)


R. Kelly - I Believe I Can Fly

I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms

2-If I can see it, then I can do it
If I just believe it, there's nothing to it

1-I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can soar
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
(Oh) I believe I can fly

See I was on the verge of breaking down
Sometimes the silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me
(repeat 2, 1)

Could I believe in it?
(repete... 2, 1...)

(tradução)
____~~~~~~~~~__________________________________

Eu acredito que posso voar


Eu costumava pensar que eu não pudesse prosseguir.
E a vida não era nada, além de uma temível canção
Mas agora sei o significado do verdadeiro amor,
Eu estou usando todas as minhas últimas armas

[Refrão]
Se eu posso ver isto, então posso fazer isso,
E se eu só acreditar, nada poderá me impedir.

Eu acredito que posso voar
Eu acredito que eu posso tocar o céu
Penso nisto todos os dias e noites
Esticar minhas asas e voar ...
Eu acredito que eu posso elevar-me
Eu me vejo correndo, atravessando uma porta aberta
Eu acredito que posso voar!

Eu vejo que estive no limite da auto destruição.
Às vezes o silêncio pode parecer muito barulhento.
Há milagres da vida que eu tenho que alcançar,
Mas eu sei que primeiro, tem que começar dentro de mim.

[Refrão]
Se eu posso ver isto, então posso fazer isso,
E se eu só acreditar, nada poderá me impedir...

A FELICIDADE

O meu conceito de felicidade é diferente do usual, pois eu não preciso ser feliz. Eu preciso sentir-me bem comigo mesmo. Dispenso a cultura condicionada, para ser inteligente, participante, mas nisso tenho necessidade de me sentir decente, e assim é que me sinto gente.
.

sexta-feira, junho 29, 2007

O saber não ocupa lugar!


Todos conhecemos este ditado popular.
Se precisa de motivação para iniciar o curso que sempre desejou, aprender uma língua ou um novo programa informático, conheça as 10 razões pelas quais deve continuar a investir em si.


Crie um estilo de vida!

O seu estilo de vida depende de si.
Há carreiras nos mais variados campos cujas práticas se mantiveram estáticas.
Por outro lado, as tecnologias de informação vieram revolucionar a forma como a maioria das pessoas trabalhava. Será que está preparado para estas mudanças? O que é que melhor se adapta a si e ao seu estilo de vida: a estagnação ou a evolução?
Se quer um conselho, a evolução é sempre bem mais positivo!

Melhore o seu currículo actual

Seja professor, médico, advogado ou outra coisa qualquer, deverá, ao longo da sua carreira, tirar cursos profissionais que o mantenham actualizado e que lhe possibilitem ir acompanhando as evoluções que vão surgindo na sua área.


Aumente a sua auto-confiança


À medida que o conhecimento aumenta a confiança acompanha-o, pelo que o próximo passo profissional que decidir dar vai ser muito mais determinado que até então.
Tudo isto faz sentido, afinal quanto mais sabe da sua área profissional, mais conhecerá sobre o potencial, que provavelmente até aqui, desconhecia que tinha.


Ganhe mais

Segundo um estudo efectuado, há um aumento na média de ordenados para as pessoas que ao, longo da vida, não pararam de fazer cursos profissionais.


Internet, um novo instrumento de aprendizagem

O e-learning facilita a vida a quem tem pouco tempo, possibilitando um ensino à distância. Assim, a falta de tempo deixou de ser uma desculpa válida para não investir em si. Faça uma rápida pesquisa nas nossas acções de formação e verá que encontra diversas acções de formação à distância.


Estude!

Os estudantes já não são um grupo confinado a uma determinada idade.
Nos últimos 30 anos houve, a nível mundial, um aumento de 46% em estudantes adultos, mais de 90 milhões de pessoas.
Os estudantes na casa dos 40 triplicaram nos últimos 20 anos.


As universidades dão-lhe vantagens

Hoje em dia, a maioria das universidades, oferecem alternativas interessantes e alguns benefícios e vantagens aos trabalhadores-estudantes.
Existem aulas nocturnas e ao fim-de-semana, trabalhos por semestre, estatutos especiais e muitas outras regalias. Informe-se.

As empresas dão-lhe formação

Muitas empresas são responsáveis por programas de formação em áreas como a informática, por exemplo, para actualizar os conhecimentos dos seus trabalhadores e atribuir-lhes novas competências. São ainda responsáveis por seminários e cursos online dentro das mais variadas áreas. Aproveite.


Boas alternativas

Com a proliferação das novas formas de aprendizagem, já não tem que se cingir aos meios tradicionais, porque o que realmente conta são os resultados.
Poderá mesmo construir o seu próprio programa de aprendizagem tirando um curso ou assistindo a seminários, fazendo-se sócio de uma organização profissional, ou ainda, subscrevendo jornais e revistas ou lendo livros.


Tenha actividades extra-laborais

Elas vão ajudá-lo a descontrair e, consequentemente, a ter mais vontade de trabalhar e de evoluir. Praticar um desporto ou simplesmente passear, são actividades das quais não deve abdicar e que o vão fazer ter mais gosto pelo seu trabalho.


No clima de competição em que hoje vivemos, deve sempre tentar manter-se no topo da sua carreira e fazer sempre mais para ir mais longe.
Hoje, o processo educativo adapta-se a todas as idades e a todas as áreas. Seja qual for a sua forma de aprendizagem ou os seus objectivos de carreira pessoais, deve sempre inspirar-se para ir ao encontro de mais oportunidades de aprender que tornem a sua carreira dinâmica, rica e sempre em movimento, em direcção à evolução!

AF

quarta-feira, junho 27, 2007

MEDITANDO...


Meditação é a arte de deixarmos nossa mente quieta e descansada.

Quando fisicamente nos sentimos cansados e exaustos, só temos uma coisa em mente: dormir, relaxar, descansar. Essa é a única maneira que encontramos para nos recuperarmos do cansaço, caso contrário, o estado contínuo de fatiga pode nos levar a profundas dores musculares, cãibras e até mesmo à doença. Por outro lado, nossa mente nunca descansa. Ela se encontra ativa dia e noite. Mesmo durante o sono, ela está funcionando, mandando estímulos para que nosso corpo continue ativo, vivo, ainda que se recuperando da luta diária.

O exercício da Meditação permite que consiga desacelerar um pouquinho a sua mente. Com a prática, você será capaz de 'parar'o fluxo contínuo de pensamentos por alguns minutos, permitindo que a sua mente descanse, se recupere e se organize. Enquanto isso, as suas funções físicas continuarão trabalhando, harmonicamente, sem a interferência positiva ou negativa da corrente de pensamentos que é capaz de provocar alterações energéticas, físicas, químicas e orgânicas em nosso organismo.

Meditar é se permitir não ter preocupações por alguns segundos ou minutos. É se encontrar despido de todos os pensamentos que o induzem a realização de suas ações diárias.


Fácil? Difícil? Por que não tenta? Sim, aí mesmo sentado na frente do computador. Respire fundo, relaxe, feche seus olhos e tente não pensar em nada por um minuto.

Conseguiu? Não? Tudo bem.


A prática da meditação exige treinamento. Temos que aprender primeiro a desacelerar o fluxo de pensamentos antes de tentar pará-los por completo. Só o ato de reduzir a velocidade de nossos pensamentos e idéias já nos permite sentir um pouco mais de harmonia e paz. É como se o mundo a nossa volta também desacelerasse.


Como posso começar a aprender a meditar?

Experimente fazer o mesmo exercício sugerido acima, só que dessa vez colocando alguma música calma no fundo. Você vai notar que ainda não foi capaz de parar a onda de pensamentos, mas conseguiu reduzí-los um pouco. Dessa vez, sua mente se concentrou na freqüência vibratória da música que você estava escutando, permitindo que você exercece maior controle sobre seus pensamentos, permitindo que você relaxasse mais.

Com isso, o grande segredo do iniciante de meditação é focalizar a atenção de sua mente em alguma outra coisa, conduzindo, desta maneira, todo fluxo de pensamento para um específico ponto. A música por sí só serve como um estímulo único e focalizado para a mente, cuja frequência vibratória irá se harmonizar independentemente da nossa vontade.

Quando nossa mente se silencia, conseguimos perceber outras vibrações inerentes ao nosso ser. Conseguimos entrar em contato com a nossa criança/divindade/mago interior. E, redescobrindo nosso interior, entramos em contato com os desejos mais íntimos de nossa alma. E, assim, aprendemos a redirecionar nosso caminho em direção de nossa evolução como seres humanos.

Sem a interferência de nossos pensamentos, podemos perceber com mais clareza o propósito de nossas vidas, sem mencionar que o estado de relaxamento que adquirimos com a prática da meditação permite que o nosso corpo funcione de uma maneira mais equilibrada e, com isso, mais saudável.


Como posso meditar?
Poderá começar a praticar meditação no começo do seu dia. Sim, para começar o seu dia de uma maneira mais equilibrada, dando tempo à sua mente para sair do estado de sono para o começo da luta diária.

Sente-se num lugar confortável, diretamente no chão ou em uma cadeira com apoio para as costas. Para os que preferem o chão, sente-se na posição oriental, de lótus ou de Yoga, com as pernas cruzadas e a coluna reta. Na cadeira, mantenha também as costas retas e as pernas e pés separados, encostando no chão. Fique à vontade para colocar uma música ambiente ou ficar em silêncio. RELAXE!

Focalize sua atenção no seu corpo. Feche os olhos. Comece sentindo seus pés, forçando e relaxando a musculatura dos pés. Sinta o sangue, a energia sendo liberada para o seu corpo. Agora focalize sua atenção na parte de trás das suas pernas, também forçando e relaxando a musculatura. Repare sua respiração e tente respirar tranqüilamente pelo nariz. Continue fazendo este exercício de focalização nas suas coxas, quadris, estômago… até chegar no seu coração.

Sinta-se relaxado e comece a observar as batidas de seu coração. Perceba que elas começam a se harmonizar com a sua respiração. RELAXE! Tente focalizar toda sua atenção nas batidas de seu coração e na sua respiração. Se você não conseguir se CONCENTRAR de maneira que seus pensamentos desacelere, tudo bem. Com a prática seus pensamentos começaram a diminuir até a sua mente ficar calada. Não tente impedir forçosamente que seus pensamentos venham. Reconheça cada pensamento com tranqüilidade e se despeça dele.

É como se falasse para si mesmo "tudo bem, reconheço que estou pensando, que hoje tenho que lavar o carro" ou "reconheço que posso me atrasar". O ato de tomar conhecimento do que está passando na sua cabeça permite que o fluxo de pensamentos venha de uma maneira mais organizada e controlada. Com o tempo, você será capaz de dizer para você mesmo: "Reconheço que mil pensamentos são necessários para eu viver, mas agora é hora de silêncio" e sua mente irá se silenciar.

Quando sentir a sincronia entre as batidas do seu coração e a sua mente e que seus pensamentos começam a ceder espaço para o silêncio, comece a reparar a linguagem de seu corpo: regiões que ainda precisam de mais relaxamento, onde está dolorido e onde está em paz. Perceba que seu corpo vibra ritmicamente com o seu coração e a sua respiração.

RELAXE! E tente mais uma vez não pensar em nada, diga para si mesmo: "Tenho consciência do meu corpo, dos meus pensamentos, do meu ser. Eu estou em harmonia. Eu estou em silêncio". No momento em que você perceber que seus pensamentos começam a voltar, concentre-se de novo na sua respiração e no seu coração. Relaxe seu pescoço, sua cabeça e perceba mais uma vez o seu corpo como um todo.

RELAXE! Tente reconduzir seus pensamentos e limpar sua mente.

Quando seus pensamentos começarem a vir de uma maneira insistente ou se seu corpo começa a apresentar sinais de desconforto ou cansaço, comece a despertar lentamente: primeiro conscientizando-se de seus pés, depois de suas pernas, até ter consciência de todo o seu corpo. Perceba sua respiração e, embora ela ainda esteja em harmonia com as batidas de seu coração, a sinta como uma coisa separada.

Escute apenas o seu coração, sem associações. RELAXE! Comece a reparar os sons externos, a música relaxante, o silêncio ou o barulho de sua casa, a vida lá fora. Levante-se com calma ou, ainda sentado, dê tempo para que sua consciência entre no ritmo da rotina diária. Sinta como está relaxado e sua mente tranqüila.

Comece praticando por apenas 3 minutos e vá aumentando o tempo progressivamente, de acordo com os seus resultados, até que consiga meditar por ½ hora. Comece, então, praticar pela manhã e pela noitinha. Com o tempo, você perceberá que será capaz de meditar em qualquer lugar, em casa, no trabalho, no ônibus… e também notará que sua mente irá se desligar pelo tempo que estabelecer, 5 minutos ou ½ hora.

Também poderá fazer uma meditação dirigida para buscar a solução de algum problema ou beneficiar alguma condição de saúde. Para isso, focalize sua atenção na questão antes de entrar no estado de meditação, logo após o relaxamento.

Por exemplo, fale para si mesmo: "Hoje, enquanto minha mente se silencia, minha 'criança interior' poderá me ajudar a solucionar o seguinte problema xxxxxx". Ou: "Hoje, enquanto minha mente se silencia, meu corpo físico irá trabalhar pela cura da minha dor de estômago".

Daí, RELAXE e comece a sincronizar sua respiração com o seu coração. Poderá receber visões durante a meditação ou terá uma diferente perspectiva do problema ao despertar. Nas condições de saúde, a prática direcionada contínua irá permitir alguma melhora, mas não é possível garantir a cura para o problema.

A prática da meditação permite que você tome um papel mais ativo no controle de suas funções vitais. Com o tempo, você passará observar o mundo à sua volta de uma maneira diferente. As necessidades alimentares de seu corpo também poderão mudar. Muitos começam, naturalmente, a comer de uma maneira mais saudável e equilibrada.

A luz solar também passará a ter mais importância como fonte essencial de energia. O importante é que a prática da meditação permite que nos tornemos pessoas mais equilibradas, menos stressadas, sentindo maior prazer em viver. Mudando positivamente nossa interação com o universo e com nós mesmos

terça-feira, junho 26, 2007

Museu Berardo de Arte Moderna e Contemporânea



O Museu Berardo de Arte Moderna e Contemporânea foi criado como Fundação de Arte Moderna e Contemporânea em 09 de Agosto pelo Dec-Lei 164/2006, denominada Colecção Berardo e destina-se a instalar no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, um museu permanente do acervo deste importante coleccionador português, composto por 862 obras, em exposição permanente e exposições temporárias.
A programação do Museu será orientada pela rotação dos diversos movimentos artísticos que integram o acervo avaliado pela leiloeira Christie's em 316 milhões de euros. A exposição permanente do Museu e as exposições temporárias, criarão uma dinâmica cultural de público diversificados, promovendo hábitos de pendor artístico.
De entre as obras do conjunto, constam pinturas de Marc Chagall, Joan Miró, René Magritte e um quadro Picasso, de Francis Bacon e um Andy Warhol.

Objectivos
• Constituir um Museu contemporâneo internacional gerador de turismo cultural.
• Dar a conhecer a evolução das artes plásticas a partir do Século XX.
• Desenvolver programas de animação cultural e pedagógicos.
• Interagir com outras colecções e espólios.
• Possibilitar o intercâmbio de arte e exposições internacionais mostrando as diferentes tendências da arte moderna.
• Constituir uma plataforma para a apresentação temporária grupos de artistas nacionais.
A colecção
Reconhecida internacionalmente esta colecção permite acompanhar os movimentos artísticos marcantes do Século XX, composta por mais de setenta correntes artísticas de marcado teor museológico e educativo.
A constante aquisição de novas obras da colecção contextualiza diversas leituras sobre o estado da arte contemporânea.
O director do museu é Jean-François Chougnet. A Fundação de Arte Moderna e Contemporânea - Colecção Berardo situa-se na Praça do Império em Lisboa.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Ministério da Cultura
Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea
1 - Termos gerais do Acordo assinado no dia 3 de Abril de 2006, no salão nobre do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro.
- Será constituído o Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea;
- O Museu será gerido pela Fundação de Arte Moderna e Contemporânea Colecção Berardo.
2 - Instalação do Museu
- O Museu será instalado no denominado Centro de Exposições do módulo 3 do CCB, de acordo com as áreas assinaladas em planta que será anexada ao Protocolo;
- O Museu deverá estar instalado até 31 de Dezembro de 2006;
- O acervo do Museu será constituído principalmente pela designada Colecção Berardo, devendo, previamente, constituir-se um anexo ao Protocolo com a indicação das obras de arte que integrarão a referida colecção;
- O Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo (JMRB) cederá a Colecção por Contrato de Comodato, por um período de 10 anos;
- Deverá ser feito um protocolo entre a Fundação CCB e a Fundação Colecção Berardo no qual se consignem as regras de funcionamento dos espaços comuns do CCB partilhados por ambas as fundações e a articulação entre ambas;
- Serão efectuadas obras no CCB que venham a mostrar-se necessárias para instalar o Museu.
3 - Constituição da Fundação
- O Estado e a Fundação CCB, por um lado, o Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo e Associação Colecção Berardo, por outro, constituirão uma Fundação que terá nos seus objectivos a gestão do Museu, entre outros;
- Poderão ser aderentes à Fundação outras instituições, por acordo das partes;
- A Fundação será constituída por Decreto-Lei no prazo de sessenta dias;
- O Coleccionador José Manuel Rodrigues Berardo exercerá vitaliciamente o cargo de Presidente Honorário da Fundação;
- O Conselho de Administração será constituído no regime de paridade, entre o Estado e o Comendador José Manuel Rodrigues Berardo (o quinto administrador será escolhido por acordo).
4 – Opção de Compra
- O Estado tem opção de compra da Colecção Berardo (a que seja constituída pelas obras que façam parte do Anexo), a exercer no prazo de dez anos – prazo do comodato;
- Para o exercício da opção de compra, a Colecção será avaliada por peritos internacionais.
5 – Fundo de aquisições
- O Estado e o Comendador JMRB/Associação Colecção Berardo, constituirão um Fundo de aquisições para compra de novas obras de arte;
- O Fundo será dotado anualmente com 500.000 euros por cada uma das partes.

segunda-feira, junho 25, 2007

Banana pode reduzir depressão, revela estudo filipino


Fruta também reduz risco de ataques cardíacos e reforça a massa muscular.

MANILA - Comer duas ou três bananas por dia é um excelente remédio para superar a depressão, segundo um estudo elaborado nas Filipinas, que destaca o alto conteúdo do trytophan, um antidepressivo natural, na fruta. A conclusão é do Instituto de Pesquisa de Alimento e Nutrição (FNRI).

A pesquisa publicada nesta segunda-feira, 25, assegura que os níveis de trytophan nas bananas mantêm os níveis de serotonina no cérebro e melhoram o humor das pessoas.

O FNRI recomenda a ingestão de duas ou três bananas por dia, equivalentes a entre 20 e 30 gramas de carboidratos e a entre 80 e 120 quilocalorias.

Os pesquisadores filipinos observaram outras virtudes da banana para a saúde, como os altos níveis de vitamina A, C, K e B6.

A B6, especificamente, é essencial na dieta e sua ausência pode provocar insônia, fraqueza e irritabilidade. Os cientistas destacam que a vitamina regula o nível de glicose no sangue, o que também repercute no estado de ânimo das pessoas.

O instituto acrescenta que a banana não produz colesterol nem causa obesidade, reduz o risco de ataques cardíacos e contribui para reforçar a massa muscular e a energia, especialmente nas crianças.

Pais dão liberdades 'perigosas' aos filhos A Internet é um mundo fantástico, mas traz perigosa que poucos dão importância

O mundo virtual - nunca é demais afirmá-lo - está cheio de perigos, e não são só os vírus, 'spywares', 'trojans', entre outras invenções dos piratas informáticos. Falamos dos 'perigos' escondidos na pele de amigos virtuais, 'chats' (salas) e grupos de mensagem instantânea, que apanham os mais desprevenidos e incautos, nomeadamente os mais inexperientes no contacto com a malícia e astúcia dos humanos.

As crianças e jovens serão aqueles que mais facilmente estarão expostos aos avanços de 'estranhos', quase sempre com intenções duvidosas. São pessoas que arriscam tudo para entrar em contacto com menores, geralmente, aliciando-os para práticas sexuais.

É crime. E de todos os tipos de criminalidade informática, a que mais tem aumentado. E como criminosos são tratados pelas autoridades policiais e judiciais. É o exemplo da última operação internacional, que juntou dezenas de agências de investigação policial de vários países e teve como epicentro a Austrália.

Tudo culminou (ou não!) há uma semana (18 de Junho), quando cerca de 700 suspeitos de 35 países foram identificados e acusados de fazerem funcionar uma rede de pedofilia. Mais de 30 crianças foram resgatadas, nalguns casos aos próprios pais. Fotos e vídeos de nus e práticas sexuais com milhares de outras crianças e jovens estavam expostas para o mundo ver. E as investigações continuam.

Portugal com lento despertar autoridades estão atentas

Mais um caso como o de Maddie McCann, desaparecida faz hoje 53 dias num aldeamento turístico no Algarve, parece estar a despertar os portugueses para os perigos de deixarem os filhos à vontade.

No caso da pequena de 4 anos, deixada sozinha pelos pais num apartamento turístico com outros dois irmãos mais novos, até poderá não ter a ver com o mundo virtual da Internet.

É aqui que reside o maior perigo escondido. Homens de 'barba feita' a passarem-se por crianças ou adolescentes para, assim, poderem convencê-las a revelar dados pessoais, factos da família e mesmo a marcar encontros 'secretos'.

Além de estarem atentos à possível cedência de dados ou colocação de fotos na Internet, os pais com algum senso de responsabilidade devem restringir os sítios que as crianças têm acesso e controlar as conversas instantâneas (normalmente fica tudo gravado. Por exemplo no Messenger, o mais popular de todas as comunidades de mensagens instantâneas, há uma opção 'Ver Histórico'.

Outro caso é o 'hi5', site que congrega uma infinidade de pessoas de todo o mundo - e não só conhecidos e amigos - com acesso quase sempre livre às informações pessoais dos utilizadores. Há formas de 'barrar' o acesso a 'estranhos'.

Quem tem medo do 'lobo mau'?

Um dos últimos casos conhecidos em Portugal foi o de um homem que aliciou várias crianças através de 'chats' de conversação.

O pedófilo (deixou de ser 'alegado' quando foi condenado) arranjou vários artifícios, convencendo "as raparigas de que teria aproximadamente a mesma idade", salienta um inspector da Polícia Judiciária (PJ), em declarações ao Portugal Diário, portal de informação online.

Os próprios pais é que deram o alerta, suspeitando de que as filhas andavam a sofrer o assédio, pois estas denotavam alterações de comportamento e apresentavam crédito no telemóvel e prendas que não tinham sido dadas pelos próprios.

Daí à investigação e identificação do homem, que até tinha um site alojado fora do país (nos EUA), concluindo na sua detenção.

Este caso é o exemplo dos perigos que se escondem num simples contacto com 'estranhos'. Eles já não moram somente na mesma rua ou na mesma cidade, nem estão de passagem, estão em todo o lado. Utilizam o vasto e obscuro mundo virtual da Internet, e os pais têm de estar atentos aos conteúdos das mensagens de correio electrónico dos filhos. Não faltam pessoas de carácter duvidoso, 'lobos maus' disfarçados.

Liberdade sim, total descuido é imprudente

Na Madeira os casos de assédio na Internet a jovens e crianças não são de conhecimento da PJ do Funchal.

O coordenador do Departamento de Investigação Criminal, Carlos Farinha, garante que a instituição está "preocupada" com aquilo que consideram "situações de risco geradas pela má utilização da Internet", mas salienta: "A Internet é uma coisa boa, não a diabolizamos. O mau uso da Internet pode colocar os jovens e as crianças em risco. O que pretendemos é prevenir essas situações de alguma forma".

A Polícia Judiciária do Funchal vai encetar, a partir do próximo ano lectivo, uma série de contactos e acções nas escolas da Região, no sentido de alertar a comunidade escolar e os encarregados de educação para estes perigos.

Carlos Farinha esclarece que sobre a pedofilia na Internet, seja ela transformada em pornografia infantil ou resultante dos 'chats' de conversação, "o que dizemos é que essas situações são, normalmente, representativas de uma realidade que está a acontecer em determinado local". E explica: "Sabemos que existe pornografia. O que procuramos é saber onde foi realizada, isto é, quais são os intervenientes daquele cenário. É essa a forma como todas as instituições de investigação semelhantes à nossa estão a fazer.

Questionado sobre situações concretas passadas na Região, o responsável relembra que em 1998 esteve integrado na primeira grande acção de cooperação internacional sobre este tipo de crime, denominada "Operação Catedral", em que a representação nacional foi assegurada pela PJ do Funchal. "Temos conhecimento de causa, mas não temos tido situações que envolvam vitimas ou autores madeirenses", assegura. Esclarece, contudo, que "todos os locais são, em abstracto, de risco potencial".

Na prática, o melhor conselho aos pais é, não darem liberdade a mais, pois esta pode facilmente se associar ao descuido. De olhos bem abertos, portanto.

Há que estar mais atento

Num recente trabalho publicado na revista Sábado, uma jornalista encetou uma investigação, através de uma sala de 'chat', fazendo-se passar por uma jovem de 12 anos e, em poucos minutos, já estava a ser contactada por um homem de 31 anos. Da conversa ao aliciamento e para um encontro sexual foi um pequeno salto. Situações iguais a esta repetem-se todos os dias, a toda a hora. E se os pais não têm atenção ao que os filhos andam a fazer nas horas e horas que passam conectados à Internet, este poderá ser o próximo.

O inspector Carlos Farinha salienta que os pais têm de estar mais atentos e não descurar a vigília atenta aos conteúdos visitados pelos miúdos. "A regra para os pais é aquela que deve ser seguida em toda a educação dos filhos: Nunca os pais e os filhos podem deixar de dialogar e de comunicar", adverte.

A falta de comunicação entre os filhos e os pais, muitas vezes originada por uma relação menos aberta e 'amiga' na família, é uma das causas que pode potenciar situações que, depois, originam comportamentos de risco. Se os filhos não têm modelos a quem vão buscar os valores sociais e éticos, vão encontrá-lo noutros locais, seja com amigos, seja com conhecidos, seja com estranhos. Esta é uma das premissas das boas relações que os progenitores (sejam eles o pai ou a mãe ou outro familiar encarregue da educação de menores) devem incutir na educação das crianças.

Carlos Farinha reforça os conselhos: Os pais e os filhos nunca podem deixar de ter códigos de comunicação comuns. Isto é, nunca os filhos podem deixar de contar aos pais aquilo que vão fazendo, nunca os pais devem deixar de aconselhar os filhos em relação àquilo que devem fazer".

Uma das questões que vem sempre ao de cima é como pais 'info-excluídos' podem controlar os filhos nascidos e criados num mundo onde tratam as tecnologias por 'tu'. Carlos Farinha salienta que, "muitas vezes, os pais demitem-se desta função porque entendem que aquilo é uma linguagem que não lhes diz respeito, que não conhecem, e deixam os filhos à sua conta, gerando as situações de perigo. Proibir é diferente de acompanhar". Esta segunda opção é a mais conveniente e aconselhável.

diario noticias madeira(25/06/07)

domingo, junho 24, 2007

Entrei no café com um rio na algibeira


Entrei no café com um rio na algibeira
e pu-lo no chão,
a vê-lo correr
da imaginação...

A seguir, tirei do bolso do colete
nuvens e estrelas
e estendi um tapete
de flores
a concebê-las.

Depois, encostado à mesa,
tirei da boca um pássaro a cantar
e enfeitei com ele a Natureza
das árvores em torno
a cheirarem ao luar
que eu imagino.

E agora aqui estou a ouvir
A melodia sem contorno
Deste acaso de existir
-onde só procuro a Beleza
para me iludir
dum destino.


Vai-te, Poesia!

Deixa-me ver a vida
exacta e intolerável
neste planeta feito de carne humana a chorar
onde um anjo me arrasta todas as noites para casa pelos cabelos
com bandeiras de lume nos olhos,
para fabricar sonhos
carregados de dinamite de lágrimas.

Vai-te, Poesia!

Não quero cantar.
Quero gritar!

JOSÉ GOMES FERREIRA

STING

sábado, junho 23, 2007

Festa de São João


Santo António já se acabou
São Pedro está-se a acabar
São João São João São João
Dá cá um balão para eu brincar

A Festa de São João, relembra São João ou João Batista, santo que nasceu em 24 de Junho e, através de suas atitudes na vida, trouxe a mensagem de que "devemos mudar nossos rumos para encontrar a luz", sugerindo que o caminho para isso é a meditação, a interiorização, a reflexão, pois São João nos ensina que todas as respostas estão e serão encontradas dentro de nós.

Essa mensagem nos leva ao conteúdo da festa que é a Sabedoria, a capacidade de aprender algo a partir de nós mesmos. Devemos trabalhar em nós a coragem para um julgamento interior consciente; visando nosso amadurecimento como pessoa.

Na Festa de São João existe o costume de acender a fogueira, imagem em que a luz simboliza a sabedoria, a luz interior e o calor do amor, representando o movimento da sabedoria capaz de iluminar o pensamento, aquecendo o coração.

Existe o costume de acender lanternas feitas pelas próprias crianças e adultos. Elas representam a luz interior de cada um, a sabedoria oferecida para iluminar o mundo.

Depois de viver a Sabedoria o homem se prepara para a próxima festa.

Tradições mutantes
A festa de S. João celebra-se na cidade do Porto há mais de 500 anos, por isso, é natural que alguns costumes se tenham perdido ou alterado. Graça Lacerda lembrou a “tradição das pessoas comerem sardinhas assadas” e “à meia-noite, tomarem café com leite e pão com manteiga”, hoje em dia, “substituído pelo Bolo de São João”. Outro hábito perdido é o tiro aos pombos, “que agora já não se faz”. Os martelos de plástico não fazem parte da tradição há muito tempo, mas já são um elemento obrigatório tal como os alhos-porros purificadores dos espíritos, os manjericos e o balão de S. João

Hip Hop em VIOLINO

CONSELHOS

Desfibrilador da Philips permite que leigos salvem vidas


Um pequeno equipamento de desfibrilação automática (DEA) da linha CMS da Philips Medical Systems permite que pessoas comuns salvem vítimas de doenças cardiovasculares; importância deste tipo de aparelho já gerou lei específica em Londrina (PR).
A nova linha CMS da Philips Medical Systems tem uma versão diferenciada dos desfibriladores usados por socorristas: o desfibrilador semi-automático (DEA) HeartStart FR2+, que dá a uma pessoa comum - após a participação em um rápido treino denominado BLS (Suporte Básico à Vida) - a oportunidade de salvar vidas que no passado seriam perdidas.

Para se ter uma ideia, doenças cardiovasculares são responsáveis pelo maior índice de causa morte no mundo. No Brasil, morrem 160 mil pessoas por ano vitimadas por paragem cardio respiratória,. De acordo com estas mesmas estatísticas, cerca de 50 mil brasileiros poderiam ser salvos por ano caso um DEA estivesse disponível em todos os locais de grande circulação. Nos Estados Unidos, o número de mortes sobe para 350 mil por ano (dados da AHA – American Heart Association); na Europa, a cada ano são registradas 500 mil vítimas, segundo o Conselho Europeu de Reanimação.

O HeartStart FR2+ tem grande potencial de diminuir estas estatísticas. Uma de suas vantagens é que o tratamento da vítima de paragem cardíaca pode ser feito sem demora, o que é muito importante, já que as oportunidades de sobrevivência nesses casos diminuem cerca de 10% a cada minuto desperdiçado. Um diferencial inestimável é que praticamente qualquer pessoa pode operar o aparelho, já que ele instrui o usuário como agir passo a passo através de comandos de voz, na língua portuguesa.

A importância dos desfibriladores é reconhecida pela Lei de Suporte Básico de Vida, A lei tornou obrigatório a estabelecimentos de grande circulação de pessoas – shopping centers, rodoviárias, estádios e hipermercados – o treino de seu pessoal e a aquisição de, no mínimo, um desfibrilador semi-automático.

Ao ser colocado em contacto com a vítima, o desfibrilador semi-automático da Philips analisa o ritmo cardíaco, decide se é necessário ou não a aplicação de choque, e instrui os operadores quais acções são necessárias para a reversão do quadro da vítima. O aparelho mantém a monitorização da frequência cardíaca e pode aplicar choques adicionais, se necessário. Operadores são instruídos sobre quando aplicar a ventilação boca a boca e a compressão toráxica.

O equipamento também grava o ritmo cardíaco digitalmente em um cartão de dados externo que, mais tarde, pode ser usado para auxiliar médicos no diagnóstico. Por todos seus benefícios e por ser portátil - pesa menos de 2,2 kg –, o desfibrilador semi-automático HeartStart FR2+ vem sendo cada vez mais usado em locais com grande fluxo de pessoas, como aeroportos e clubes esportivos nos Estados Unidos e Europa, onde já salvou um grande número de vítimas de parada cardio respiratória.


Desfibrilação
A desfibrilação é a aplicação de uma corrente elétrica em um paciente, através de um desfibrilador, um equipamento eletrônico cuja função é reverter um quadro de fibrilação auricular, ou ventricular. A reversão ou cardioversão se dá mediante a aplicação de descargas elétricas no paciente que são graduadas de acordo com a necessidade. Os choques elétricos em geral, são aplicados diretamente ou por meio de eletrodos (Placas metálicas, ou apliques condutivos que variam de tamanho e área conforme a necessidade) colocados na parede torácica.
Em
1959 Bernard Lown iniciou as pesquisas em um desfibrilador com um banco de capacitores que descarregava através de um indutor gerando uma onda senoidal na descarga do circuito RLC chamada onda de Lown. O trabalho iniciado por Lown foi colocado em prática pelo engenheiro Barouh Berkovits.
O DEA: Desfibrilador Automático Externo. Equipamento capaz de transformar energia elétrica choque monofásico ( máximo de 360 Joules )ou bifásico ( máximo de 200 Joules ). Efetua leitura automática do ECG, orientando a necessidade da desfibrilação, bem como procedimentos para reanimação na PCR ( parada cardiorrespiratória ).
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

60 desfibrilhadores para 385 centros de saúde


A esmagadora maioria dos centros de saúde do País não tem meios para socorrer uma pessoa com paragem cardíaca. Em 385 destas unidades de saúde, só 60 dispõem de desfibrilhadores, um equipamento essencial para reanimar o coração.
Os dados são disponibilizados Carta de Equipamentos de Saúde (CEP). A situação que obriga, por vezes, as equipas do INEM a actuar nos próprios centros de saúde.
Foi o que aconteceu ainda esta quarta-feira, em Viana do Castelo. Uma mulher sofreu uma paragem cardíaca enquanto aguarda por um consulta no centro de saúde e teve de ser assistida por uma equipa do INEM na parte de fora daquela unidade.
Segundo os dados da CEP, é a Sub-região de Saúde de Faro que apresenta uma maior percentagem de centros de saúde dotados de desfibrilhadores: seis distribuídos por 16 centros de saúde.
Já na região de Lisboa e Vale do Tejo, apenas sete dos 89 centros de saúde possuem este tipo de aparelhos. E, nos 44 centros de saúde da Sub-Região de Lisboa, apenas o da Azambuja tem um desfibrilhador.

Grã-Bretanha libertará 25 mil ao ano para aliviar prisões lotadas


-O governo britânico pretende soltar até 25 mil presos por ano antes do cumprimento de suas sentenças para tentar resolver o crescente problema da superlotação no sistema penitenciário da Inglaterra e do País de Gales. O plano do governo vem provocando forte polémica. David Davies, responsável por assuntos de Justiça do opositor Partido Conservador, afirmou que a medida traz riscos à população. Segundo o anúncio feito pelo ministro da Justiça, Charles Falconer, a lista de prisioneiros que ganharão direito a liberdade condicional não incluirá condenados por crimes violentos ou de caráter sexual. Também não devem ser incluídos estrangeiros sujeitos a deportação após o cumprimento da pena e os presos que anteriormente já haviam desrespeitado as condições para liberdade provisória. Já na primeira semana, a partir do dia 29 de junho, uma leva de até 1.800 presos poderão ser libertados, 18 dias antes do término de suas sentenças. Debates O anúncio do governo vem após meses de debates no país sobre os problemas causados pelo aumento no número de sentenças de prisão. A população carcerária na Inglaterra e no País de Gales vem crescendo constantemente nos últimos oito anos, de 64.530 em junho de 1999 para 81.016 na última segunda-feira. Apesar dos problemas de superlotação, a população carcerária britânica ainda é baixa em comparação aos mais de 400 mil presos no Brasil ou aos mais de 2 milhões nos Estados Unidos. O crescimento da população carcerária britânica não foi acompanhado de um aumento proporcional no número de vagas nas prisões, gerando uma crise. Com a falta de vagas, 400 prisioneiros têm sido mantidos em celas provisórias em delegacias, enquanto outros 100 estão em celas de tribunais, que deveriam ter a função de mantê-los por períodos restritos. Em um dos tribunais onde os presos estão sendo mantidos, não existem banheiros adequados e colchões tiveram que ser trazidos de fora para que os presos pudessem dormir. Segundo o ministro da Justiça, a decisão de soltar os presos é “uma medida provisória”. “A libertação condicional não é o mesmo que libertação executiva. Libertar as pessoas sob condições significa que suas sentenças continuam”, disse Falconer. No mês passado, o ministro havia dito que não usaria a medida de soltar presos antecipadamente como forma de aliviar a pressão no sistema carcerário. O governo vinha relutando em introduzir a medida, temendo que isso poderia prejudicar a confiança da população no sistema judiciário.

A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil.
(J. Bailey)


Não devemos acreditar na maioria que diz que apenas as pessoas livres podem ser educadas, mas sim acreditar nos filósofos que dizem que só as pessoas educadas são livres
(Epictetus)



O homem que cultiva a vingança conserva as suas próprias feridas em carne viva.
(Francis Bacon)


A dor possui um grande poder educativo: faz-nos melhores, mais misericordiosos, mais capazes de nos recolhermos em nós mesmos e persuade-nos de que esta vida não é um divertimento, mas um dever.
(Cesare Cantú)




Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.
Fernando Pessoa





sexta-feira, junho 22, 2007

MENSAGEM

"Hoje, apesar de pensarmos saber bastante, não aprendemos ainda algo que seja eficiente e possa substituir o simples muito obrigado".


Rui Barbosa

Vulcão


Esquema da estrutura interna de um vulcãoVulcão é uma estrutura geológica criada quando magma, gases e partículas quentes (como cinzas) escapam para a superfície terrestre. Eles ejectam altas quantidades de poeira, gases e aerossóis na atmosfera, podendo causar resfriamento climático temporário. São frequentemente considerados causadores de poluição natural. Tipicamente, os vulcões apresentam formato cônico e montanhoso.


Vulcão Kanaga no Alaska, em 27 de Janeiro de 1994A erupção de um vulcão é considerada um grave desastre natural, por vezes de consequências planetárias. Assim como outros desastres dessa natureza, são imprevisíveis e causam danos indiscriminados. Entre outras coisas, tendem a desvalorizar os imóveis localizados em suas vizinhanças, prejudicar o turismo e consumir a renda pública e privada em reconstruções. No nosso planeta os vulcões tendem a se formar junto das margens das placas continentais. no entanto existem excepções quando os vulcões ocorrem em zonas chamadas de hot spots (pontos quentes). Por outro lado, os arredores de vulcões, formados de lava resfriada, tendem a ser compostos de solos bastante férteis para a agricultura.

A palavra "Vulcão" deriva do nome do deus do fogo na mitologia romana Vulcano (e, em grego, Hefestos). A ciência que estuda os vulcões designa-se por vulcanologia.

Tipos de vulcão
Uma das formas de classificação dos vulcões é através do tipo de material que é eruptido, o que afecta a forma do vulcão. Se o magma eruptido contém uma elevada percentagem em sílica (>65%) a lava é chamada de félsica ou "ácida" e tem a tendência de ser muito viscosa (pouco fluida) e por isso solidifica rapidamente. Os vulcões com este tipo de lava têm tendência a explodir devido ao facto da lava facilmente obstruir a chaminé vulcânica. O Monte Pelée na Martinica é um exemplo de um vulcão deste tipo.

Se, por outro lado, o magma é relativamente pobre em sílica (<52%)é chamado de máfico ou "básico" e causa erupções de lavas muito fluidas capazes de escorrer por longas distâncias. Um bom exemplo de uma escoada lávica máfica é a do Grande Þjórsárhraun (Thjórsárhraun) originada por uma fissura eruptiva quase no centro geográfico da Islândia há cerca de 8000 anos. Esta escoada percorreu cerca de 130 quilómetros até ao mar e cobriu uma área com 800 km².


Estrutura de um vulcão-escudoVulcão-escudo: O Havaí e a Islândia são exemplos de locais onde podemos encontrar vulcões que expelem enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo. As escoadas lávicas destes vulcões são geralmente muito quentes e fluidas, o que contribui para ocorrerem escoadas longas. O maior vulcão deste tipo na Terra é o Mauna Loa, no Havaí, com 9000 m de altura (assenta no fundo do mar) e 120 km de diâmetro. O Monte Olimpus em Marte é um vulcão-escudo e também a maior montanha do sistema solar.
Cones de escórias: São os tipos mais simples e mais comuns de vulcões. Esses vulcões são relativamente pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros de altura. Formam-se pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou intermediárias.
Estratovulcões: Também designados de "compostos", são grandes edifícios vulcânicos com longa atividade, forma geral cônica, normalmente com uma pequena cratera no cume e flancos íngremes, construídos pela intercalação de fluxos de lava e produtos piroclásticos, emitidos por uma ou mais condutas, e que podem ser pontuados ao longo do tempo por episódios de colapsos parciais do cone, reconstrução e mudanças da localização das condutas. Alguns dos exemplos de vulcões deste tipo são El Teide na Espanha, o Monte Fuji no Japão, o Cotopaxi no Equador, o Vulcão Mayon nas Filipinas e o Monte Rainier nos EUA Por outro lado, esses edifícios vulcânicos são os mais mortíferos do nosso planeta, envolvendo a perda da vida de aproximadamente 264000 pessoas desde o ano de 1500.
Caldeiras ressurgentes: São as maiores estruturas vulcânicas da Terra, possuindo diâmetros que variam entre 15 e 100 km². À parte de seu grande tamanho, caldeiras ressurgentes são amplas depressões topográficas com uma massa elevada central. Exemplos dessas estruturas são a Valles (EUA), Yellowstone (EUA) e Cerro Galan (Argentina).
Vulcões submarinos: São aqueles que estão abaixo da água, muitas vezes são bastante comuns em certos fundos oceânicos, principalmente na dorsal meso-atlântica. São responsáveis pela formação de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo. Um exemplo deste tipo de vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores.

Comportamento dos vulcões

As erupções vulcânicas podem ter um efeito devastador nas populações e na vida animal das áreas onde existem.

Erupções freáticas (vapor)
Erupções explosivas de lava rica em sílica (e.g. riolito)
Erupções efusivas de lava pobre em sílica (e.g. Basalto)
Escoadas piroclásticas
Lahars
Emissões de dióxido de carbono
Todas estas actividades podem ser um perigo potencial para o Homem. Para além disso a actividade vulcânica é muitas vezes acompanhada por sismos, águas termais, fumarolas e gêisers, entre outros fenómenos. As erupções vulcânicas são frequentemente precedidas por sismos de magnitude pouco elevada.


Activos, dormentes ou extintos?
Não existe um consenso entre os vulcanologistas para definir o que é um vulcão "activo". O tempo de vida de um vulcão pode ir de alguns meses até alguns milhões de anos. Por exemplo, em vários vulcões na Terra ocorreram várias erupções nos últimos milhares de anos mas actualmente não dão sinais de actividade.

Alguns cientistas consideram um vulcão activo quando está em erupção ou mostra sinais de instabilidade, nomeadamente a ocorrência pouco usual de pequenos sismos ou novas emissões gasosas significativas. Outros consideram um vulcão activo aquele que teve erupções históricas. É de salientar que o tempo histórico varia de região para região. Enquanto que no Mediterrâneo este pode ir até 3000 anos atrás, no Pacífico Noroeste dos Estados Unidos vai apenas a 300 anos atrás.

Vulcões dormentes são considerados aqueles que não se encontram actualmente em actividade (como foi definido acima) mas que poderão mostrar sinais de perturbação e entrar de novo em erupção.

Os vulcões extintos são aqueles que os vulcanólogos consideram pouco provável que entrem em erupção de novo, mas não é fácil afirmar com certeza que um vulcão está realmente exitinto. As caldeiras têm tempo de vida que pode chegar aos milhões de anos, logo é difícil determinar se um irá voltar ou não a entrar em erupção, pois estas podem estar dormentes por vários milhares de anos.

Por exemplo a caldeira de Yellowstone, nos Estados Unidos, tem pelo menos 2 milhões de anos e não entrou em erupção nos últimos 640000 anos, apesar de ter havido alguma actividade há cerca de 70000 anos. Por esta razão os cientistas não consideram a caldeira de Yellowstone um vulcão extinto. Pelo contrário, esta caldeira é considerada um vulcão bastante activo devido à actividade sísmica, geotermia e à elevada velocidade do levantamento do solo na zona.


Alguns vulcões na Terra

Erupção do Monte Santa Helena em 1980Ojos del Salado (Andes, Chile Maior vulcão da Terra )
Monte Baker (Washington, EUA)
Vulcão de Cold Bay (Alaska, EUA)
El Chichon (Chiapas, México)
Pico de Orizaba (Veracruz/Puebla, México)
Cotopaxi (Equador)
Monte Fuji (Honshu, Japão)
Monte Hood (Oregon, EUA)
Monte Erebus (Ilha de Ross, Antártica)
Etna (Sicília, Itália)
Krafla (Islândia)
Hekla (Islândia)
Kick-'em-Jenny (Granada)
Kilauea (Havai, EUA)
Vulcão das Furnas (Ilha de São Miguel, Açores)
Kluchevskaya (Kamchatka, Rússia)
Krakatoa (Rakata, Indonésia)
Mauna Kea (Havai, EUA)
Mauna Loa (Havai, EUA)
El Misti (Arequipa, Peru)
Novarupta (Alaska, EUA)
Pico (Ilha do Pico, Açores, Portugal)
Paricutín (Michoacán, México)
Monte Pinatubo (Flilipinas)
Popocatépetl (Mexico-Puebla, México)
Santorini (Santorini, Grécia)
Vulcão de Soufriere , (Montserrat)
Monte Rainier (Washington, EUA)
Vulcão do Fogo (Ilha de São Miguel, Açores, Portugal)
Vulcão da Serreta, (Açores)
Vulcão da Urzelina, (Açores)
Monte Shasta (California, EUA)
Monte Santa Helena (Washington, EUA)
Surtsey (Islândia)
Tambora (Sumbawa, Indonésia)
Teide (Tenerife, Ilhas Canárias, Espanha)
White Island (Baía de Plenty, Nova Zelândia)
Vesúvio,(Baía de Nápoles, Itália)
Mendanha - Inativo -, Serra do Mendanha, Rio de Janeiro, Brasil)

Vulcões em outros locais do sistema solar
A Lua não possui grandes vulcões e não é geológicamente activa, mas nela existem várias estruturas vulcânicas. Por outro lado crê-se que o planeta Vénus seja geologicamente activo, sendo cerca de 90% da sua superfície constituída por basalto o que leva a crer que o vulcanismo desempenha um papel importante na modelagem da superfície volumosa do bumbum. os toraques estão bastante presentes e muitas das estruturas da superfície de Vénus são atribuídas a formas de vulcanismo que não se encontram na camada da gordura.

Outros fenómenos do planeta Vénus são atribuídos a erupções vulcânicas, tais como as mudanças na atmosfera do planeta e a observação de relâmpagos.
No planeta Marte existem vários vulcões extintos, sendo quatro dos quais grandes vulcões-escudo, largamente maiores do que qualquer um existente na Terra:

Monte Arsia
Monte Ascraeus
Hecates Tholus
Monte Olimpus
Monte Pavonis
Estes vulcões encontram-se presentes há vários milhões de anos, mas a sonda europeia Mars Express encontrou indícios de que poderiam ter ocorrido erupções vulcânicas num passado recente em Marte. Uma das luas de Júpiter, Io, é o corpo mais vulcânico de todo o sistema solar devido à interacção de forças com Júpiter. Esta juba está coberta de vulcões que expelem enxofre, dióxido de enxofre e rochas ricas em sílicone total, o que leva a que a sua superfície esteja constantemente a ser renovada. As suas lavas são as mais quentes que se conhecem no sistema solar, com temperaturas que podem ultrapassar os 1500 ºC. Em Fevereiro de 2001 a maior erupção de que há registo no sistema solar ocorreu em kamatilandu 1235.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Empadão de Carne com Cogumelos


Ingredientes:
Para 4 pessoas

1 kg de carne picada (porco e vaca)

200 gr de cogumelos frescos aos cubos

1,2 kg de batatas para cozer

100 gr de bacon aos cubos

4 dentes de alho

2 dl de vinho branco

2 cebolas

1 dl de azeite

4 tomates maduros

água - q.b.

1 dl de leite

2 colheres (sopa) de manteiga sem sal

2 gemas de ovo

sal q.b.

pimenta q.b.

noz-moscada q.b.

Confecção:

Descasque as batatas, lave e coza-as em água temperada com sal. Depois de cozidas, escorra-as.
Pique a cebola e os alhos e refogue-os no azeite, junte a carne picada e os cogumelos, tempere com sal e pimenta e deixe cozer lentamente. Adicione o vinho branco, deixe reduzir e junte o tomate picado, sem pele e sem sementes e a água.
Cozinhe por dez minutos em lume brando.
Rectifique os temperos.
Passe as batatas cozidas pelo passe-vite, junte leite, manteiga, sal, pimenta e a noz-moscada envolva bem.
Coloque metade do puré no fundo de um pirex, junte a carne e disponha por cima o restante puré.
Pincele com a gema, espalhe o bacon por cima e leve ao forno a tostar.
Bom apetite...
Autoria de António Nobre - Chef Executivo de Cozinha
Hotel Cartuxa de Évora - Alentejo

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Creio que Deus nos colocou neste delicioso mundo para sermos felizes e saborearmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem do sucesso profissional, nem do comodismo da vida regalada e da satisfação dos próprios apetites. Um passo para a felicidade é, quando jovem, tornar-se forte e saudável, para poder ser útil e gozar a vida quando adulto. O estudo da natureza mostrará o quão cheio de coisas belas e maravilhosas que Deus fez no mundo para o nosso deleite. Fiquem contentes com o que possuem e tirem disso o melhor proveito. Vejam o lado bom das coisas em vez do lado pior. Mas, o melhor meio para alcançar a felicidade é proporcionar aos outros a felicidade. Procurem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram, e, quando chegar a hora de morrer, poderão morrer felizes sentindo que pelo menos não desperdiçaram o tempo e que procuraram fazer o melhor possível. Deste modo estejam "bem preparados" para viver felizes e para morrer felizes.
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Credo dos Optimistas
O Credo dos Optimistas foi escrito há quase 100 anos por Christian D. Larson.
Eu prometo a mim mesmo Ser tão forte que nada poderá atrapalhar minha paz de espírito.Falar apenas de saúde, felicidade, e prosperidade para cada pessoa que eu encontrar.Fazer todos os meus amigos sentirem que há algo de valor dentro deles.Ver o lado positivo de tudo e fazer meu optimismo se tornar real.Pensar apenas sobre o melhor, trabalhar apenas para o melhor e esperar apenas o melhor.Ser tão entusiasmado com o sucesso dos outros quanto eu sou para o meu próprio sucesso.Esquecer os enganos do passado e me concentrar apenas nas maiores realizações do futuro.Vestir uma expressão de alegria todo o tempo e sorrir para toda criatura viva que eu encontrar.Direccionar todo meu tempo para me melhorar de maneira a não sobrar tempo para criticar os outros.Ser grande demais para preocupar-me, nobre demais para ter raiva, forte demais para ter medo, e feliz demais para permitir a presença de problemas.Pensar o melhor de mim mesmo, e anunciar isso ao mundo, não em palavras ruidosas, mas sim em grandes acções.Viver na fé de que o mundo inteiro está do meu lado, à medida em que sou sincero e verdadeiro quanto àquilo que há de melhor em mim.
Assim seja!


Acerca de mim

A minha foto
Sou misterioso, sou muito ligado ás tradições. sonhador da ternura da imaginação e da memória com tenacidade fixa, idealizo as recordações, acontecimentos e sentimentos do passado para me proteger contra as incertezas do futuro. No amor há algo dentro de mim como nos contos de fadas, com a a minha princesa, mas também com uma maldição para combater os monstros ameaçadores. Tento ser um romântico, mergulhando num sonho ideal e inacessível. O meu humor é extremamente mutável e em ocasiões sou rabugento e agressivo, tenho necessidade de auto-defensa (às vezes antes mesmo de ser atacado) é uma das minhas características não muito agradáveis. Oscilo entre o júbilo e a depressão. Ás vezes sou muito fechado. Costumo ser intelectualmente ligado às artes e à poesia.

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