Fracassar ou ter sucesso num dado dia não constitui indicador de seu próprio valor ou de sua felicidade como pessoa.
Suas expectativas sobre como se comportará na estrutura social determinarão em grande parte o que será sua vida. Pense rico, se dinheiro é o que quer. Comece a imaginar-se como indivíduo bem falante, ou o que quer que queira ser.
A máxima de educação que faz o maior sentido é a seguinte:
Escuto: Esqueço
Vejo: Lembro
Faço: Compreendo
Gosto da idéia de fingir coragem.
Recuso-me a ser intimidado pelos estratagemas do poder e, em especial, pelo uso de títulos.
Você talvez transmita inconscientemente sinais de vítima, de modo que tem que vigiar seu perfil, neste particular. (...) Começa pedindo desculpas por tomar o tempo da pessoa – silenciosamente lhes dizendo que o tempo delas é mais valioso do que o seu? Pergunte a si mesmo por que o tempo de alguém deve valer mais do que o seu. Não deve, a menos que essa pessoa valha mais – e, claro, isto é você quem decide.
Vejamos abaixo algumas estratégias que o ajudarão a tratar com os demais a partir de posições de força e confiança, em típicas “situações de vítima” que todos os seres humanos enfrentam.
A partir deste momento, faça um esforço para deixar de pedir automaticamente permissão a alguém para falar, pensar ou conduzir-se. Elimine a súplica e substitua-a por uma declaração. Em vez de “Você se importaria se eu lhe fizesse uma pergunta?” use “Eu gostaria de saber se...”
No lugar de “O senhor se importaria muito se eu trouxesse a mercadoria de volta e recebesse meu dinheiro?” diga “Estou trazendo isso de volta porque não fiquei satisfeito”.
Substitua “Tudo bem, querida, se eu sair por uma hora?” por “Vou sair, querida. Precisa de alguma coisa?”
Só escravos e prisioneiros é que têm de pedir permissão.
Fite diretamente os olhos da pessoa com quem falar. Quando olha para baixo ou para os lados, você envia sinais de que não tem confiança em si mesmo e se coloca numa excelente situação para ser vitimado. Encadeando diretamente seus olhos com os da pessoa que se encontra a sua frente, mesmo que esteja nervoso, você despacha a mensagem de que não tem medo de lidar com ela.
Se teme que os amigos o odeiem simplesmente porque exerceu seu direito de não fazer uma coisa que o deixaria infeliz, pergunte a si mesmo: “Será que quero mesmo amigos que me rejeitam por eu ser eu mesmo?”
Trate pelo primeiro nome as pessoas a quem está acostumado a conferir títulos. (...) Se fica apreensivo, teme ou mesmo não pode fazer isso, examine-se com cuidado e pergunte-se por que se sente tão embaraçado em fazer algo tão simples como tratar um ser humano pelo nome. Vença o medo e faça isso assim mesmo. Provavelmente sentir-se-á muito bem com sua recém-encontrada confiança e é quase certo que não acontecerão os desastres que imaginou.
Se você é não-fumante e não consegue suportar a fumaça, reúna coragem para dizer alguma coisa quando outra pessoa o incomodar. Você não tem que ser grosseiro; fale simplesmente a partir de uma posição de força: “Eu ficaria muito grato se você não fumasse agora”. Você não está pedindo permissão ao fumante para lhe pedir que não fume; está dizendo o que gostaria que ele fizesse. Se ele se recusar, o que em algumas situações tem o direito de fazer, você pode exercer sua opção de levantar-se e ir embora. Mas jamais deve simplesmente continuar em seu lugar, queimando de raiva. Qual é a pior coisa que poderia acontecer? O fumante poderia continuar a fumar, o que, aliás, já está fazendo.
A tática de recusar-se a falar com pessoas que não querem ouvir o que você dizendo claramente e se afastar por uma pequena distância, é muito eficaz. Quando o seguirem com desculpas, diga-lhes simplesmente que não vai perder tempo com pessoas que se recusam a atender seus desejos.
Ouvindo-o e, em seguida, sugerindo exatamente o oposto do que você disse é uma das melhores armas dos vitimadores. Mas você não tem que agüentá-la e afastar-se é a maneira mais eficaz de ensinar a alguém, através de seu comportamento, em vez de continuar com trocas verbais sem sentido.
Quando pleitear ou for entrevistado para um cargo, nunca diga coisas como “Não tenho realmente certeza de que posso dar conta disso” ou “Nunca tive treinamento para isso mas acho que posso aprender”. Muito melhor é dizer a si mesmo, e à pessoa com quem está falando, que pode aprender qualquer coisa porque já se submeteu a teste em tantas situações diferentes que sabe que tem flexibilidade para dar conta do trabalho. Seja entusiástico a respeito de si mesmo e de suas qualificações e não hesite em dizer a seu entrevistador que é uma pessoa que aprende rapidamente.
Logo que o adversário percebe que você considera o encontro como crucial para sua vida e, por conseguinte, perturbador, você pode ser levado a dizer coisas que não quer e mesmo a comportar-se irracionalmente.
Seja firme ao pedir explicações de cobranças que julga injustificadas. No restaurante, se o garçom cobrar demais, fale com a gerência e não dê gorjeta ao garçom, se achar que o que ele fez não foi 100% acidental. (Garçons pedem sempre grandes desculpas e alegam que a cobrança a mais foi um engano) . E você pode simplesmente recusar-se a premiar a incompetência ou tentativas de depená-lo.
Você pode trabalhar para minimizar a mordida que o Leão lhe dá, votar em políticos que defendam impostos mais baixos, ou o que mais for, mas perturbar-se com impostos constitui simplesmente uma inutilidade.
Quando alguém falar que você devia ter feito algo diferente no passado, responda:
“Se você puder me arranjar uma passagem de ida e volta para o tempo de que está falando, terei prazer em fazer o que diz que eu devia ter feito. Mas se não puder...”
Num mundo de indivíduos, a comparação é uma atividade sem sentido.
Ninguém é nem mesmo remotamente parecido com você em termos de sentimentos íntimos, pensamentos, desejos. Se aceitar essa idéia, vai também se perguntar seriamente por que deveria usar o exemplo de alguém como motivo para fazer ou deixar de fazer alguma coisa.
Utilizamos instrumentos padronizados afim de medir tudo nas pessoas, na busca da sagrada “média”.
Frederick Crane: A mediocridade encontra segurança na padronização.
Se está questionando sua conta, ouvirá tudo a respeito da senhora que teve de pagar duas vezes mais, de modo que você deve sentir-se um felizardo por escapar por tão pouco. Se não consegue um bom lugar na boate, vem logo à balia a senhora que teve que sentar-se num canto junto ao toalete – mas ela, ainda assim, apreciou muito o espetáculo. Se suas mercadorias sofrem um atraso de duas semanas, existe a senhora que esperou 4 meses.
Pessoas puxam a “pobre senhora” de suas bolsas de vitimadores em todas as ocasiões em que querem que você se sinta culpado por exigir ser tratado com respeito. Cuidado com ela, porque, quando a vir sendo tirada para fora, vão dar-lhe uma dose de pílulas de vítima, a serem engolidas com o acompanhamento de uma história inventada.
Emerson: Todo indivíduo tem sua própria beleza... e cada mente tem seu próprio método... Um homem autêntico jamais age de acordo com regras.
Vejamos alguns tipos de técnicas que você terá de manter em mente quando tratar com pessoas que tentem usar comparações com terceiros para evitar que alcance seus objetivos, ou para manipulá-lo e levá-lo a fazer o que elas querem.
Tente interromper as pessoas no momento em que elas iniciarem comparações para usar contra você. Diga simplesmente: “Espere um minuto. Você está usando exemplos de outras pessoas como motivos por que eu devo ser assim ou assado, mas eu não sou nenhuma dessas pessoas”.
Lembre-se, eles só fazem isso porque funciona. Quando não funciona mais, eles param.
“Se vai continuar a me dizer para eu ser uma manequim como a prima Liz, vou-lhe dizer que você devia ser tão generoso como o tio Harry”. Não passará muito tempo para o vitimador descobrir que você está muito bem escolado nesse jogo.
“A mediocridade viceja na padronização”. Esses aforismos vigorosos, que você mesmo pode inventar, são excelentes armas para desarmar a outra pessoa, descarrilhar o trem do pensamento delas e colocá-lo no comando da discussão.
Pare de pedir aos filhos que sejam iguais aos irmãos e irmãs e trate-os como pessoas excepcionais. Ponha um ponto final nas referências a outras pessoas.
Albert Einstein: Grandes espíritos sempre enfrentaram violenta oposição de mentes medíocres.
Se quer atingir sua própria grandeza, escalar suas próprias montanhas, tem que usar a si mesmo como primeiro e último consultor.
As massas sempre o compararão com outras pessoas, pois essa é a arma que usam para manipular e exigir conformidade.
Ser silenciosamente eficiente implica que você não terá de contar a ninguém suas vitórias (...) Você se tornará uma vítima se PRECISAR informar aos demais antes de poder sentir-se satisfeito. (...) Se eles, por qualquer motivo, recusarem reconhecer seu valor ou sucesso, você desmoronará.
Não tem de esfregar suas vitórias no rosto de seu semelhante. Se tentar fazer isso, descobrirá que os outros se vingam, tentando frustrá-lo de uma ou outra maneira. A chave mais importante para ser silenciosamente eficiente reside na maneira como você se sente a respeito de si mesmo. Se tiver autoconfiança, agradar a si mesmo será suficiente. (...) Se carecer de auto-estima, porém, terá que buscar nos demais a confirmação de sua auto-estima e é aí que se meterá numa enrascada.
Me livro da armadilha de sentir necessidade de contar minhas vitórias aos outros, mantendo-as para mim mesmo e evito comportamento garganteador do tipo “olho só para mim”.
Aprenda a ignorar coisas. Não pense que tem que protestar em voz alta contra atitudes e comportamentos de pessoas, que pode achar irritantes mas que não o estão prejudicando. Simplesmente encolha os ombros e esqueça isso.
Ofender-se é uma opção vitimadora. Você nunca mais precisa se sentir ofendido, seja por esnobações dirigidas a você ou por coisas no mundo que pode ter-se acostumado a considerar “ofensivas”. Se não aprova o comportamento ou a linguagem de uma pessoa, ignore-a, especialmente se não têm nada a ver com você. Ao sentir-se ofendido e perturbado e dizer coisas como “Como é que ele ousa dizer isso!”, “Ele não tem o direito de me incomodar assim!” ou “Fico ofendido quando vejo esses tipos excêntricos”, você está se vitimando com a conduta dos demais, o que equivale a ter seus cordões emocionais puxados pelas próprias pessoas com quem antipatiza. Enfrente a coisa com um encolher de ombros, ignore-a, olhe para o outro lado, pergunte a si mesmo se isso é na realidade tão ruim assim ou, se quer mudar a coisa, vá em frente e mude. Mas não escolha a situação de vítima, de sentir-se ofendido e incomodado.
Mentir nem sempre é imoral?
Você é vitimado pela atitude de dizer sempre a verdade, custe o que custar?
(...) Se, por exemplo, você estivesse prestes a ser executado pelos nazistas, a menos que pudesse convencê-los de que não era judeu, e fosse mesmo judeu, você dificilmente diria a verdade. Em casos extremos como esse, todos concordam em que você não deve a seus inimigos qualquer fidelidade à verdade. Na verdade, é considerado comportamento eficiente enganá-los de todas as maneiras possíveis. De modo que você não é contra mentir em todas as circunstâncias, mas provavelmente define em limites muitos estreitos as circunstâncias em que julga ético mentir. Se é assim, o que você realmente precisa fazer é pensar um pouco mais em definir seus motivos para mentir. É sensato evitar mentir, quando sabe que a verdade será prejudicial a outrem? São seus princípios (ou políticas) mais importantes do que as pessoas às quais afetará contando a verdade?
Suponhamos que você tem informações a respeito de si mesmo que, acredita, tem o direito de manter privadas. Elas simplesmente não são da conta de ninguém. Aí aparece alguém lhe pedindo que revele essas informações, achando ter o direito de invadir sua privacidade. Essa pessoa quer que você pense que constitui uma espécie de mentira “recusar” informações que você acha que tem o direito de manter privadas. Quer que você se sinta culpado por “não poder” revelar as informações. Mas você tem, realmente, qualquer responsabilidade de dizer a ele? Claro que não. E estará você mentindo quando diz: “Acontece que isso não é da sua conta”.
Evidentemente, não defendo a mentira indiscriminada. Mas se, ao dizer a verdade, você acaba como vítima por revelar informações a seu respeito que, por suas próprias definições, devem ser mantidas privadas, então você está se comportando de maneira autodestrutiva e talvez seja bom reexaminar suas atitudes. Além do mais, se mentir é a única ou melhor tática que puder usar para escapar de uma armadilha de vítima, não receie usá-la.
O ABSURDO DE TER QUE PROVAR SEU VALOR.
Ter que provar seu valor significa ser controlado a quem tem que mostrar a prova.
(...) Ter que se provar a alguém vai vitimá-lo um bocado na vida. Ficará perturbado quando não o notarem o suficiente ou o desaprovarem ou, mais vitimador ainda, não o compreenderem.
Você já parou para pensar em como é tolo provar-se a um estranho completo e gastar seu tempo tentando convencê-lo da correção de sua posição? Isso geralmente acontece porque você está tentando convencer a si mesmo e usa o ouvinte como espelho.
No casamento, ou na família, numerosas pessoas não se sentem livres, principalmente porque vivem na expectativa constante de ter que provar seu valor ou porque temem não serem compreendidas o tempo todo. Removam-se esses dois aspectos e a maioria dos casamentos que terminaria em divórcio poderia ser rejuvenescida.
A amizade, por outro lado, dessas que duram a vida inteira, é um relacionamento em que nenhuma das duas partes tem que se provar. O amigo não alimenta expectativas, exceto que você seja você mesmo e a honestidade é a pedra de toda a ligação. Em todas as ocasiões em que converso com grupos de pais, sugiro que examinem com atenção suas amizades e que comecem a tratar os filhos e os outros membros da família como fazem com os amigos. Se um amigo derramasse um copo de leite na mesa, por exemplo, você provavelmente diria: “Tudo bem. Deixe que eu o ajude a limpar isso”. Mas, a seu filho, talvez você diga: “Seu estúpido, veja o que fez! Por que tem de ser sempre tão desastrado?” Seja como um amigo para seu cônjuge, seus filhos, e os demais membros da família.
Emerson: O amigo é a pessoa com quem você pode ser sincero. Na presença dele, posso pensar em voz alta.
A maneira mais simples, e em geral a mais sensata, de tratar com pessoas rabugentas que não estão dispostas a mudar é permanecer longe delas.
(...) Você pode sem dúvida oferecer consolo aos cronicamente infelizes, mas, à parte isso, particularmente quando sua generosidade é repetidamente repelida, sua obrigação consigo mesmo é evitar estar com pessoas que podem bem arrastá-lo para a infelicidade delas.
(...) Fazendo companhia a essa gente azeda e irritando-se, você as ensina a manter o mesmo tipo de comportamento. Você fará um favor a ambos ignorando essas pessoas.
(...) Não só elas aprenderão a deixar de se queixar, e farão alguma coisa produtiva, como você poderá usar seu tempo presente de forma mais útil.
Essas pessoas, contra cujo debilitante tipo de melancolia você tem que se acautelar, passam a vida prevendo desastres e procurando defeitos. Raramente têm alguma coisa agradável a dizer e esperam o pior, em vez de encenar o futuro com satisfação ou otimismo. Sentem-se arrasadas e, com suas histórias de sofrimentos, combatem todos seus esforços para ser agradável.
(...) Você será o maior tolo do mundo se conviver com essa gente, seja aparentado com elas ou não, porque tudo o que pode esperar são suas histórias intermináveis sobre calamidades: esse assalto aqui, aquela morte acolá, o acidente que aconteceu ontem mesmo, meus gases intestinais, minha ciática, este tempo horroroso, o frio inverno, os políticos desonestos, essa economia nojenta – e assim por diante.
Virtualmente todo esse comportamento persiste porque foi tolerado e reforçado por tolos durante anos. Você, porém, não tem que ser um desses tolos.
Diga simplesmente que não vai tolerar intermináveis reclamações e queixas. Mostre-se bondoso, mas, se os queixumes continuarem, vá embora e diga francamente o motivo. Você gosta da vida e não está interessado em que o metam numa fossa.
A melhor maneira de queixosos crônicos acabarem com o sofrimento é se envolverem em projetos que os interessem e aos quais possam se entregar de corpo inteiro. Procure ajudá-los, mas se seus oferecimentos honestos de ajuda forem rejeitados, recuse-se a sentir-se culpado e a escutar as desculpas sobre porque as “vítimas” não podem fazer isto ou aquilo.
Seja um “adversário voluntário”, mas não vítima de uma vítima. Quando essa gente melancólica descobre que você não quer realmente sofrer com elas, geralmente param de tentar vitimá-lo e, ironicamente, a melancolia delas começa a desaparecer também.
Frases comumente usadas para vitimar pessoas, alegando incompreensão:
“Não posso acreditar que você vá fazer isso agora quando...” Esse tipo de estratagema pode impedi-lo de dar sua corridinha, ler, tirar um cochilo, ou fazer o que queira, devido a uma programação que o vitimador preparou ou está preparando. (...) O vitimador fica confuso ou magoado se você faz o que quer – o que constitui o jogo de vitimação.
“Você nunca diz o que está pensando”. Isso pode ser uma tentativa para conseguir que você se revele e abandone sua necessidade “neurótica” de privacidade. Logo que contar o que está pensando, a outra pessoa pode saltar sobre você, insistindo que você não tem o direito de pensar dessa maneira.
Quando pessoas lhe disserem que não o entendem, experimente um encolher de ombros, um sorriso, e as famosas palavras de Emerson: “Ser grande é ser incompreendido”.
Pratique ignorar exigências, de estranhos totais, para que você se torne mais claro. Diga a si mesmo que é muito improvável que estranhos jamais o compreendam e sinta-se à vontade para continuar a ser incompreendido sem se sentir culpado ou fracassado como pessoa. Você pode perfeitamente desligar de sua consciência os ataques verbais de estranhos. Faça isso exatamente da mesma maneira que desliga um rádio que não quer ouvir.
Pratique ser silenciosamente eficiente ao adiar o anúncio de seus sucessos. Estabeleça a si mesmo uma demora de uma, duas, ou três horas e, em seguida, pergunte-se se ainda tem que contar a alguém. Isso é particularmente útil no trato de notícias que farão com que você pareça superior à pessoa a quem informa.
O sistema de retardo funciona porque, depois de esperar várias horas, ou mesmo dias, você não sente mais a necessidade de mostrar-se como vencedor e, logo que a notícia for divulgada (se for), você parecerá aquilo em que está se transformando – uma pessoa que aceita calma e modestamente seus êxitos.
Quando estiver na companhia de pessoas mal-educadas, que acha que abusam de você com suas histórias, fanfarronadas ou agressivas, experimente pedir licença e ir embora.
(...) Vai sentir-se melhor não só por ter exercido algum controle, mas porque ensinou também seus incômodos companheiros a deixarem de usar suas táticas, pois o que conseguiram foi que você se afastasse, sem dar explicação alguma.
Quando achar que alguém está querendo que você compartilhe do sofrimento dele, diga: “Acho que seu sofrimento está querendo companhia”. Uma frase como essa, pronunciada sem hostilidade, demonstrará ao seu vitimador potencial que você conhece esses jogos e exige respeito a sua inteligência.
Mostre às pessoas, com seu comportamento, que insistirá em seu direito à privacidade. Não passe horas infindáveis exigindo ser deixado em paz. Simplesmente reserve para si mesmo o tempo que quer. Faça isso suave mas firmemente, mas FAÇA. Dê um passeio, tire um cochilo, leia no quarto, faça o que quiser, e não se deixe enganar e renunciar a sua privacidade porque alguém não o compreende ou chama-o de recluso.
Se for chamado de anomalia, esquisitão, eremita, rebelde e mostrar que os rótulos não o incomodam, a rotulação tornasse inútil e acaba por cessar.
Use frases como “Foi você mesmo quem se ofendeu” ou “Você é quem está ofendendo a si mesmo”. Estes são os tipos de declarações que o impedem de sentir-se culpado e que colocam a responsabilidade de alguém sentir-se ofendido onde ela deve estar, isto é, com a pessoa que resolveu se magoar ou se ofender.
Você é tratado da maneira como ensina as pessoas a tratá-lo.
Você ensina aos demais como tratá-lo na base do que tolera.
(...) Se simplesmente aceita os puxões, ou protesta apenas debilmente e continua a ser controlado, você lhes ensina a continuar a usá-lo como vítima.
A terapia deveria ser uma experiência que ensinasse novos tipos de comportamento e desencorajasse conversas sem sentido. Se conta a qualquer pessoa como se sente mal e essa pessoa nada mais lhe oferece que um bocado de empatia e apoio, você se transforma numa dupla vítima. Sofre, por um lado, nas mãos dos vitimadores desse mundo e, por outro, nas mãos da pessoa a quem paga para sentir pena de suas tribulações.
Pode deixar que o filho mais novo fique emburrado, ensinando a ele que você não vai ser manipulado por medo de ficar embaraçado.
Ibsen: Mil palavras não deixarão uma impressão tão profunda como um único ato.
Um encolher de ombros e um seco “E daí?” ensinarão ao “dedo-duro” que você não se sente intimidado. Lembre-se que ameaças podem ser úteis a essas pessoas, mas que a delação real é quase sempre inútil.
De modo geral, você faz trabalhos humildes apenas porque acostumou os demais à idéia de que se encarregará deles sem queixa.
Peter Cohen: E é nesta situação que se encontra a sociedade americana: fala de competição como se nunca tivesse ouvido a palavra cooperação. Recusa-se a compreender que pressão demais não move pessoas, mata-as.
Se seu valor como ser humano depende de fazer as coisas bem, estar por cima, superar os demais, o que você fará quando cessarem os aplausos e você não estiver mais no alto? Desmoronará, porque não terá mais motivo para sentir que tem valor.
A competição é uma das maiores causas de suicídio neste país (EUA). Suas principais vítimas são pessoas que sempre se julgaram valiosas porque estavam deixando os outros para trás. Quando fracassaram nisso, perderam todo senso de valor próprio e chegaram à conclusão de que não tinham mais razão para levar uma vida de sofrimento.
Crianças se matando, achando que sua vida não merece ser vivida, muitas delas por aceitarem que têm de fazer as coisas melhor do que outras pessoas para valerem alguma coisa. Pressões para entrar na Pequena Liga de Beisebol, conseguir notas máximas, atingir o objetivo dos pais e agradar a todos.
Pessoas que vivem plenamente não estão interessadas em fazer coisas melhor do que outras. Procuram dentro de si seus objetivos na vida e sabem que a concorrência reduzirá ainda mais seus esforços para atingir aquilo que realmente desejam.
Nas escolas, se estudantes concorrem por umas poucas notas máximas, distribuídas escassamente por alguns mestres ou professores irracionais, o resultado total é um grande desperdício. Os alunos tornam-se paranóicos, começam a colar, a mentir, e fazem qualquer coisa para conseguir os primeiros lugares. Salas de aula cooperativas, por outro lado, geram crianças sadias, que querem compartilhar suas alegrias, em vez de guardá-las todas para si mesmas.
A insônia, a impotência e as crises de depressão estão assumindo proporções astronômicas (...) Esses fatos são produtos diretos de uma cultura que institucionaliza a competição.
Ele foi alimentado numa dieta de competição, que o levara perigosamente perto do suicídio, quer cometendo diretamente – com comprimidos, uma arma, outro meio qualquer – quer indiretamente, com um estilo de vida que era um desafio à morte.
(...) Observei-lhe que estava se matando por colocar o sucesso no mundo empresarial acima de tudo mais, incluindo sua própria vida.
É realmente espantoso quantos americanos aparentemente acham que jogos não valem a pena se os “perdem”.
(...) Claro que ganhar pode ser divertido, mais ainda do que perder. Mas se precisa vencer para provar quem é, então você perdeu toda a perspectiva sadia. Se o jogo se torna maior do que a vida, e você em vez de se divertir fica enraivecido, deprimido ou o que quer que seja, você vitimou a si mesmo. E, ironicamente, quanto menos ênfase puser em vencer, mais provável é que vença.
A atitude absurda de que derrotar os demais é que torna o jogo valioso, porém, tornou-se uma doença sendo sistematicamente propagada em nossa cultura. Para vencer, já vi treinadores dando a seus atletas pílulas energéticas em dias de jogo. Já vi jovens expostos ao ridículo mais absurdo e violento porque “deixaram de jogar” ou porque um pequeno descuido “custou-lhes o jogo”.
Só os perdedores é que precisam ganhar, uma vez que precisar ganhar implica que o indivíduo não poder ser feliz a menos que derrote alguém. Se não puder ser feliz sem derrotar outra pessoa, você está sendo controlado por essa pessoa, o que o transforma no perdedor final, uma vez que indivíduos controlados por outros são, psicologicamente, escravos.
Risque a palavra aposentadoria de seu vocabulário. Resolva que jamais vai aposentar-se, que quando deixar seu atual emprego continuará a ser produtivo e útil e que a vida será cheia de prazer.
(...) Se tem agora um emprego que o odeia e que o conserva apenas para cumprir os requisitos para obter mais tarde uma pensão, pergunte a si mesmo se quer que sua vida seja desperdiçada dessa forma infrutífera. (...) Você pode cair morto um momento depois de ter sacrificado toda sua vida a aposentadoria.
Acabe com essas tolas exigências a si mesmo de perfeição em tudo o que faz e de exigi-la também em seus entes amados. Permita-se o prazer de simplesmente fazer. Pinte um quadro apenas para se divertir. Não se preocupe em “não ser pintor” – simplesmente divirta-se pintando.
Todas as coisas que há no mundo existem independente de sua opinião sobre elas.
(...) O dia simplesmente é e, se você resolve rotulá-lo de péssimo ou não, isso não terá conseqüências para o próprio dia porque ele será exatamente o que é, qualquer que seja o rótulo que lhe queira dar.
Muitos dizem que o mundo é um lugar cruel. Pessoas que assim o dizem ignoram o fato de que o mundo em si não é cruel; ele simplesmente é.
(...) Você pode chamar o mundo do que quiser, e ficar perturbado com isso, mas ele simplesmente continuará a ser o que é. Uma maneira mais sensata de pensar, com base na realidade, seria: “Há coisas que quero mudar, e vou trabalhar nelas. A respeito das coisas que não posso mudar, e que me desagradam, deixarei de esperar que sejam diferentes, uma vez que minhas expectativas serão sempre refutadas e, com isso, me perturbarão”.
O mundo não avalia fatos, simplesmente serve de palco a eles.
Você peca apenas se acreditar que faz isso e todas as pessoas neste mundo podem julgar o “pecado” da maneira que quiserem.
A quarta-feira não se importa se você gosta dela ou não, continuará simplesmente a ser quarta-feira. Suas opiniões a tornam ruim somente para você.
Você tem que decidir por si mesmo não se seu comportamento é certo ou errado, mas se é eficaz ou ineficaz na perseguição de objetivos legítimos.
Quando criança fora repetidamente corrigido, com o resultado de que punira os pais tornando-se gago. A única coisa que eles não poderiam controlar era a sua maneira de falar.
Não há caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.
Quantas vezes você já ouviu pessoas falarem de cidades tediosas, acontecimentos chatos, lugares horríveis onde estar? A pessoa criativamente viva gosta de todos os lugares, uma vez que sua atitude é a seguinte: “Este é o lugar onde me encontro agora. Tanto posso gostar dele como não gostar e ser vitimado por minha contrariedade”.
Se está num lugar onde preferia não estar, mas do qual, por questão prática, não pode sair, como uma prisão ou uma reunião de comitê, de que adianta não gostar dele, se não tem a opção de ir para algum outro local?
Num restaurante, você acha que a qualidade da comida é insatisfatória e que o serviço foi medíocre.
Reação de vítima: Você dá ao garçom a gorjeta habitual e reclama da comida quando está de saída.
Reação de não-vítima: Você não dá a gorjeta e diz à gerência por que está insatisfeito.
Seu cônjuge inesperadamente muda seus planos, criando um caso para você:
Reação de vítima: Você muda seus planos e aceita o inconveniente.
Reação de não-vítima: Você continua com seus planos iniciais e nem mesmo considera o incidente como motivo de perturbação.
Você nota que alguém tenta arrastá-lo para a fossa em que se encontra.
Reação de vítima: Você ouve as queixas da pessoa e, no fim, sente-se tão deprimido quanto ela.
Reação de não-vítima: Você pede licença e vai embora, ou diz que, no momento, não está interessado em discutir assuntos tristes.
O condicionador de ar do seu hotel não está funcionando e isso o incomoda.
Reação de vítima: Você não diz coisa alguma porque não quer se incomodar.
Reação de não-vítima: Você insiste em que seja consertado imediatamente ou que lhe dêem outro quarto.
Numa entrevista para emprego fazem-lhe várias perguntas embaraçosas.
Reação de vítima: Você estrebucha, pede licença para sair, mostra medo, ou pede desculpa por estar nervoso.
Reação de não-vítima: Você responde com confiança e considera a perguntas como um esforço para intimidá-lo. “O senhor está perguntando isso porque quer observar minha reação, não porque esteja interessado realmente na resposta. Não há uma resposta clara”.
O médico diz que você precisa fazer uma operação, mas você sente algumas dúvidas e receios.
Reação de vítima: Você aceita a opinião dele e se submete à operação.
Reação de não-vítima: Você procura uma segunda e terceira opiniões de outros especialistas, antes de se deixar operar. Diz a seu médico que considera isso um procedimento padrão.
Você acha que merece uma promoção ou um aumento de rendimentos.
Reação de vítima: Você espera até que o chefe resolva fazer alguma coisa.
Reação de não-vítima: Você pede o que julga merecer, citando suas razões, sem demonstrar emoção ou pedir desculpas.
Um motorista de caminhão dá uma fechada em você na estrada.
Reação de vítima: Você fica furioso, esbraveja e tenta vingar-se, fechando-o
Reação de não-vítima: Você esquece o assunto e lembra que não pode controlar o comportamento de outro motorista.
Você se hospeda num hotel e o recepcionista dá a chave à um mensageiro, que vai acompanhá-lo até o quarto, para pegar uma gorjeta, mesmo que você não precise dos serviços dele.
Reação de vítima: Você fica calado e ele o acompanha porque você não quer se sentir embaraçado.
Reação de não-vítima: Você diz ao mensageiro que não precisa, mas, se ele insistir em acompanhá-lo, não lhe dá gorjeta.
Você vai dar uma festa e tem três dias para preparar tudo.
Reação de vítima: Você passa o tempo todo arrumando, preparando e preocupando-se se as coisas vão correr bem.
Reação de não-vítima: Você faz os preparativos mínimos necessários e simplesmente deixa que as coisas corram – nada de limpeza extra, de tratamento especial, apenas que as coisas aconteçam de forma relaxada.
Alguém passa a sua frente numa fila.
Reação de vítima: Você nada diz, deixa a pessoa passar a sua frente, fica furioso.
Reação de não-vítima: Você diz que não deixa ninguém passar à sua frente.
Alguém lhe tomou dinheiro emprestado e se esquece de pagar:
Reação de vítima: Você sofre com esse comportamento desatencioso, mas fica calado.
Reação de não-vítima: Você diz firmemente à pessoa que espera receber seu dinheiro de volta.
O cão de um vizinho ladra alto pela manhã e perturba seu sono.
Reação de vítima: Você fica na cama e se enfurece.
Reação de não-vítima: Você telefona para o vizinho e lhe diz que os latidos do cão o estão incomodando. Se ele não fizer coisa alguma para acabar com o barulho, você telefona toda vez que o cão latir. Se isso não funcionar, notifique a polícia e apresente queixa contra poluição sonora.
Na reunião final da compra de uma casa, você fica confuso com todos aqueles emolumentos ocultos, e acha que pode estar sendo vitimado.
Reação de vítima: Você fica calado, por receio de parecer ignorante, mas continua a se sentir explorado.
Reação de não-vítima: Você suspende a transação até que receba uma explicação completa que o satisfaça. Recuse-se a ser intimidado por sua própria ignorância.
Seu médico o mantém à espera de uma consulta, mesmo que você tenha chegado na hora marcada.
Reação de vítima: Você fica calado porque sabe como médicos são ocupados e importantes.
Reação de não-vítima: Você diz à ele o que acha de ser mantido à espera e pede redução do preço da consulta para compensá-lo pelo tempo perdido.
Cobram-lhe alguns tostões a mais de imposto de venda em sua compra no supermercado.
Reação de vítima: Você paga porque as pessoas podem pensar que você é um unha-de-fome por reclamar uma importância tão pequena.
Reação de não-vítima: Você paga apenas o que deve.
A temperatura sobe para 41°.
Reação de vítima: Você se queixa a todo mundo do calor terrível e sofre um bocado.
Reação de não-vítima: Você ignora o calor, recusa a falar o tempo todo sobre ele, e concentra-se em gozar o dia, em vez de queixar-se dele.
Você sente que vai ter um resfriado, gripe, cólicas, etc.
Reação de vítima: Você espera ficar inutilizado e prepara-se para o sofrimento. Conta a todo mundo o que vai acontecer e se queixa em voz alta e para si mesma, amargamente, do incômodo eminente.
Reação de não-vítima: Você deixa de pensar e falar em doença. Deixa de esperá-la e volta os pensamentos para viver a vida. Expulsa da mente pensamentos “doentes” e concentra-se em pensamentos “saudáveis”.
Euromilhoes
domingo, outubro 19, 2008
SABER VIVER PESSOALMENTE - LAIR RIBEIRO
Se não há gratidão, não há satisfação.
A única ferramenta que leva as pessoas ao sucesso você também tem: é o cérebro.
De modo geral, a educação que recebemos na escola privilegia o desenvolvimento do hemisfério esquerdo do cérebro, que é a parte lógica e analítica de nosso cérebro. O desenvolvimento do hemisfério esquerdo, em que fica a intuição e a criatividade, costuma ser deixado em segundo plano.
(...) Para alguém ser bem-sucedido, seus dois hemisférios cerebrais precisam trabalhar em equilíbrio e harmonia.
Há pessoas que vivem mais com o lado esquerdo do cérebro. Tudo na vida delas é arrumadinho, detalhado e certinho. Cada par de meias ocupa sempre o mesmo lugar na gaveta. (...) Enxergam cada detalhe da árvore, mas são incapazes de ver a floresta.
(...) Por outro lado, existem aquelas pessoas que passam o dia todo sentadas ao redor de barraquinhas de bijuteria, nas feiras hippies. São sonhadoras, com preocupações sociais, lêem grandes filósofos, mas, muitas vezes, não possuem nem casa para morar. Elas desenvolvem apenas o lado direito do cérebro: vêem a floresta, mas não conseguem ver a árvore.
Isso mostra que, para ser bem-sucedido na vida, é preciso trabalhar os dois hemisférios cerebrais: o esquerdo e o direito. (...) As pessoas costumam sair da escola trabalhando muito com um único hemisfério cerebral: ou são muito metódicas e pouco criativas, ou de muita criatividade sem qualquer sentido prático.
A diferença é esta: quem, no seu dia-a-dia, conseguir integrar os dois hemisférios cerebrais aumenta a inteligência e percebe mais oportunidades na vida.
Você sabia que a habilidade de focalizar o detalhe e o conjunto ao mesmo tempo é uma característica das pessoas bem-sucedidas?
Eureca! Quer dizer “achei” em grego.
Quanto mais você utilizar o seu hemisfério direito, mais se modifica a sua percepção. E, à medida que você modifica a sua percepção, mais você transforma a própria realidade.
É só com a participação do hemisfério direito do cérebro que se vai conseguir mudar crenças, percepções, comportamentos e, em conseqüência, os resultados.
O segredo não é ver para crer, como queria São Tomé. O que importa é crer para ver.
É possível mudar uma realidade desde que modifiquemos nossas crenças a respeito dela.
A crença determina seus atos e seus atos determinam seus resultados.
Se você tiver uma crença positiva, vai produzir atos e resultados positivos. Se tiver uma crença negativa, vai colher atos e resultados negativos.
A sua vida é repleta de oportunidades. Acontece que, muitas vezes, você não as consegue ver.
As oportunidades estão onde você está. Não adianta mudar de casa, de cidade, pois o problema vai junto. O segredo é mudar a percepção: mudando a percepção, você muda a realidade.
Se você não gosta de si mesmo, o mundo também não vai gostar.
Na era da agricultura, mandava quem tinha terras. Na era industrial, mandava quem tinha dinheiro. Na era da informação, manda quem tem informação. Mas a informação, para ser válida, precisa ser comunicada.
Napoleon Hill comprovou que, diante de um copo com água até a metade, pessoas bem-sucedidas tendem a dizer que o copo está meio cheio, e não meio vazio. Ou seja, elas vêem a parte positiva.
Somos animais lingüísticos, é a linguagem que nos diferencia dos outros seres e nos faz humanos. Somos humanos graças à linguagem. Então, usando-a, podemos recodificar nosso cérebro.
As interpretações, em nossa vida, costumam ser mais importantes que os fatos.
As crenças que você traz foram codificadas lingüisticamente em seu cérebro. Ou seja: foi pela linguagem que você aprendeu a acreditar nos valores que hoje determinam seu comportamento. Portanto, existe a possibilidade de que, também por meio da linguagem, essas crenças sejam reprogramadas e recodificadas em seu cérebro.
Trazemos escrito na testa, com tinta invisível, o quanto valemos.
Se tiver sucesso dentro do seu cérebro, o sucesso virá.
A declaração cria realidade.
Você tem autoridade para declarar o que você é. E o que você declarar é o que passará a ser a sua realidade.
Primeiro você é, depois você faz, depois você tem.
Primeiro, você declara que é próspero; depois, você passa a fazer o que as pessoas prósperas fazem; depois você tem prosperidade.
O segredo está na ordem das coisas. Não é Ter-Fazer-Ser, como a maioria das pessoas pensa, Ser-Fazer-Ter. Lembre-se disso.
Se quiser progredir na vida, esqueça a síndrome da perfeição. Ficar repetindo para si mesmo que não pode falhar torna tudo mais difícil.
A capacidade de uma pessoa se doar, de prestar serviços úteis ao próximo e à comunidade sem interesses financeiros é muito importante para a auto-estima. Quando fazemos coisas de graça, o mundo sempre nos retribui de alguma forma.
A única ferramenta que leva as pessoas ao sucesso você também tem: é o cérebro.
De modo geral, a educação que recebemos na escola privilegia o desenvolvimento do hemisfério esquerdo do cérebro, que é a parte lógica e analítica de nosso cérebro. O desenvolvimento do hemisfério esquerdo, em que fica a intuição e a criatividade, costuma ser deixado em segundo plano.
(...) Para alguém ser bem-sucedido, seus dois hemisférios cerebrais precisam trabalhar em equilíbrio e harmonia.
Há pessoas que vivem mais com o lado esquerdo do cérebro. Tudo na vida delas é arrumadinho, detalhado e certinho. Cada par de meias ocupa sempre o mesmo lugar na gaveta. (...) Enxergam cada detalhe da árvore, mas são incapazes de ver a floresta.
(...) Por outro lado, existem aquelas pessoas que passam o dia todo sentadas ao redor de barraquinhas de bijuteria, nas feiras hippies. São sonhadoras, com preocupações sociais, lêem grandes filósofos, mas, muitas vezes, não possuem nem casa para morar. Elas desenvolvem apenas o lado direito do cérebro: vêem a floresta, mas não conseguem ver a árvore.
Isso mostra que, para ser bem-sucedido na vida, é preciso trabalhar os dois hemisférios cerebrais: o esquerdo e o direito. (...) As pessoas costumam sair da escola trabalhando muito com um único hemisfério cerebral: ou são muito metódicas e pouco criativas, ou de muita criatividade sem qualquer sentido prático.
A diferença é esta: quem, no seu dia-a-dia, conseguir integrar os dois hemisférios cerebrais aumenta a inteligência e percebe mais oportunidades na vida.
Você sabia que a habilidade de focalizar o detalhe e o conjunto ao mesmo tempo é uma característica das pessoas bem-sucedidas?
Eureca! Quer dizer “achei” em grego.
Quanto mais você utilizar o seu hemisfério direito, mais se modifica a sua percepção. E, à medida que você modifica a sua percepção, mais você transforma a própria realidade.
É só com a participação do hemisfério direito do cérebro que se vai conseguir mudar crenças, percepções, comportamentos e, em conseqüência, os resultados.
O segredo não é ver para crer, como queria São Tomé. O que importa é crer para ver.
É possível mudar uma realidade desde que modifiquemos nossas crenças a respeito dela.
A crença determina seus atos e seus atos determinam seus resultados.
Se você tiver uma crença positiva, vai produzir atos e resultados positivos. Se tiver uma crença negativa, vai colher atos e resultados negativos.
A sua vida é repleta de oportunidades. Acontece que, muitas vezes, você não as consegue ver.
As oportunidades estão onde você está. Não adianta mudar de casa, de cidade, pois o problema vai junto. O segredo é mudar a percepção: mudando a percepção, você muda a realidade.
Se você não gosta de si mesmo, o mundo também não vai gostar.
Na era da agricultura, mandava quem tinha terras. Na era industrial, mandava quem tinha dinheiro. Na era da informação, manda quem tem informação. Mas a informação, para ser válida, precisa ser comunicada.
Napoleon Hill comprovou que, diante de um copo com água até a metade, pessoas bem-sucedidas tendem a dizer que o copo está meio cheio, e não meio vazio. Ou seja, elas vêem a parte positiva.
Somos animais lingüísticos, é a linguagem que nos diferencia dos outros seres e nos faz humanos. Somos humanos graças à linguagem. Então, usando-a, podemos recodificar nosso cérebro.
As interpretações, em nossa vida, costumam ser mais importantes que os fatos.
As crenças que você traz foram codificadas lingüisticamente em seu cérebro. Ou seja: foi pela linguagem que você aprendeu a acreditar nos valores que hoje determinam seu comportamento. Portanto, existe a possibilidade de que, também por meio da linguagem, essas crenças sejam reprogramadas e recodificadas em seu cérebro.
Trazemos escrito na testa, com tinta invisível, o quanto valemos.
Se tiver sucesso dentro do seu cérebro, o sucesso virá.
A declaração cria realidade.
Você tem autoridade para declarar o que você é. E o que você declarar é o que passará a ser a sua realidade.
Primeiro você é, depois você faz, depois você tem.
Primeiro, você declara que é próspero; depois, você passa a fazer o que as pessoas prósperas fazem; depois você tem prosperidade.
O segredo está na ordem das coisas. Não é Ter-Fazer-Ser, como a maioria das pessoas pensa, Ser-Fazer-Ter. Lembre-se disso.
Se quiser progredir na vida, esqueça a síndrome da perfeição. Ficar repetindo para si mesmo que não pode falhar torna tudo mais difícil.
A capacidade de uma pessoa se doar, de prestar serviços úteis ao próximo e à comunidade sem interesses financeiros é muito importante para a auto-estima. Quando fazemos coisas de graça, o mundo sempre nos retribui de alguma forma.
TEM O PODER DA ALCANÇAR RIQUEZAS (LAURO TREVISAN)
O caminho da riqueza é a mente ligada na riqueza
As suas riquezas serão criadas pela sua mente. Por isso, se diz,com toda razão, que riqueza é estado de espírito.
Pensamentos de riqueza atraem a riqueza.
Toda riqueza material é resultado de riqueza mental. A riqueza, pois, começa primeiro mentalmente.
Primeiro o pensamento, depois objeto; assim é a Lei. (Andersen em “O Poder da Energia Mental”)
Porque é dando que se recebe. (São Francisco)
“Não vou deixar que aprenda sobre o meu negócio senão ele vai fazer concorrência e vai me prejudicar”. Quem pensa dessa maneira revela pensar negativo. Só você pode prejudicar você, criando pensamentos negativos, que vão lhe produzir resultados negativos.
Você progredirá cada vez mais, não enquanto não existirem outras pessoas com o mesmo negócio, mas enquanto sua mente estiver positiva e você visualizar o seu sucesso.
Tenha a convicção absoluta de que tudo o que você deseja ou precisa existe e já é seu. Está, por assim dizer, no depósito universal à sua espera.
Todas as coisas lhe são dadas de acordo com o seu pensamento.
O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. (Buda em “O pensamento vivo de Buda”)
Se você mentaliza uma casa, atrai uma casa.
Para quem tem a mente voltada irresistivelmente para o sucesso, todos os acontecimentos o conduzirão ao sucesso.
Você recebe sempre o que tem certeza que vai receber. Portanto, você é o seu próprio limite.
As pessoas são o que é a sua mente em relação às pessoas. O mundo é o que é a sua mente em relação ao mundo.
A matéria nasce da energia mental.
Deus dá a linha a quem tece. (ditado popular)
Uns repartem o que é seu e ficam mais ricos; outros arrebatam o que não é seu, e sempre estão em pobreza. (Prov. 11,24)
O mapa da mina está em usar as horas que o presidiário passa na cadeia, ao léu, para incutir na sua cabeça os princípios universais da humanidade, de amor, de honestidade, de força interior, de equilíbrio metal e emocional.
(...) Ele ouvirá durante oito ou dez horas por dia, num nível metal poderoso, mensagens como estas (...) “Eu gosto de trabalhar”, “Só existe paz e amor dentro de mim”, “Só eu posso fazer minha felicidade”, “Só o Bem é que me traz recompensa”, “Eu amo a minha vida e respeito a vida dos outros”, “Sou uma pessoa calma” (...) “Sei que tenho capacidade e inteligência para trabalhar e enriquecer honestamente”.
(...) Imagine que uma pessoa, ouvindo durante três meses estas afirmações, estará gravando na sua mente subconsciente uma nova programação mental durante setecentas e vinte horas. Não há quem resista.
(...) Aí está a redenção dos marginais e delinqüentes.
Não se trata de dopar mentalmente, nem de hipnotizar. Trata-se de plantar uma nova semente – positiva e saudável – na mente subconsciente do indivíduo. Dá certo.
O mal é feito unicamente pelo eu, nasce do eu, é trazido à existência pelo eu. (Buda em “O pensamento Vivo de Buda”)
O nome de Deus e a Presença Divina sempre estão envolvidos em abundância e prosperidade. O livro do Eclesiástico, que faz parte da Bíblia, fala assim de Deus: “Ele aumentou a glória de Aarão, deu-lhe patrimônio, destinou-lhe as oferendas das primícias, em primeiro lugar pão em abundância”. (Ec 45, 20-21)
Já o apóstolo Paulo, na sua carta a Timóteo, assim escreveu: “Deus, o qual nos dá abundantemente todas as coisas para nosso uso”. (Tim, 17)
Que estais a inquietar-vos de não terdes pão? Ainda está tão cego o vosso coração? Tendes olhos e não vedes? Tendes ouvidos e não ouvis? Já não vos lembrais quando parti os cinco pães para os cinco mil? (Mc 8, 14)
(...) os discípulos estavam pensando em pão. Jesus os repreendeu por se preocuparem com o pão, porque este nunca faltaria. O Pai Celestial sempre daria o pão de cada dia.
Quando as multidões, que acompanhavam o Mestre, estavam famintas, ele não pediu que sofressem por amor ao Pai, mas realizou o milagre da multiplicação dos pães. E a comida foi distribuída em larga abundância, de tal forma que todos comeram, ficaram fartos, e ainda sobraram muitos cestos cheios de restos.
Por ocasião da festa de casamento, em Cana, ao faltar vinho, Jesus transformou a água em vinho de primeira qualidade e todos comeram e beberam à vontade.
Seria ridículo pensar que Jesus tenha passado fome e privações, quando ele sabia que a fonte de tudo estava no seu interior.
Nota do editor TOM ROJANEN: Multiplicar os pães pode ser uma metáfora usada para substituir a persuasão de Jesus em convencer as pessoas ricas a partilharem suas sobras com quem não tinha nada. Vinho é símbolo de confraternização. Quando Jesus transformou água em vinho, talvez essa parábola queira significar a habilidade que Jesus tinha em transformar ambientes hostis em ambientes harmoniosos. Independente de suas reais significações, essas passagens deixam claro que Jesus não pregava o sofrimento nem a pobreza. Suas ações sempre estavam voltadas para a prosperidade, para a abundância, e para o bom entendimento de todos.
Um dos motivos que leva muita gente a ter medo da riqueza material é porque pensam que Jesus era pobre, sofredor de privações, e ensinou que seus seguidores deveriam ser assim também.
Jesus não era pobre, porque sabia que no seu interior habitava o Pai, que tudo lhe dava.
Os favelados vivem sem riqueza e nem por isso são obrigatoriamente santos ou virtuosos. A virtude é resultado da ação mental e não da carência de bens materiais.
Quem diz que Jesus nasceu numa gruta foi apenas o evangelista Lucas. Já o evangelista Mateus fala em casa.
(...) Entraram na casa e viram o menino com Maria, sua mãe, prostraram-se em terra e o adoraram. (Mt 2, 1-12)
Há uma passagem no evangelho que os defensores da pobreza como modo cristão de vida citam em primeiro lugar. A história de que é mais um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que m rico entrar no reino dos céus. (...) disse Jesus: “Como é difícil entrarem no reino de Deus os que põem sua confiança nas riquezas. Mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. (...) O jovem queria segui-lo.Estava portanto, a fim de ser discípulo de Jesus. Como a missão de Jesus era percorrer os caminhos do mundo e levar a sua mensagem às cidades,às vilas, aos povoados, a todas as regiões, é mais do que lógico que o seguidor do Mestre não poderia estar ligado a outros compromissos que o impedissem de acompanhar as jornadas de Jesus. Naquele momento da opção, o moço devia decidir: Ou deixar tudo e seguir Jesus por toda parte, ou voltar para os seus negócios; porque as duas coisas ele não conseguiria fazer ao mesmo tempo.
Estava sendo testada a verdadeira vocação do rapaz. O que ele gostava mesmo de fazer era dedicar-se aos seus negócios, às suas atividades, que, sem dúvida nenhuma, também eram necessárias para a comunidade. Ao perceber que era, de fato, isso que mais queria entre as duas possibilidades de escolha, ficou triste porque não poderia seguir o Mestre, que ele tanto amava e cuja pregação o fascinava e atraía.
(...) Desfazer-se dos empreendimentos não era uma determinação dada a todo ser humano, mas, sim, àqueles que quisessem ser discípulos de Jesus, pelo simples fato de que não teriam condições de atender às duas coisas ao mesmo tempo.
(...) Reino dos céus – a que se referia Jesus aqui – não é o reino da outra vida, como muitos podem supor, mas um estado interior de felicidade.
Se alguém põe sua confiança unicamente nas riquezas, estará sempre preocupado, angustiado, com medo, tenso, porque pode, de um dia para o outro, perder tudo o que tinha. E, se uma pessoa vive tensa, nervosa, preocupada, angustiada, não está vivendo no reio dos céus, mas num reino de preocupações e doenças.
Disse Jesus: “O dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia a sua lida”.
Jesus não está pregando a imprevidência ou a irresponsabilidade. Nem está dizendo que você não deve ter planos, programas; muito menos que não deve estabelecer uma visão definida e firme de seus ideais futuros. Está simplesmente ensinando que você não deve criar pensamentos negativos de medo, de aflição, de apreensão, de angústia, de nervosismo, de depressão, de impaciência, porque estas projeções mentais criam seu inferno interior, ao invés de criar o estado interior de reino dos céus.
As suas riquezas serão criadas pela sua mente. Por isso, se diz,com toda razão, que riqueza é estado de espírito.
Pensamentos de riqueza atraem a riqueza.
Toda riqueza material é resultado de riqueza mental. A riqueza, pois, começa primeiro mentalmente.
Primeiro o pensamento, depois objeto; assim é a Lei. (Andersen em “O Poder da Energia Mental”)
Porque é dando que se recebe. (São Francisco)
“Não vou deixar que aprenda sobre o meu negócio senão ele vai fazer concorrência e vai me prejudicar”. Quem pensa dessa maneira revela pensar negativo. Só você pode prejudicar você, criando pensamentos negativos, que vão lhe produzir resultados negativos.
Você progredirá cada vez mais, não enquanto não existirem outras pessoas com o mesmo negócio, mas enquanto sua mente estiver positiva e você visualizar o seu sucesso.
Tenha a convicção absoluta de que tudo o que você deseja ou precisa existe e já é seu. Está, por assim dizer, no depósito universal à sua espera.
Todas as coisas lhe são dadas de acordo com o seu pensamento.
O que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos. (Buda em “O pensamento vivo de Buda”)
Se você mentaliza uma casa, atrai uma casa.
Para quem tem a mente voltada irresistivelmente para o sucesso, todos os acontecimentos o conduzirão ao sucesso.
Você recebe sempre o que tem certeza que vai receber. Portanto, você é o seu próprio limite.
As pessoas são o que é a sua mente em relação às pessoas. O mundo é o que é a sua mente em relação ao mundo.
A matéria nasce da energia mental.
Deus dá a linha a quem tece. (ditado popular)
Uns repartem o que é seu e ficam mais ricos; outros arrebatam o que não é seu, e sempre estão em pobreza. (Prov. 11,24)
O mapa da mina está em usar as horas que o presidiário passa na cadeia, ao léu, para incutir na sua cabeça os princípios universais da humanidade, de amor, de honestidade, de força interior, de equilíbrio metal e emocional.
(...) Ele ouvirá durante oito ou dez horas por dia, num nível metal poderoso, mensagens como estas (...) “Eu gosto de trabalhar”, “Só existe paz e amor dentro de mim”, “Só eu posso fazer minha felicidade”, “Só o Bem é que me traz recompensa”, “Eu amo a minha vida e respeito a vida dos outros”, “Sou uma pessoa calma” (...) “Sei que tenho capacidade e inteligência para trabalhar e enriquecer honestamente”.
(...) Imagine que uma pessoa, ouvindo durante três meses estas afirmações, estará gravando na sua mente subconsciente uma nova programação mental durante setecentas e vinte horas. Não há quem resista.
(...) Aí está a redenção dos marginais e delinqüentes.
Não se trata de dopar mentalmente, nem de hipnotizar. Trata-se de plantar uma nova semente – positiva e saudável – na mente subconsciente do indivíduo. Dá certo.
O mal é feito unicamente pelo eu, nasce do eu, é trazido à existência pelo eu. (Buda em “O pensamento Vivo de Buda”)
O nome de Deus e a Presença Divina sempre estão envolvidos em abundância e prosperidade. O livro do Eclesiástico, que faz parte da Bíblia, fala assim de Deus: “Ele aumentou a glória de Aarão, deu-lhe patrimônio, destinou-lhe as oferendas das primícias, em primeiro lugar pão em abundância”. (Ec 45, 20-21)
Já o apóstolo Paulo, na sua carta a Timóteo, assim escreveu: “Deus, o qual nos dá abundantemente todas as coisas para nosso uso”. (Tim, 17)
Que estais a inquietar-vos de não terdes pão? Ainda está tão cego o vosso coração? Tendes olhos e não vedes? Tendes ouvidos e não ouvis? Já não vos lembrais quando parti os cinco pães para os cinco mil? (Mc 8, 14)
(...) os discípulos estavam pensando em pão. Jesus os repreendeu por se preocuparem com o pão, porque este nunca faltaria. O Pai Celestial sempre daria o pão de cada dia.
Quando as multidões, que acompanhavam o Mestre, estavam famintas, ele não pediu que sofressem por amor ao Pai, mas realizou o milagre da multiplicação dos pães. E a comida foi distribuída em larga abundância, de tal forma que todos comeram, ficaram fartos, e ainda sobraram muitos cestos cheios de restos.
Por ocasião da festa de casamento, em Cana, ao faltar vinho, Jesus transformou a água em vinho de primeira qualidade e todos comeram e beberam à vontade.
Seria ridículo pensar que Jesus tenha passado fome e privações, quando ele sabia que a fonte de tudo estava no seu interior.
Nota do editor TOM ROJANEN: Multiplicar os pães pode ser uma metáfora usada para substituir a persuasão de Jesus em convencer as pessoas ricas a partilharem suas sobras com quem não tinha nada. Vinho é símbolo de confraternização. Quando Jesus transformou água em vinho, talvez essa parábola queira significar a habilidade que Jesus tinha em transformar ambientes hostis em ambientes harmoniosos. Independente de suas reais significações, essas passagens deixam claro que Jesus não pregava o sofrimento nem a pobreza. Suas ações sempre estavam voltadas para a prosperidade, para a abundância, e para o bom entendimento de todos.
Um dos motivos que leva muita gente a ter medo da riqueza material é porque pensam que Jesus era pobre, sofredor de privações, e ensinou que seus seguidores deveriam ser assim também.
Jesus não era pobre, porque sabia que no seu interior habitava o Pai, que tudo lhe dava.
Os favelados vivem sem riqueza e nem por isso são obrigatoriamente santos ou virtuosos. A virtude é resultado da ação mental e não da carência de bens materiais.
Quem diz que Jesus nasceu numa gruta foi apenas o evangelista Lucas. Já o evangelista Mateus fala em casa.
(...) Entraram na casa e viram o menino com Maria, sua mãe, prostraram-se em terra e o adoraram. (Mt 2, 1-12)
Há uma passagem no evangelho que os defensores da pobreza como modo cristão de vida citam em primeiro lugar. A história de que é mais um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que m rico entrar no reino dos céus. (...) disse Jesus: “Como é difícil entrarem no reino de Deus os que põem sua confiança nas riquezas. Mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. (...) O jovem queria segui-lo.Estava portanto, a fim de ser discípulo de Jesus. Como a missão de Jesus era percorrer os caminhos do mundo e levar a sua mensagem às cidades,às vilas, aos povoados, a todas as regiões, é mais do que lógico que o seguidor do Mestre não poderia estar ligado a outros compromissos que o impedissem de acompanhar as jornadas de Jesus. Naquele momento da opção, o moço devia decidir: Ou deixar tudo e seguir Jesus por toda parte, ou voltar para os seus negócios; porque as duas coisas ele não conseguiria fazer ao mesmo tempo.
Estava sendo testada a verdadeira vocação do rapaz. O que ele gostava mesmo de fazer era dedicar-se aos seus negócios, às suas atividades, que, sem dúvida nenhuma, também eram necessárias para a comunidade. Ao perceber que era, de fato, isso que mais queria entre as duas possibilidades de escolha, ficou triste porque não poderia seguir o Mestre, que ele tanto amava e cuja pregação o fascinava e atraía.
(...) Desfazer-se dos empreendimentos não era uma determinação dada a todo ser humano, mas, sim, àqueles que quisessem ser discípulos de Jesus, pelo simples fato de que não teriam condições de atender às duas coisas ao mesmo tempo.
(...) Reino dos céus – a que se referia Jesus aqui – não é o reino da outra vida, como muitos podem supor, mas um estado interior de felicidade.
Se alguém põe sua confiança unicamente nas riquezas, estará sempre preocupado, angustiado, com medo, tenso, porque pode, de um dia para o outro, perder tudo o que tinha. E, se uma pessoa vive tensa, nervosa, preocupada, angustiada, não está vivendo no reio dos céus, mas num reino de preocupações e doenças.
Disse Jesus: “O dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia a sua lida”.
Jesus não está pregando a imprevidência ou a irresponsabilidade. Nem está dizendo que você não deve ter planos, programas; muito menos que não deve estabelecer uma visão definida e firme de seus ideais futuros. Está simplesmente ensinando que você não deve criar pensamentos negativos de medo, de aflição, de apreensão, de angústia, de nervosismo, de depressão, de impaciência, porque estas projeções mentais criam seu inferno interior, ao invés de criar o estado interior de reino dos céus.
sábado, outubro 18, 2008
Longevidade: o segredo da dieta japonesa

Simples e saborosa dieta é capaz de proporcionar uma vida longa e saudável, dizem estudos
Arroz, peixe, algas e soja: estudos comprovam que essa simples e saborosa dieta é capaz de proporcionar uma vida longa e saudável. Prova disso são os japoneses, que se utilizam desse cardápio há centenas de anos e são as pessoas com maior expectativa de vida no Planeta.
Comer menos para viver mais
Já foi provado que a redução de calorias na dieta prolonga a vida de camundongos. Em humanos, isso nunca foi testado. Mas uma redução equivalente para o homem seria 1050 a 1570 calorias, metade ou 3/4 das 2100 calorias diárias recomendadas pelos Estados Unidos.
Essa quantidade equivaleria à antiga dieta japonesa, composta de peixe, arroz, legumes, verduras, derivados de soja e algas.
Receita para viver mais
“O arroz deve ser o alimento básico, fornecendo metade das calorias necessárias. Para acompanhar o cereal, deve-se consumir peixe ou frutos do mar (100g por dia). Se o cardápio for de legumes e verduras, deve-se consumir 350g diariamente“
- Yukio Yamori, diretor do Centro de Pesquisa em Prevenção de Doenças Cardiovasculares no Japão
Os habitantes do Japão vivem, em média, 81,1 anos (homens 77,6 e mulheres 84,6), segundo o Ministério da Saúde japonês, e 73,6 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (que desconta os anos de doença). Nos dois casos, é a mais alta expectativa de vida do Planeta.
Apesar de os nipônicos com menos de 40 anos estarem optando por uma dieta mais ocidentalizada com muita gordura, açúcar e poucos legumes e verduras –, a alimentação continua sendo o fator decisivo para a vida longa japonesa. Isso porque pessoas com mais de 40 anos respondem por metade da população do Japão, e são elas que hoje envelhecem e costumam passar dos 70.
Herança genética

Se você tem antepassados que viveram muito, suas chances de viver mais são maiores.
Já foi provado que a redução de calorias na dieta prolonga a vida de camundongos. Em primatas ou humanos, isso nunca foi testado em laboratório, mas uma redução equivalente para o homem seria metade ou 3/4 das 2,1 mil calorias diárias recomendadas pelo governo dos Estados Unidos. Essa quantidade equivaleria a um dia da antiga dieta japonesa: à base de peixe, arroz, legumes, verduras, soja e algas.
A moderação japonesa pode ser conferida no ditado milenar sobre alimentação: “hara hachi bu” (“oito décimos da barriga”). A expressão é uma recomendação para parar de comer no ponto em que faltem 20% para a barriga encher. A ciência já comprovou o ditado, pois a comunicação do estômago com o cérebro demora. Quando sentimos o estômago cheio, na verdade, ele está com 20% a mais de comida.
O baixo consumo de calorias reduz os efeitos negativos dos radicais livres, moléculas que agem no organismo e que estão envolvidas nos efeitos degenerativos do envelhecimento, incluindo câncer e problemas do coração. A reduzida mortalidade por problemas cardíacos em idosos é explicada pelo baixo consumo de colesterol ruim (gordura saturada) – abundante na carne vermelha, nos laticínios e na manteiga.
Centenários
A dieta tradicional japonesa é o principal fator pela longevidade no país O Japão é um dos países com o maior número de centenários: 17.934 (em uma população de 120 milhões), segundo o Ministério da Saúde. A maior parte deles está em Okinawa, ilha ao sul do Japão. Esse número tende a aumentar, já que, há dez anos, não havia sequer 9 mil centenários no arquipélago. Em 2020, o Japão será o país com mais idosos no mundo (31% da população), segundo a OMS. Atualmente, a Grécia e a Itália são as nações com pessoas com mais de 65 anos) na população: 23%. O Japão tem hoje 18,5% (cerca de 22,2 milhões de pessoas).
Mais de 60% dos centenários japoneses são mulheres. Ainda não se sabe por que a mulher sempre vive mais, em qualquer parte do mundo. Uma das explicações é que elas têm menos hábitos auto-destrutivos. Outra razão é a genética. Segundo o cardiologista japonês Makoto Suzuji, a genética responde por 1/3 dos fatores envolvidos em uma longa vida, segundo seu livro The Okinawa Program, que mostra por que os idosos de Okinawa têm a vida mais longa do globo. Ou seja, se tem antepassados que viveram muito, as chances de a pessoa viver mais são grandes. Segundo o livro, o principal fator para a vida longa na ilha é a dieta de vegetais, frutas, peixe, frutos do mar e moderação.
Em Okinawa, idosos consomem 25% dos níveis do sal e açúcar que costumam ser digeridos no restante do país. Também comem duas vezes mais peixe e três vezes mais vegetais que os demais nipônicos.
A ilha é o lugar do Japão onde se comem mais algas, ricas em minerais e fibras saudáveis, além de muito tofu e natô, ricos em soja. O prato nacional de Okinawa é o goyaa champuru, uma mistura cozida de carne de porco, tofu, ovos, grãos de soja e goyaa — um vegetal local amargo, rico em polifenol. Essa substância é um pigmento — encontrado também no vinho tinto – que retarda o envelhecimento das células. Outra vantagem de Okinawa é o modo como os idosos lidam com o estresse. Fortes laços sociais e o espírito comunitário garantem uma maneira positiva de viver o dia-a-dia.
Apesar de não haver provas científicas, a maioria dos especialistas concorda que os japoneses vivem mais também por fatores genéticos. “Ainda não há provas concretas, mas a raça japonesa talvez carregue genes da longevidade”, afirma Kyoji Ikeda, geriatra do Instituto Nacional das Ciências da Longevidade. Segundo Ikeda, outro ponto relacionado aos genes que podem contribuir para a vida longa dos japoneses é o fato de que houve poucas misturas de etnias no Japão. O médico-geriatra Yasuyoshi Ouchi, da Universidade de Tokyo, concorda. “Nos Estados Unidos, por exemplo, há muitas etnias e misturas.
E as pessoas das etnias que respondem mal ao ambiente e morrem diminuem a longevidade. Como o Japão é formado por praticamente uma só etnia (e ela responde bem ao ambiente), a expectativa de vida não chega a ser reduzida por esse motivo”, acredita Ouchi.
Maus hábitos
Quem mora no Japão deve se perguntar como é que os japoneses conseguem viver tanto sendo notórios fumantes, consumidores de álcool e trabalhadores incansáveis?
A resposta, de novo, é a alimentação. “Uma dieta saudável compensa esses hábitos degenerativos”, afirma o gerontólogo Shirasawa Takuji. Ele acredita que o trabalho excessivo não prejudica muito a saúde, “desde que seja realizado com prazer”.
“Japoneses gostam de trabalhar. Para nós, isso não é estresse. Eu trabalho 14 horas por dia. Gosto do que faço e isso não é sofrimento”, diz Takuji. Para o geriatra Kyoji Ikeda, o modo de vida é fundamental. E a psicologia nipônica de sempre evitar atritos é uma vantagem. “Psicologicamente (os japoneses) sempre visam a vida sem estresse”, diz o pesquisador.
As tradições familiares também formam outro ponto importante no aspecto mental, que ajuda a pessoa a viver melhor. “Até pouco tempo atrás, três gerações viviam sob o mesmo teto. Acredito que a convivência com pessoas mais velhas acrescenta paz e calma na formação das crianças”, aponta.
Outro fato interessante é o “tipo diferente” de estresse dos japoneses. “No Japão, o homem se preocupa mais com o sustento da família. É um ‘pai financeiro’, muito mais que em outros países. Assuntos de criação e educação são com as mulheres. Não tem pai que se estresse com assuntos familiares”, aponta o geriatra Takuji.
Apesar de recomendar a dieta japonesa aos brasileiros, Shirasawa não tem tanta certeza dos resultados. “A dieta pode trazer alguns anos a mais de vida. Mas redução da mortalidade só acontece com estrutura hospitalar, distribuição de renda, saneamento, campanhas de vacinação e conscientização contra doenças.” Yasuyoshi Ouchi, da Universidade de Tokyo, também recomenda a dieta japonesa aos brasileiros, mas sugere moderação no sal. “Não é difícil se acostumar com alimentos com pouco sal para ter mais saúde”, diz Ouchi. Para quem quer viver mais e melhor, o sacrifício compensa.
O que comer para viver mais
Tofu (derivado da soja) contém fitoestrógeno, hormônio que reduz a incidência de câncer de mama, próstata e doenças do coração
Mulheres que tomam missoshiro (derivado da soja) em todas as refeições têm 40% menos chances de desenvolver câncer de mama, segundo pesquisa do Centro Nacional do Câncer do Japão O consumo freqüente de natô (derivado da soja) ajuda a dissolver os coágulos e acúmulos de colesterol na circulação sanguínea, prevenindo ataques cardíacose derrames
Os chás tradicionais japoneses, sem açúcar, relaxam, ajudam na digestão, estabilizam a pressão e, acredita-se, têm propriedades antiinflamatórias
Reportagem: Emersom Satami
O arroz na dieta japonesa
Um dos alimentos mais básicos na culinária japonesa, o cereal tem importante valor nutritivo
O ARROZ

O arroz – ingrediente mais básico da refeição japonesa – é uma das armas da longevidade. Segundo estudos feitos por Masatoshi Fujishima, professor da Universidade de Kyushu e chefe do Instituto de Pesquisa do Oeste do Japão, quem se alimenta regularmente do cereal apresenta menores chances de desenvolver o mau colesterol (chamado LDL), hipertensão, diabete e câncer no intestino.
O médico alerta que o excesso de gordura no sangue propicia o entupimento das veias do coração, podendo causar derrames. Como o consumo de arroz entre os japoneses caiu significativamente nos últimos 20 anos, o número de pessoas obesas e com colesterol cresceu no arquipélago.
Rico em amido, o arroz é um alimento energético de vital importância, gerando força e energia para que o corpo humano desempenhe todas as funções.
Recomendado na dieta de convalescentes de quase todas as doenças, o arroz contém aproximadamente 7% de proteína, 12% de água e, em menor quantidade, celulose, matéria graxa, cloreto de potássio, magnésio, manganês, sais de cálcio e de potássio, enxofre, óxido de ferro, cloro, ácido fosfórico e outras vitaminas.
Comparado a outros cereais de importante valor nutritivo, o arroz só fica abaixo do trigo e do milho.
Sua quantidade limitada de proteína, substâncias minerais e gordurosas e algumas vitaminas é compensada, no entanto, pela fácil digestão – a assimilação pelo organismo não ultrapassa uma hora – e pela possibilidade de variadas combinações com outros alimentos que acabam preenchendo as necessidades nutritivas do ser humano.
Assim, carne, frango, peixe, ovos, feijão, soja, legumes e verduras constituem-se em algumas opções para complementar o prato do dia.
DIETA E ALGUMAS RECEITAS VEGETARIANAS

Existem muitos planos de alimentação vegetariana. No mínimo, excluem a carne e o peixe. Alguns vegetarianos não consomem ovos nem produtos lácteos. Os vegetarianos estritos (veganos) apenas consomem grãos, legumes, fruta, vegetais, nozes* e sementes, bem como produtos fabricados a partir destes alimentos. Esta Pirâmide da Dieta Vegetariana inclui quantidades moderadas de nozes* e sementes, clara de ovo, leite de soja e produtos lácteos, bem como óleos vegetais.
À medida que for elaborando o seu plano de alimentação vegetariana, pense em incluir produtos não baseados em carne, como salsichas vegetais, hambúrgueres de soja ou proteína de soja texturizada. Estes produtos, encontrados em muitos supermercados e lojas de produtos naturais, simulam o sabor e textura da carne, tendo normalmente menos gordura e calorias. Muitos destes produtos não baseados em carne, tais como tofu ou tempeh, são feitos a partir do feijão de soja.
As pessoas que seguem uma dieta vegana poderão ter de encontrar alternativas para os ovos e produtos lácteos. Experimente estas sugestões ao planear ou preparar uma refeição:
Leite. Beba leite de soja, leite de arroz ou leite de aveia em vez de leite de vaca.
Manteiga. Ao saltear, utilize água, caldo vegetal, margarina vegetal ou vinho em vez de manteiga. Nos artigos de pastelaria, utilize óleo vegetal.
Queijo. Utilize queijo de soja ou flocos de levedura de cerveja, os quais estão disponíveis em lojas de produtos naturais.
Ovos. Em artigos de pastelaria, experimente sucedâneos de ovo – um produto seco composto maioritariamente por fécula de batata. Em alternativa, utilize 1 colher de sopa linhaça moída e 3 colheres de sopa de água para substituir cada ovo. Para uma omeleta sem ovo, experimente usar tofu em vez de ovos.
Dieta Baseada em Vegetais: Garantir Uma Nutrição Adequada
Quanto mais restringir a sua dieta, mais difícil será obter todos os nutrientes de que necessita. Uma dieta vegana, por exemplo, elimina fontes alimentares de B12 e uma das melhores fontes de cálcio – os produtos lácteos. Outros nutrientes, tais como o ferro e o zinco, estão disponíveis numa dieta sem carne, mas terá de fazer um esforço adicional para garantir que os inclui na sua dieta.
Seguem-se alguns nutrientes que cujas quantidades poderão ser insuficientes numa dieta vegetariana, apresentando-se formas de obter esses nutrientes a partir de fontes vegetais:
Proteína. O seu corpo necessita de proteína para manter pele, ossos, músculos e órgãos saudáveis. Os vegetarianos que consomem ovos ou produtos lácteos dispõem de fontes convenientes de proteína. Outras fontes de proteína incluem produtos de soja, substitutos da carne, lentilhas, nozes*, sementes, alimentos integrais e leguminosas.
Cálcio. Este mineral ajuda a formar e manter dentes e ossos fortes. Os produtos lácteos magros e os legumes de folha verde, tais como brócolos e couve, são ricos em cálcio. Tofu, sumos de fruta e leite de soja enriquecidos com cálcio são outra alternativa saudável.
Vitamina B12. O seu corpo necessita de B12 para produzir glóbulos vermelhos e prevenir a anemia. Esta vitamina encontra-se quase exclusivamente em produtos de origem animal, incluindo o leite, os ovos e o queijo. Os veganos podem obter vitamina B12 a partir de suplementos que contenham esta vitamina, cereais enriquecidos ou produtos de soja fortificados.
Ferro. Tal como a vitamina B12, o ferro é um componente crucial dos glóbulos vermelhos. Os cereais enriquecidos, produtos integrais, legumes de folha verde, leguminosas e hortaliças são boas fontes de ferro. Para ajudar o seu organismo a absorver o ferro, consuma alimentos ricos em vitamina C – tais como morangos, citrinos, tomates, couve e brócolos – na mesma altura em que consumir alimentos que contenham ferro.
Zinco. Este mineral é um componente essencial de muitas enzimas e desempenha um papel na divisão de células e formação de proteínas. Boas fontes de zinco incluem produtos integrais, produtos de soja, nozes* e gérmen de trigo.
A chave para uma dieta vegetariana saudável, ou qualquer dieta, consiste em desfrutar de uma variedade de alimentos. Dado que nenhum alimento em particular fornecer todos os nutrientes de que o seu corpo necessita, consumir uma grande variedade assegura que obterá os nutrientes necessários e outras substâncias que promovem uma boa saúde.
Fazer a Mudança: Comece Por Aquilo Que Sabe
Se estiver a pensar mudar para uma dieta vegetariana mas não souber como começar, comece por aquilo que já sabe. Faça uma lista de refeições que prepare regularmente. Algumas destas refeições já poderão não conter carne, tais como esparguete ou salteado de legumes. Em seguida, escolha pratos que possam facilmente não conter carne com algumas substituições. Por exemplo, pode cozinhar chili vegetariano deixando de fora a carne e adicionando feijão preto ou granulado de soja. Ou cozinhe feijoada utilizando chouriço de soja em vez de carne e enchidos. Ficará surpreendido ao aperceber-se de que alguns pratos requerem apenas substituições simples.
Assim que tenha compilado uma lista de refeições vegetarianas, adicione novas ideias. Adquira livros de receitas vegetarianas. Pesquise na Internet menus vegetarianos ou sugestões de como substituir a carne. Vá a restaurantes étnicos e prove a cozinha vegetariana. Poderá constatar que fazer a mudança é mais fácil – e mais agradável – do que poderia pensar.
Independentemente da sua idade ou situação, uma dieta vegetariana bem planeada pode preencher as suas necessidades nutricionais. Mesmo as crianças e os jovens podem beneficiar de uma dieta baseada em vegetais, tal com as pessoas de mais idade e as mulheres grávidas ou a amamentar.
* Nozes incluem frutos secos com uma só semente como: noz, avelã, amêndoa e castanha.
Original da Mayo Clinic
Sopa de alga Dulse com aveia
Ingredientes:
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 cebola média
1 litro de água
115 g. de flocos de aveia
50 g de alga Dulse, lavada e cortada aos pedaços
sal, salsa picada
cenoura picada ou agrião
Gelatina de limão
Ingredientes:
1 litro de sumo de maçã
1 colher de alga ágar-ágar
4 colher de farinha de araruta
1 limão
baunilha q.b
3/4 de frasco de geleia de milho ou mel de arroz
Ingredientes:
Esparguete com algas
1/4 kg de esparguete inteiro
4 cenouras
1 cabeça de alhos
1/2 couve repolho
1 chávena de algas hiziki demolhadas
4 folhas de louro
1 colher de sopa de orégãos
gengibre
azeitonas
azeite
Arroz difuso
Ingredientes:
1/2 kg de arroz integral
1/2 kg de brócolos
4 alcachofras (facultativo)
3 beringelas
2 pimentos vermelhos
1 chávena de algas hiziki (já demolhadas durante 10h)
1 chávena de vinho branco
1 copo de azeite
sumo de 3 limões
1 ramo de coentros
2 folhas de louro
3 colheres de sopa de tomilho
azeitonas
Batatas com cogumelos
Ingredientes (para 2 pessoas):
7 batatas médias (de preferência novas)
1 cebola média
5 dentes de alho
250g de cogumelos enlatados
algas kombu
½ molho de hortelã ou coentros
sal q.b
azeite q.b
vinagre q.b
Pudim de manga
Ingredientes (4 pessoas):
3 mangas
½l leite de soja
1 colher de sopa de açúcar mascavado
6 colheres de sopa da alga agar-agar em flocos
Estufado de Hiziki
Ingredientes:
1 chávena de algas hiziki
5 ou 6 batatas
2 cebolas
4 pimentos verdes
2 pimentos vermelhos
5 ou 6 alcachofras
1 colher (de sopa) de sementes de cardamomo ou mostarda
½ copo de vinho branco
1 ramo de salsa
Sopa de alga Dulse com aveia
Ingredientes:
1 colher de sopa de óleo vegetal
1 cebola média
1 litro de água
115 g. de flocos de aveia
50 g de alga Dulse, lavada e cortada aos pedaços
sal, salsa picada
cenoura picada ou agrião
Salada de Alga Dulse
Ingredientes:
vegetais
½ copo de água
2 colheres de sopa de tahini ou manteiga de amendoim
1 colher de pasta de umeboshi (ameixa salgada)
50 g de alga Dulse
3 cebolas pequenas e doces
Preparado com tempeh
Ingredientes (para 1 pessoa):
1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
3 colheres de sopa de azeite
1 tomate
2 folhas de algas
1 barra de tempeh
Tarte de Maçãs com Morangos
Ingredientes:
3 chávenas de farinha de trigo
1 ½ chávena de água
1 taça de morangos
4 maçãs
2 chávenas de sumo de maçã
1 colher de alga agar-agar
4 colheres de azeite
1 colher de sopa de açúcar ou frutose
sal q.b
Tostas com patê de algas
Ingredientes:
150g de tofu
20g de algas hiziki
1 colher de sopa de miso
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de manteiga de amendoim
1 chávena de água
ervas aromáticas q.b (tomilho, manjericão, salsa)
1 pão (integral, centeio ou broa de milho)
Mousse de framboesas
Ingredientes:
500ml de leite de soja
2 colheres de sopa de alga agar-agar
500g de framboesas frescas ou congeladas
1 colher de sopa de açúcar amarelo diluído numa colher de sopa de água morna
Alga kombu refogada
Ingredientes:
1 pedaço de alga marinha kombu de
1 colher de sopa de óleo
1 colher de sopa de cebola picada
1 colher de sopa de molho de soja
Gelatina de ananás
Ingredientes:
1 litro de sumo de ananás
2 colheres de sopa de alga ágar-ágar
pedaços de ananás q.b
Sushi vegetariano
Ingredientes (para 2 pessoas):
1 chávena almoçadeira de arroz carolino
água q.b
1 alga kombu cortada em tiras
vinagre de arroz q.b
2 folhas de alga nori
1 colher de sobremesa de wasabi (pó de rábano) diluído em
água até fazer pasta (facultativo)
legumes cortados às tiras: pimento, cenoura, pepino, etc.
molho de soja q.b
Arroz do mar vegan
Ingredientes:
arroz basmati branco q.b
cogumelos shitake q.b
1 pimento vermelho
algas esparguete do mar
80g de tofu
tomate q.b
coentros q.b
1 cebola
pimenta Caiena ou piripiri q.b
sal q.b
Rolos de algas marinhas
Ingredientes:
Para o patê:
½ chávena de nozes
2 chávenas de sementes de girassol de molho durante a noite
3 dentes de alho
1 chávena de aipo cortadinho
1 e ½ colher de chá de sal
1/3 de chávena de azeite (prensado a frio)
½ chávena de sumo de limão
1 colher de chá de pimenta do reino (ou outro tempero a gosto)
Pudim flã vegano
Ingredientes:
1l de leite de soja
6 colheres de açúcar mascavado (ou 4cs de geleia de arroz + 3cs de malte de cevada líquido)
2 paus de canela
casca de um limão
1 colher bem cheia de maisena (amido de milho)
1 colher bem cheia de flocos de agar-agar
caramelo líquido q.b, ou malte de cevada líquido aquecido até fazer ponto
Sopa de azuki e algas
Ingredientes:
1,5 l de água
300g de feijão azuki
4 dentes de alho
20g algas wakamé
100g okara (opcional)
2 colheres de miso ou molho de soja
Tarte de Frutos
Ingredientes:
Para a massa:
100g de amêndoa com pele
100g de nozes
50g de ameixas secas
50g de damascos secos
raspa de ½ limão
Salada muito colorida
Ingredientes:
1 cenoura
1 nabo
1 beterraba cozida
1 molho de agriões
20g de alga aramé
50g de nozes grosseiramente picadas
½ cebola
azeitonas q.b
azeite q.b
sal q.b
oregãos q.b.
Tarte de cânhamo e hijiki
Ingredientes:
Massa:
1 chávena e meia de farinha trigo com fermento
½ chávena de farinha de trigo integral
½ chávena de azeite
1 chávena de água
sal q.b.
Sopa de castanhas e algas
Ingredientes:
1kg de castanhas
2 cenouras
2 nabos
1 ou 2 cebolas (conforme o gosto)
1 tira de 5 cm de alga kombu
sal marinho q.b.
erva doce q.b.
Tarte de Diospiro
Ingredientes:
Base:
200g de bolacha maria vegana sem açúcar
2 colheres de sopa de margarina vegana
leite vegetal q.b.
Feijão mung com algas e cogumelos
Ingredientes:
1 chávena de feijão mung
4 cogumelos pleurotus frescos
algas chinesas q.b.
cebola picada q.b.
1 dente de alho picado
200g feijão verde
1 couve-flor pequena
caril q.b.
gengibre em pó q.b.
sal integral q.b.
água q.b.
azeite q.b.
Quinoa com algas
Ingredientes:
2 dentes de alho picados
azeite q.b.
1 tomate maduro
1 chávenas de quinoa
½ chávena de soja texturizada fina demolhada
2 colheres de sopa de mistura de algas para salada demolhadas (wakamé, nori e dulse)
noz-moscada moída q.b
orégãos secos q.b
sal integral q.b
água quente q.b.
Massa com tofu e algas
Ingredientes (para 4 pessoas):
esparguete ou outra massa
25g de algas aramé
azeite q.b
molho de soja q.b
1 cebola grande
1 cenoura
250g tofu
1 pacote de natas de soja
sal marinho q.b
Ingredientes:
Quibe Ayurvédico
1 chávena de triguilho (trigo para quibe)
2 ½ chávenas de água
1 pitada de sal
azeite q.b.
hortelã q.b.
sumo de limão q.b.
3 cenouras
1 alho francês
grão de bico / ou tofu
salsa e coentros
azeite q.b.
Sobremesa de café e baunilha com agar-agar
Ingredientes:
1 lt de café de cevada (pode ser instantâneo)
½ lt de sobremesa de soja de baunilha
1 colher de sopa de agar-agar em pó ou 1 barra
malte de cevada ou de arroz q.b
raspa de limão q.b
nozes ou amêndoas q.b
Guisado de algas aramé
Ingredientes (para 4 pessoas):
5 batatas médias
1 cebola
250g de lentilhas castanhas
30g de algas aramé
½ chávena de azeite
MATUSALÉM E A SUA PROVERBIAL LONGEVIDADE

Patriarca hebreu. Lê-se no Gênesis (V, 21-27) que era da raça abençoada de Seth; teve por pai Henoc, por filho Lamech, e por neto Noé. A cronologia dos Setenta, seguida pela Vulgata, indica que a sua vida durou 969 anos; também o seu nome passou a provérbio, e diz-se de um velho de idade muito avançada e conservando o seu vigor: chegará a idade de Matusalém.
Todavia, entre aqueles mesmos que tomam ao pé da letra as palavras da Bíblia, há não poucos que tem duvidas acerca das idades avançadas, que os patriarcas alcançavam.
Considerando exagerados os números que aparecem nas Escrituras, têm-se feito estudos e têm-se estabelecido diversas teorias, com a finalidade de encontrar uma explicação lógica e sistêmica para semelhante longevidade.
Afirma-se que nas primitivas épocas se serviam da lua para medir o tempo e como contar por meses teria sido muito fatigante, necessariamente foi escolhida uma divisão mais elástica.
Existe a teoria de que os primeiros anos se compunham de cinco meses, de trinta dias cada um, tomando o numero cinco por ser este o numero dos dedos da mão.
Também se disse que, antes de existirem os anos de cinco meses, houve anos de um mês, ou o que é o mesmo, que o período da revolução da lua equivalia a um ano. Os que afirmam isto, fundamentam-se nas longas idades alcançadas pelo primeiro homens bíblicos.
Nesta conformidade, os 930 anos da vida de Adão, calculados na razão de 29 dias e meio, dão 75 anos e aproximadamente 2,3797 meses, o que é já uma longevidade razoável.
Para que não paire dúvidas e desgaste aos nossos visitantes com os cálculos envolvidos, vejamos quais foram os critérios que utilizamos para chegarmos aos valores acima. Antes de tudo, convém explicarmos que trabalhamos com cifras astronômicas (aproximadas), ao invés de recorrermos aos calendários, gregoriano ou juliano e também ao chamado período juliano.
As lunações (Revolução Sinódica) aproximam-se astronomicamente do número 29,5305881 dias médios.
Por sua vez, o ano astronômico (Revolução Trópica) aproxima-se de 365,24219296 dias médios.
930 anos da vida de Adão (Bíblia) X 29,5305881 = 27.463,4469 dias médios;
27.463,4469 divididos por 365,24219296 dias médios = 75,1924 anos
Concluindo, aplicando-se uma regra de três simples, teremos:
1 ano = 365,24219296
0,1924 x
x = 365,24219296 vezes 0,1924 = 70, 2726 dias
70,2726 dias dividido por 29,5305881 = 2,3797 meses
Partindo-se desse pressuposto, os 969 anos atribuídos a Matusalém reduzem-se a 78 anos 4,2757 meses aproximadamente, como podemos constatar a seguir:
969 anos da vida de Matusalém (Bíblia) X 29,5305881 = 28.615,1399 dias médios;
28.615,1399 divididos por 365,24219296 dias médios = 78,3457 anos
Concluindo, aplicando-se uma regra de três simples, teremos:
1 ano = 365,24219296
0,3457 x
x = 365,24219296 vezes 0,3457 = 126,2642 dias
126,2642 dias dividido por 29,5305881 = 4,2757 meses
Baseado nesse raciocínio, Matusalém deixa de levar a "Palma de Ouro" no tocante a velhice, pois os seus famosos 969 anos ficam reduzidos a 78 e um pouco mais de 4 meses, com o que o famoso velho fica rejuvenescido como um Fausto.
Esta teoria tem muitos visos de verossimilhança se se observar, desde Noé a David a duração da vida é onze duodécimos partes mais curta do que nas épocas anteriores, indicio de que chegou uma época em que os anos abrangeram um espaço de tempo muito mais vasto. isto deve ter ocorrido ao descobrirem-se os equinócios da primavera e do outono, quando os dias e as noites são de duração igual.
Com o novo computo, o ano constava de cinco meses de trinta dias, e sobre a base de um ano de 150 dias, os 175 anos de Abraão reduzem-se a 72, os 180 de Isaac a 74.
RESSALVA- Considere o texto acima um mero apanhado; seria muita pretensão nossa, em assunto dessa magnitude, onde aprofundaram-se eruditos dos mais brilhantes, impor como verdade aos nossos visitantes assertivas que merecem um estudo bem mais aprofundado. Com o advento da Internet, principalmente na utilização de buscadores poderosos, enfatizando o Google, a tarefa do pesquisador ficou bem mais amenas.
Como subsidio, anexamos duas considerações,coletadas em buscas um pouco mais refinadas, que podem ajudar no aprofundamento dos estudos.
Primeira fonte:
CRONOLOGIA DOS TEMPOS BÍBLICOS
I - DESDE A CRIAÇÃO DO MUNDO ATÉ AO NASCIMENTO DE ABRAÃO.
Os dados para este período derivam dos registros da história hebraica em Gn 5: 1-32; 7: 11; 11: 10-26. Há vários métodos possíveis de interpretá-los, entre os quais, mencionaremos os seguintes:
(1) A genealogia foi elaboradas pelos escritores antigos de mesmo modo que o seria pelos autores modernos.
Adão - tendo vivido 130 anos, gerou a
Sete - que viveu 105 anos, gerou a
Enos - tendo vivido 90 anos, gerou a
Cainã - tendo vivido 70 anos, gerou a
Malaleel - tendo vivido 65 anos, gerou a
Jarede - tendo vivido 162 anos, gerou a
Enoque - tendo vivido 65 anos, gerou a
Matusalém - tendo vivido 187 anos, gerou a
Lameque - tendo vivido 182 anos, gerou a
Noé - tendo vivido 600 anos, Veio o dilúvio
Desde a criação do dilúvio = 1656 anos
Noé tendo vivido 500 anos gerou a
Sem - tendo vivido 100 anos, gerou a
Arfaxade - tendo vivido 35 anos, gerou a
Salá - tendo vivido 30 anos, gerou a
Heber - tendo vivido 34 anos, gerou a
Fáleque - tendo vivido 30 anos, gerou a
Ragaú - tendo vivido 32 anos, gerou a
Seruque - tendo vivido 30 anos, gerou a
Naor - tendo vivido 29 anos, gerou a
Terá - tendo vivido 70 anos, gerou a Abrão -
Depois do nascimento de Noé - 890 anos
Depois do dilúvio - 290 anos
Depois da criação do mundo - 1946 anos
Os dois anos mencionados em Gn 11: 10`, são adicionados a este resultado, pelo arcebispo Usher, segundo o qual, Terá gerou os seus filhos quando o mundo contava 1948 anos de existência. Por esta interpretação, Sem não podia ser o filho mais velho de Noé, como geralmente se crê, nascido quando o velho pai tinha 500 anos de idade, Gn 5: 32. Porém o capítulo 11: 10, tem outra explicação. Interpretando a data da genealogia como já foi dito, Noé tendo vivido 500 anos, gerou a Sem, que tendo vivido 100 anos, gerou a Arfaxade; portanto, este nasceu ao ano 601 da vida de Noé, isto é, no segundo ano civil, depois do ano diluvial, que se deu no ano 600 da vida de Noé, 7: 6, 11, que durou cinco meses daquele ano. Noé viveu 350 anos completos, 9: 28. Quando começou o dilúvio tinha 599 anos e alguns meses. Como vivesse 350 anos mais, veio a morrer, quando tinha 949 anos e alguns meses, isto é, no ano 950 de sua idade, 9: 29. Há discrepância entre o pentateuco hebraico, o samaritano e a versão dos Setenta. O texto hebraico é evidentemente o mais exato no que respeita a datas. Os Setenta, provavelmente, baseando-se na longevidade dos antediluvianos, e que antes de 150 anos não tinham o seu primeiro filho, tomaram a liberdade de acrescentar um século à data dos hebreus, o que eles fizeram, como se diz, no caso de Adão, Sete, Enos, Cainã, Malaleel e Enoque. As variações menores são as que se reférem a Lameque. O texto alexandrino e o luciano dão 188 + 565 = 753 anos, e Luciano divide a idade de Matusalém em 167 + 802 = 969 anos. O Pentateuco samaritano, sob a hipótese de que um antediluviano não poderia gerar filhos senão depois de 150 anos de idade, e vendo que Jarede somente os teve aos 162 e Matusalém, aos 187, (e segundo Luciano aos 167) e Lameque aos 182, reduziu os algarismos a 62, 67 e 53.
Deste modo, encurtou o total das existências, enquanto que os Setenta balancearam cuidadosamente as suas adições à primeira parte das vidas com as subtrações correspondentes da última parte, de modo que o total de cada existência era igual naquela versão, bem como no original hebraico, exceto no caso de Lameque. O mesmo se deu em referência aos patriarcas pós-diluvianos, anteriores a Abraão. Os Setenta hesitam em dar-lhes menos de 100 anos para o nascimento de seu primeiro filho, acrescenta 100 anos às idades em que foram gerados os filhos de Arfaxade de Salá, de Heber, de Fálegue, de Ragaú, de Serugue, e mais 50, à vida de Naor quando gerou Taré. Segundo os manuscritos de Alexandria e de Luciano, depois de Arfaxade, insere Cainã e diz que este gerou a Salá quando tinha 130 anos de idade. O Pentateuco samaritano concede que eles gerassem filhos depois de 50 anos, no caso Arfaxade, Salá, Heber, Fálegue, Ragaú e Serugue, acrescenta 100 anos à idade que o texto hebraico dá e mais 50 anos no caso de Naor.
(2) Admite-se que algumas, ou muitas linhas genealógicas tenham sido omitidas. Como se dá em outras genealogias dos hebreus, cada membro conta ser quem gerou o seu sucessor, ainda que este seja seu neto, ou ainda descendente mais remoto; como se dá com a genealogia real do evangelho segundo S. Mateus, onde desaparecem os nomes de três reis, Ocozias, Joás e Amazias, e onde se diz que Jorão gerou a Ozias, que era seu bisneto. Vê-se pois, que somente são mencionados os membros proeminentes da linha genealógica; ou ainda dão número determinado, habilmente escolhido para auxílio da memória. Assim pois, na genealogia segundo S. Mateus, dão-se grupos de duas vezes sete, e em Gênesis os grupos são de dez. Viveu Adão 130 anos e gerou a Sete, que tendo 105 anos gerou a Enos, que na idade de 90 anos gerou a Cainã, que tendo 70 anos, gerou a Malaleel.
Segundo esta teoria, os registros hebraicos não oferecem base segura para organizar uma cronologia exata, desde Adão até Abraão. Supõe ainda que a idade atribuída aos patriarcas é a de uma existência normal. Adão viveu 930 anos. Esta longevidade extraordinária explica-se pelo fato de que o pecado, cujos efeitos físicos geram as enfermidades e ocasionam a morte, tinham apenas iniciado a sua maligna influência sobre a raça humana, cuja intensidade aumentou com o desenvolvimento das gerações futuras. O balanço entre a existência do homem em seu estado de inocência e o homem na condição de ente decaído, ainda não se tinha obtido.
(3) Pode-se admitir ainda que os nomes de indivíduos representam famílias, e sejam tomados no sentido coletivo, como a palavra Israel que representa o patriarca e seus descendentes; Cim, que é tomado em lugar de Cíneos, Nm 24: 22, e Davi, representando a casa real, 1 Rs 12: 16. Outras vezes a família toma o nome de seu progenitor, ou de algum outro membro proeminente da tribo; outras vezes, ainda, o nome da tribo, ou do lugar de seu nascimento ou de sua residência, aplica-se à pessoa de seu representante, como se dá hoje com alguns indivíduos, que são designados pelo nome da família donde procedem; é com os titulares, que são tratados pelo nome do lugar de que se origina o seu título. Em Gênesis 10, os nomes das genealogias são às vezes, de indivíduos, de povo, de cidade e de países. Na geração de Abraão, mencionada neste capítulo, Arfaxade filho de Sem, 10: 22, é também o nome de uma região povoada pelos descendentes de Sem, onde nasceu Selá. A longevidade é o período durante o qual uma família teve o predomínio sobre os seus contemporâneos.
ADÃO - Ano 1 a 930
Origem da família de Sete, quando Adão tinha 130 anos, 5: 3,
A linha de Adão exerceu a direção dos negócios familiares durante 930 anos, v. 5, e depois foi substituída pela Família de Sete
FAMÍLIA DE SETE - Ano 930 a 1035
105 anos depois que esta família se formou, surgiu a família de Enos, v. 6.
Depois de 912 anos, v. 8, a família de Sete foi substituída pela
FAMÍLIA DE ENOS - Ano 1035 a 1842
90 anos depois de Enos assumir a direção da família, derivou dela a família de Cainã, v. 9.
815 anos depois, v. 10, Enos deu lugar à
FAMÍLIA DE CAINÃ - Ano 1842 a 2747
FAMÍLIA DE LAMEQUE - Ano 2747 a 6848
Família que tomou este nome originária de Noé.
Lameque tem como sucessor a
FAMÍLIA DE NOÉ - Ano 6848 a 8575
Sem, Cão e Jafé, nascem cerca de 8125.
DILÚVIO - Ano 8225
Arfaxade, sua origem - ano 8227
A RAÇA DE SEM - Ano 8575 a ? distinta de outros descendentes de Noé, torna-se preeminente.
Conclui-se que os anos, desde a criação de Adão até ao dilúvio, foram 8225, e desde Adão até à morte de Taré, poderão ser 11571. Este esboço mostra uma das aplicações da teoria; convindo lembrar que vários pontos da genealogia estão sujeitos a interpretações diversas, subordinadas a preferências individuais, até que novas investigações venham esclarecer definitivamente o assunto.
II. DESDE O NASCIMENTO DE ABRAÃO ATÉ AO ÊXODO
Quanto tempo depois do dilúvio nasceu Abraão é o que não se pode saber pela narração bíblica, nem mesmo pelo primeiro método acima enumerado, e empregado por Usher na interpretação da genealogia desde Adão até Abraão, uma vez que a Bíblia não diz a idade de Taré, quando Abraão nasceu. Segundo Usher, Abraão nasceu em 1996 A. C. O período desde o nascimento de Abraão e a descida para o Egito pode ser calculada assim:
Nascimento de Abraão até o
Nascimento de Isaque - 100 anos - Gn 21: 5
Nascimento de Jacó - 60 anos - Gn 25: 26
Idade de Jacó quando desceu ao Egito - 130 anos - Gn 47: 9.
Total - 290 anos
A peregrinação dos filhos de Israel no Egito durou 430 anos, Ex 12: 40, 41. O cálculo deste período será feito sobre data inicial? ou sobre a data do pacto com Abraão, quando ele tinha 75 ou 85 anos, 12: 4; 16: 3 ou como crê Usher e outros, sobre a época da descida para o Egito? Provavelmente será sobre época. Geralmente se crê que Ramsés II foi o Faraó da opressão, e que o seu sucessor Meneptá foi o Faraó do Êxodo. A data de Ramsés II pode ser aproximadamente, pelo fato de Amenofis IV, rei do Egito, ser contemporâneo de Asurubalite, rei da Assíria. Tuculti-Adar, quinto descendente de Asurubalite reinou`, segundo um registro de Senaqueribe, 1300 A. C. O quinto ou sexto rei do trono do Egito depois de Amenofis IV, foi Ramsés II, indício seguro de que este rei governou no ano 1300 A. C. A data do reinado de Meneptá foi determinada da seguinte forma: Menofres, que parece ser o mesmo Meneptá, é o rei em cujo domínio começou o período Sótico de 1460 anos. Segundo o astrônomo Theon, o período Sótico terminou em 139 A. C., portanto deveria ter começado em 1321, de modo que o período do reinado de Meneptá foi incluído no ano 1321. Na base deste cálculo, para determinar o reinado de Ramsés II e de Meneptá, o Êxodo pode ser provavelmente fixado no ano 1320. Esta data ainda pode ser reduzida a menos 40 anos, se o Dr. Mahler, astrônomo de Viena provar que a sua opinião, baseada em cálculos astronômicos, é verdadeira, que Ramsés II reinou desde 1348 a 1281 A. C.
Continua
http://br.geocities.com/nmb142000/cronologia_biblica.html
Segunda fonte:
A idade dos patriarcas
no Antigo Testamento
Pe. Ariel Alvarez Valdés
Tierra Santa - janeiro e fevereiro de 94
Tradução: Mons. Nelson Rafael Fleury
1- No ano de 1654, um Bispo Anglicano chama James Usher, erudito e grande estudioso da Bíblia, pensou que era possível estabelecer exatamente a data da criação do Mundo. Para isto ele se dedicou ao estudo das cronologias bíblicas e, depois de árduas investigações, chegou à conclusão de que o mundo fora criado no dia 6 de outubro do ano 4.004 a.C. - E não fixou somente o dia e ano, mas deu até a hora exata: eram precisamente 9 horas da manhã quando Deus disse: "Faça-se a Luz". Isto o Bispo pôde estabelecer graças ao Livro do Gênesis, onde temos cuidadosamente anotadas as idades somam uns 2.000 anos. De Abraão em diante a coisa é mais fácil, já que consta certamente que de Abraão a Jesus Cristo foram decorridos outros 2.000 anos.
E, de Jesus Cristo até nós, outros 2000 anos. Assim que a antigüidade do Universo até nossos dias seria de uns 6.000 anos. - São exatos, porém, estes dados da Bíblia? Podemos aceitar como históricas as datas de nascimento e morte dos Patriarcas bíblicos que vão de Adão o único homem que, secundo o Bispo Usher, já nasceu adulto, até Abraão, e sustentar que a criação se deu no ano 4.004 a.C.
Os Patriarcas - no capítulo V do Gênesis, encontramos uma lista de dez Patriarcas chamados "Pré-diluvianos" Porque são anteriores ao relato do Diluvio Universal. Estes cobrem o espaço que vai de Adão até Noé. São eles: Adão, Set, Enos, Cainã, Malalel, Jared, Henoc, Matusalem, Lamec e Noé.
Já no Cap. XI encontramos outro elenco de outros dez Patriarcas, desta vez chamados de "Pós-diluvianos", e que preenchem período que vai de Noé até Abraão. Estes são: Sem, Arfaxad, Sale, Heber, Faleg, Reú, Sarug, Nacor, Tare e Abraão. Com estes 20 Patriarcas é preenchido o tempo decorrido de Adão, o Pai da humanidade, até Abraão, o Pai de Israel.
Assim à primeira vista, as datas e os dados referentes a cada Patriarca parecem ser históricos. Mas, se os analisarmos mais detidamente, vamos encontrar três grandes dificuldades: 1) que os Patriarcas tenham sido tão poucos; 2) que tenham vivido tantos anos; 3) que suas idades vão diminuindo progressivamente.
Com relação ao 1º ponto: Os estudiosos de nossa pré-história tem confirmado que a antigüidade do homem sobre a terra é muito maior do que os 6 mil anos propostos na Bíblia. O "homo sapiens", nosso antepassado, remonta aos 500 mil anos. Sem falar no "homo Habilis", a primeira espécie considerada humana pelos cientistas, que há existiria a dois milhões e meio de anos. E esta seria a verdadeira idade do homem sobre a terra.
Como, pois, colocar somente 4 mil anos entre Adão e Jesus Cristo? Com relação às outras dificuldades: - chama nossa atenção a extraordinária longevidade dos Patriarcas. Com todos os progressos atuais da medicina, a média de vida do homem moderno não consegue ultrapassar os 70 ou 80 anos. Como, pois, o homem primitivo para quem , segundo os estudos das condições sociais e de higiene da época, as perspectivas de sobrevida eram muito menores do que as nossas, poderia atingir idade tão avançada?
Outra coisa: A bíblia sustenta, ainda, que de Adão para a frente o tempo de vida da humanidade foi diminuindo progressivamente. Por isso os Patriarcas "pré-diluvianos", de Adão a Noé, conseguiram viver entre 1.000 anos e 700 anos. Ao passo que os Patriarcas "pós-diluvianos" morreram mais "jovens..." entre 600 anos e 200 anos. Segundo o Gênesis (6,3), o próprio Deus, cansado dos pecados dos primeiros homens deu um decreto abaixando suas idades: "d'agora em diante viverão só 120 anos". Infelizmente para nós constatamos eu, ainda na atualidade, dificilmente a gente chegar aos anos fixados por Deus!...
É bom notar que as pesquisas paleontológicas nos assinalam que, enquanto o homem pré-histórico tinha uma média de vida de só 29 anos, nos tempo de Jesus cristo esta média já era de 50 anos. No começo do século XIX subiu para 55 anos. E, em princípios deste século, chegou aos 60 anos. E, atualmente, os habitantes dos países industrializados tem a esperança de uma média de 75 anos.
3- Para que serve uma genealogia? - Os relatos da longevidade dos Patriarcas estão em contradição com aquilo que nos explicitam a ciência? Ou esses números tem alguma outra mensagem que nos escape ao interpretá-los literalmente? Para resolver a dificuldade apresentada, isto é, a pouca distância que a Bíblia coloca entre Adão e Abraão é preciso ter em conta a diferente significado que tem as nossas genealogias e as genealogias da Bíblia.
Para nós uma árvore genealógica é um documento de caráter biológico - histórico. Com este documento intentamos justificar a verdadeira descendência de uma pessoa e explicar as suas características genéticas. Por isso não é válida uma cadeia de nomes se falta entre eles algum elo.
Para a Bíblia, entretanto, uma lista genealógica é um documento de caráter jurídico que serve para legitimar determinados direitos. Por isso, na lista genealógico que serve para legitimar determinados direitos. Por isso, na lista genealógica da humanidade as palavras "pai", "gerou", "filho" designam não tanto a idéia de procriação imediata, mas sim a transmissão de um direito. Por isso não é necessário que as listas genealógicas sejam completas.
Pois bem: o Autor bíblico precisava encher o imenso espaço que havia entre Adão, o 1º homem, e Abraão, o 1º personagem do Gênesis de quem tinha notícia históricas. Os povos vizinhos de Israel preenchiam esse espaço com personagens mitológicas e antepassados divinos: deuses, semi-deuses e heróis. E aqui entra a grande invasão da Bíblia: afim de cortar pelas raízes as divagações da imaginação e evitar a tentação de cair na idolatria de divindades antecessoras, o hagiógrafo escolhe personagens de carne e osso como legítimos antepassados de Israel.
Na tradição israelita surgiram vários nomes e algumas tabelas genealógicas. E, embora o Autor sagrado tivesse consciência de que entre o princípio da humanidade e Abraão houvesse transcorrido um tempo imenso, ele escolhe para preencher este tempo somente 10 nomes. "Dez", número redondo muito usado na antigüidade por razões memotécnicas: era mais fácil recordá-los com os 10 dedos das mãos. Daí vem esta "casualidade" de que tanto entre Adão e Noé (Patriarcas pré-diluvianos), como entre Noé e Abraão (Patriarcas pós-diluvianos), tenha existido exatamente 10 antepassados. Os dados recolhidos no relato bíblico não pretendem, portanto, ter um sentido estritamente histórico nem cronológico. Os 20 nomes são reminiscências de velhas tradições. Porém, querem ensinar uma verdade religiosa muito importante: que a Promessa feita a Adão em Gênesis 3,15, chega até Abraão por uma cadeia ininterrupta de herdeiros. Existe, pois, unidade e continuidade na História da Salvação. Só por este imenso valor religioso estas vertustas genealogias foram inspiradas por Deus e fazem parte da Santa Bíblia.
4- Os números dos longos anos dos Patriarcas - A longa idade dos Patriarcas é um problema que nos é apresentado pela narração bíblica. Até pouco tempo esta longevidade era tida como real e até se acreditava que esta longevidade era um vestígio da vitalidade do homem primitivo, lá nas suas origens. Ainda hoje muitos continuam apegados a esta interpretação literal. Recentemente um pastor protestante explicava esta longevidade assim: A atmosfera daquela época estava condicionada a uma espécie de "hibernação", preparada por Deus no 2º dia da criação (Gn 1,7), quando separou as águas de cima das águas de baixo. Esta "hibernação" permitia a vida em excelentes condições biológicas, até que foi destruída pelas águas do dilúvio universal. Interpretações deste tipo, além de não terem nenhum apoio científico, são inaceitáveis. Com efeito: um exame mais atento nos mostra muito bem que o texto bíblico especulou com o valor simbólico dos números, como se fazia habitualmente no antigo Oriente.
Por exemplo: Por que Adão morreu aos 930 anos? - Porque este número é igual a 1.000 (o número de Deus, segundo o Salmo 90,4) menos 70 (o número da perfeição). Quer dizer: que por seu pecado, a Adão restou o nº. da perfeição e não pode alcançar o nº de Deus. - Cainã, o 4º da lista pré-diluvianos (5,12) gerou seu filho aos 70 anos (nº. da perfeição). E viveu ainda outros 840 anos, quantidade que eqüivale a 3 (nº. da Trindade) multiplicado por 7 (nº. perfeito) multiplicado por 40 (nº. muito usado na Bíblia na Bíblia e que representa o tempo de uma geração). - HENOC, o 7º da lista, viveu 365 anos, cifra pequena, porém perfeita, pois corresponde aos dias do ano eu eternamente é repetido. Por isso Henoc é o único da lista do qual não se menciona a morte. E só se faz esta surpreendente afirmação: "andou com Deus e desapareceu porque Deus o levou" (5,24). Por isso, também ocupa o 7º lugar na lista, 1ugar perfeito. Lamec, o 9º, foi Pai aos 182 anos, ou seja 7 multiplicado por 26 semanas (que são exatamente a metade de um ano solar). Viveu um total de 777 anos.
Também a idade de Noé é simbólica. O dilúvio sobreveio quando ele tinha 600 anos, ou seja 10 multiplicado por 60. Pois bem, 60 representa a divisibilidade máxima (por 2, 3, 4, 5, 6) e portanto, a síntese do sistema sexagonal e decimal. Um dos mais interessantes jogos de números simbólicos é o das idades dos Patriarcas posteriores, isto é, Abraão, seu filho Isac, e seu neto, Jacó. A Bíblia diz que os três morreram respectivamente com 175, 180 e 147 anos.
Abraão: 175 anos = 7x (5x5)
Usac: 180 anos = 5x (6x6)
Jacó: 147 anos = 3x (7x7) - Aqui o multiplicador começa em Abraão com o nº perfeito 7, que é um nº primo. Passa ara Isac com o nº primo logo abaixo 5, e chega a Jacó com o nº primo 3. Enquanto estes números 7, 5, 3 diminuem os números multiplicados se repetem duas vezes e aumentam progressivamente: 5, 6 e 7. E não para por aqui: se em vez de multiplicar, somarmos estes números teremos:
Abraão: 7 + 5 + 5 = 17
Isac: 5 + 6 + 6 = 17
Jacó: 3 + 7 + 7 = 17 - Quer dizer: todas as somas dão 17 que, além de ser nº primo, é a idade que José, filho de Jacó, havia vivido com seu Pai quando seus irmãos o venderam para o Egito (Gn 37,2), e que mais tarde o mesmo José viveu junto a Jacó no País do Nilo (Gn 47,28).
Estes complicados jogos numéricos provavelmente teriam algum outro sentido que nós ignoramos. Da mesma forma, também, nos escapa o significado dessas idades dos patriarcas pré e pós diluvianos e ficamos sem saber qual realmente era a intenção do Autor sagrado.
De qualquer forma temos certeza de que estas cifras pretendiam expressar um ato de fé: que na vida dos Patriarcas nada acontecia por acaso e que suas vidas foram agradáveis a deus nos anos que eles viveram.
Finalmente resta-nos analisar o problema da diminuição progressiva das referidas idades. Também aqui está contida uma verdade teológica. Para os escritores bíblicos a idade de uma pessoa e vida longa dependem de sua fidelidade a Deus. isto está dito várias vezes no texto sagrado. O livro do Exôdo, por exemplo, ao enumerar os dez mandamentos aconselha: "Honra teu pai e tua mãe para que tenhas longa vida" (20, 12). E o Livro dos Provérbios afirma que "o respeito a Deus prolonga a vida, porém os anos dos maus serão diminuídos" (10,27). Portanto, o encurtamento progressivo das vidas dos Patriarcas não é um fato biológico, mas uma idéia teológica: ao ir a humanidade se afastando de Deus, as pessoas vão vivendo menos. Até o próprio Deus, quando viu que a corrupção era generalizada, disse: "... (O homem) já não viverá mais do que 120 anos" (Gn. 6,36). De acordo com esta perspetiva de que a idade estava em função dos pecados, Noé que viveu 950 anos era um homem santo.
Por que este modo de pensar daquele tempo? Porque no Antigo Testamento não havia, ainda, uma noção clara da vida depois da morte. Conforme a mentalidade da época, já que Deus não tinha como premiar os bons depois de sua morte, premiava-os já aqui na terra com muitos anos de vida. assim, quando se queria dizer que uma pessoa fora boa, dizia-se que ela viveu muitos anos. O pecador, ao contrário, teria morte prematura. Muitos anos de vida era a bênção de Deus para as pessoas justas. Como o justo Jó, de quem a Bíblia fala que morreu ancião e coberto de dias (42,17), um dado sem importância se não contivesse uma mensagem religiosa. Da mesma forma, Abraão, Isac, Jacó e todos os Patriarcas que completam o espaço entre Adão e Abraão: viveram muitos anos porque todos eram justos e por isso merecedores da recompensa divina.
A promessa, pois, de bênção de deus que cada um transmitia a seus descendentes desde Adão, chegou sã e salva até nós através de boas mãos.
Será Cristo que vai trazer a grande novidade, já insinuada pouco antes de sua vinda, de que o homem continua vivendo depois desta vida terrena. Isto é, o homem tem vida eterna.
Então já não há mais necessidade de se aumentar a idade das pessoas para dizer que deus as recompensa. Basta dizer que ao morrer foram gozar o prêmio eterno. De Cristo em diante o que importa não é quantos anos se vive, mas como se vivem estes anos. Já não existem vidas longas nem vidas curtas, mas vidas com sentido e vidas sem sentido.
É verdade que atualmente a ciência médica conseguiu prolongar a vida do homem sobre a terra até os 70 anos, mas ou menos, ou que corresponde a umas 4.000 semanas de vida... Porém, isto não é o mais importante. Se uma pessoa soube amar e servir ao próximo com desinteresse, se sua mão esteve sempre estendida para ajudar o necessitado, se foi sensível à dor alheia, se fez o que pôde para enxugar as lágrimas dos outros, sua vida foi um verdadeiro êxito, mesmo tendo vivido poucos anos - "Cnsumatus in brevi explevit tempora multa - embora vivendo pouco tempo completou uma longa jornada" - como nos diz a liturgia.
No contexto dos Patriarcas que duraram muitos anos na terra, segundo a mentalidade do Antigo Testamento, uma vida como a de Jesus Cristo, que morreu com menos de 40 anos, teria sido um fracasso e um sinal de maldição divina. Porém hoje nós sabemos que o que importa não é viver muitos anos, mas viver plenamente os poucos ou muitos anos de nossa vida. viver por viver, perdurar, não terá nenhum mérito se não se der um verdadeiro sentido a esta vida.
Uma Segunda Chance (1991)

Título Original: Regarding Henry
Gênero: Drama
País/Ano de Produção: EUA - 1991
Duração: 107 Minutos
Faixa Etária: 12 Anos
Diretor: Mike Nichols
SINOPSE
Henry Turner é um advogado de Nova York, bem-sucedido porém cruel, que quer vencer sempre, a qualquer preço, mesmo que seja à custa de sua esposa e filha.
Um simples tiro, porém, põe um fim à sua meteórica carreira, deixando-o incapaz e sem memória.
Agora, enfrentando um novo começo, Henry vai enxergar a dura verdade sobre um completo estranho: ele mesmo.
Este dramático, às vezes engraçado e comovente filme, que reúne o talento de Ford e do director Mike Nichols (Uma Secretária de Futuro).
Co-estrelando Annette Bening, indicada ao Oscar de Melhor Atriz, em 1999, pelo filme Beleza Americana.
sábado, outubro 04, 2008
Nokia 5800 Xpressmusic

Resposta da Nokia ao iPhone não chega a tempo para o Natal
O modelo com o qual a Nokia pretende fazer frente ao iPhone da Apple estará à venda em sete países da Ásia, Oriente Médio e Europa este ano, mas não chega a tempo das compras de Natal na maior parte dos países desenvolvidos.
O primeiro modelo com ecrã sensível ao toque da maior fabricante de telemoveis do mundo estará à venda na Índia, Indonésia, Emirados Árabes, Hong Kong, Taiwan, Rússia e Espanha até o final deste ano.
O modelo Nokia 5800 vai custar 279 euros (387 dólares) antes dos subsídios das operadoras e impostos, montante bastante inferior ao preço do iPhone, que na Inglaterra começa em 624 dólares.
O analista Neil Mawston, da Strategy Analytics, disse: "O aparelho tem um preço competitivo e a Nokia leva vantagem em mercados emergentes. Por isso, parece lógico que eles lancem o modelo nos países emergentes".
A empresa de pesquisas espera que a Nokia venda mais de 10 milhões de aparelhos com ecrã sensível ao toque no próximo ano.
O analista Ehud Gelblum, do JPMorgan, disse esperar que o 5800 esteja no varejo dos países emergentes até o Natal.
"É decepcionante, uma vez que esperávamos que o aparelho fosse distribuído antes da data mais forte do comércio nos países mais desenvolvidos", escreveu ele em um relatório publicado nesta sexta-feira.
Com o primeiro telemóvel a incluir o serviço de download gratuito e ilimitado de música da Nokia, "Comes With Music", a multinacional finlandesa vai mesmo disputa uma "guerra" com a Apple.
A Nokia oficializou o lançamento do novo serviço de música digital e do seu primeiro telemóvel 5800 XpressMusic, com ecrã táctil, que promete ser uma séria ameaça ao domínio do iTunes e do iPhone, da Apple.
A concorrência no sector da música digital nos telemóveis está a ganhar cada vez mais rivais com a Sony Ericsson a lançar um seu novo pacote musical, e a sul-coreana LG Electronics que também tem em mente o lançamento de um serviço semelhante do "Comes With Music" da Nokia.
Este serviço da gigante finlandesa oferece acesso ilimitado durante 12 meses a um catálogo de música. Os utilizadores podem ficar com as faixas que descarregaram mesmo após o término desse período.
Não haverá pagamento, já que o custo está integrado ao da aquisição do telemóvel vinculado ao serviço.
Quanto ao novo Nokia 5800 Xpressmusic touchscreen poderá ser uma alternativa mais económica ao iPhone da Apple. Irá custar 279 euros, revela a Reuters, e incluiu vários funcionalidades (telefone, reprodutor de MP3, acesso à Internet, acesso a mapas, câmara de 3.2 megapixéis, entre outras funcionalidades).
De salientar o Media Bar, menu deslizante para acesso directo a várias funções, e o Contacts Bar que permite destacar os contactos favoritos no ecrã e com um único toque partilhar imagens ou vídeos através de comunidades online.
domingo, setembro 28, 2008
A moto "Ferrari V4 "

Esta Ferrari V4 do designer Amir Glinik é bela demais para deixarmos de lado.
Ela tem o motor de uma Ferrari Enzo modificado e controles drive by wire de jatos F-16 e botões como os de carros de Fórmula 1.
E nesse caso, a Ferrari através do designer israelense Amir Glinik, criou essa supermoto baptizada de Ferrari V4 Superbike Concept. E o conjunto é de fazer inveja, a moto traz um propulsor V12 de uma Ferrari Enzo — reduzido a 4 cilindros. As linhas da máquina foram baseadas nas curvas dos automóveis desportivos da marca italiana e proporcionam um desenho chamativo.
A V4 Superbike possui comandos de pilotagem inspirados em um caça F-16 e uma Ferrari de F1, contanto com um ecrã de LCD sobre o tanque de gasolina.
Ela não parece tão maldosa e inovadora quanto a Icare, mas certamente pode fazer qualquer amante de motos sonhar também. sobre a sua velocidade e custo, nós podemos apenas especular sobre números altíssimos em ambos os casos.
PAUL NEWMAN (Nasceu a 26 de Janeiro de 1925 e Faleceu a 27 de Setembro)

Factos sobre a vida do ator Paul Newman
LOS ANGELES (Reuters) - O lendário astro de cinema e humanista Paul Newman, cujos brilhantes olhos azuis, beleza e talento fizeram dele um dos principais actores de Hollywood em seis décadas, morreu, disse seu porta-voz neste sábado. Ele tinha 83 anos e estava lutando contra o cancro.

Em seguida, alguns fatos sobre Newman:
* Newman foi indicado ao Oscar pela actuação nos filmes "Gata em Telhado de Zinco Quente", "Desafio à corrupção", "O Indomado", "Rebeldia Indomável", "Ausência de Malícia", "O Veredito", "O Indomável-Assim é Minha Vida" e "Estrada para Perdição", e também pelo filme "Rachel, Rachel", em que dirigiu sua esposa Joanne Woodward. Ele ganhou o Oscar de melhor actor em 1986 pela atuação em "A Cor do Dinheiro".
* Ele criou a linha de produtos alimentícios Newman's Own em 1982, começando com tempero para saladas e, em seguida, acrescentando outros itens como pipoca, condimentos, molho de esparguete, sumo de limão, cereal e molho para carne. Os produtos geraram mais de 200 milhões de dólares em doações para caridade. Newman também fundou acampamentos para crianças com doenças graves e uma fundação de combate ao uso de drogas.

* Casado desde 1958 com uma ganhadora do Oscar, a atriz Joanne Woodward, Newman teve um dos raros casamentos duradouros de Hollywood. Questionado sobre o segredo, Newman disse que não tinha razão para buscar mais nada: "Eu tenho bife em casa. Por que deveria sair por aí procurando hamburguer?"
* Newman, com os olhos azuis que eram sua marca registrada, era daltônico, o que o impediu de realizar o sonho de se transformar em um piloto da Marinha na Segunda Guerra Mundial.
* Partidário da campanha presidencial democrata de Eugene McCarthy em 1968, Newman acabou na "lista de inimigos" do presidente Richard Nixon. Ele dizia que essa foi "a maior honra que ele já recebeu."
* Seu papel de estréia em "500 Milhas" em 1969 inspirou Newman a participar de automobilismo. Sua primeira corrida profissional foi em 1972 e ele continuou competindo até perto dos 70 anos de idade.
* Newman tinha tanta vergonha de seu primeiro papel no cinema, o fracasso "O Cálice Sagrado" de 1954, que ele comprou um anúncio em um jornal de Los Angeles para se desculpar.
* Sua última atuação em um grande filme foi o papel de um gângster inimigo de Tom Hanks em "Estrada para Perdição" em 2002. Ele foi indicado ao Oscar por esse filme, mas em 2007 Newman disse à emissora de TV ABC que sua carreira de actor estava essencialmente terminada. "Eu não sou mais capaz de trabalhar como actor e ainda no nível em que eu gostaria... Então, isso é um livro fechado para mim", disse.
* Newman era conhecido pelas brincadeiras. Há relatos de que ele serrou a cadeira do diretor George Roy Hill pela metade e de que colocou 300 pintinhos no trailer do diretor Robert Altman.
(Texto de Bill Trott)
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Creio que Deus nos colocou neste delicioso mundo para sermos felizes e saborearmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem do sucesso profissional, nem do comodismo da vida regalada e da satisfação dos próprios apetites. Um passo para a felicidade é, quando jovem, tornar-se forte e saudável, para poder ser útil e gozar a vida quando adulto. O estudo da natureza mostrará o quão cheio de coisas belas e maravilhosas que Deus fez no mundo para o nosso deleite. Fiquem contentes com o que possuem e tirem disso o melhor proveito. Vejam o lado bom das coisas em vez do lado pior. Mas, o melhor meio para alcançar a felicidade é proporcionar aos outros a felicidade. Procurem deixar este mundo um pouco melhor do que o encontraram, e, quando chegar a hora de morrer, poderão morrer felizes sentindo que pelo menos não desperdiçaram o tempo e que procuraram fazer o melhor possível. Deste modo estejam "bem preparados" para viver felizes e para morrer felizes.
BADEN-POWELL
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PAULO FARIA
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Credo dos Optimistas
O Credo dos Optimistas foi escrito há quase 100 anos por Christian D. Larson.
Eu prometo a mim mesmo Ser tão forte que nada poderá atrapalhar minha paz de espírito.Falar apenas de saúde, felicidade, e prosperidade para cada pessoa que eu encontrar.Fazer todos os meus amigos sentirem que há algo de valor dentro deles.Ver o lado positivo de tudo e fazer meu optimismo se tornar real.Pensar apenas sobre o melhor, trabalhar apenas para o melhor e esperar apenas o melhor.Ser tão entusiasmado com o sucesso dos outros quanto eu sou para o meu próprio sucesso.Esquecer os enganos do passado e me concentrar apenas nas maiores realizações do futuro.Vestir uma expressão de alegria todo o tempo e sorrir para toda criatura viva que eu encontrar.Direccionar todo meu tempo para me melhorar de maneira a não sobrar tempo para criticar os outros.Ser grande demais para preocupar-me, nobre demais para ter raiva, forte demais para ter medo, e feliz demais para permitir a presença de problemas.Pensar o melhor de mim mesmo, e anunciar isso ao mundo, não em palavras ruidosas, mas sim em grandes acções.Viver na fé de que o mundo inteiro está do meu lado, à medida em que sou sincero e verdadeiro quanto àquilo que há de melhor em mim.
Assim seja!
O Credo dos Optimistas foi escrito há quase 100 anos por Christian D. Larson.
Eu prometo a mim mesmo Ser tão forte que nada poderá atrapalhar minha paz de espírito.Falar apenas de saúde, felicidade, e prosperidade para cada pessoa que eu encontrar.Fazer todos os meus amigos sentirem que há algo de valor dentro deles.Ver o lado positivo de tudo e fazer meu optimismo se tornar real.Pensar apenas sobre o melhor, trabalhar apenas para o melhor e esperar apenas o melhor.Ser tão entusiasmado com o sucesso dos outros quanto eu sou para o meu próprio sucesso.Esquecer os enganos do passado e me concentrar apenas nas maiores realizações do futuro.Vestir uma expressão de alegria todo o tempo e sorrir para toda criatura viva que eu encontrar.Direccionar todo meu tempo para me melhorar de maneira a não sobrar tempo para criticar os outros.Ser grande demais para preocupar-me, nobre demais para ter raiva, forte demais para ter medo, e feliz demais para permitir a presença de problemas.Pensar o melhor de mim mesmo, e anunciar isso ao mundo, não em palavras ruidosas, mas sim em grandes acções.Viver na fé de que o mundo inteiro está do meu lado, à medida em que sou sincero e verdadeiro quanto àquilo que há de melhor em mim.
Assim seja!
Acerca de mim
- PAULO FARIA
- Sou misterioso, sou muito ligado ás tradições. sonhador da ternura da imaginação e da memória com tenacidade fixa, idealizo as recordações, acontecimentos e sentimentos do passado para me proteger contra as incertezas do futuro. No amor há algo dentro de mim como nos contos de fadas, com a a minha princesa, mas também com uma maldição para combater os monstros ameaçadores. Tento ser um romântico, mergulhando num sonho ideal e inacessível. O meu humor é extremamente mutável e em ocasiões sou rabugento e agressivo, tenho necessidade de auto-defensa (às vezes antes mesmo de ser atacado) é uma das minhas características não muito agradáveis. Oscilo entre o júbilo e a depressão. Ás vezes sou muito fechado. Costumo ser intelectualmente ligado às artes e à poesia.
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