quinta-feira, dezembro 11, 2008

Empresa cria robots confiáveis para trabalhar como humanos

SodaBot serve bebidas

Empresa cria robôs confiáveis para trabalhar como humanos
Um exército crescente de robôs "confiáveis" está trabalhando em todo o mundo, em tarefas humanas como patrulhar depósitos - com olhos nas costas que enxergam no escuro - carregar itens, ajudar a fazer processadores e até mesmo servir de guia turístico em um museu de Londres. O SodaBot, por exemplo, é um robô que serve bebidas, um protótipo de autômato para ser utilizado em hotéis. Ele entra na peça, se anuncia e oferece um refresco para as pessoas.

As várias funções que os robôs já exercem é apenas uma ínfima parcela do que Jeanne Dietch, CEO da MobileRobots, acredita ser possível. Os robôs da empresa podem ser utilizados com detectores de movimento, fumaça e gás, além de câmeras, microfones, sistemas de laser, alto falantes e até mesmo uma geladeira.

A empresa faz robôs há 11 anos, em sua maioria para pesquisa e desenvolvimento. Com 25 empregados, a companhia já vendeu mais de 3 mil robôs para todo o mundo.

Diferente de robôs de reconhecimento usados pela polícia ou exército comandados por joystick, unidades da MobileRobots pode patrulhar uma área continuamente e voltar para sua base para carregar. Enquanto se movem, lasers apontam a direção correta.

"Alguns robôs independentes que correm e pulam em paredes ou fazem trabalhos muito específicos devem se manter distantes de humanos", disse Dietsch. "Os nossos são amigáveis com pessoas. São feitos para trabalhar com humanos e ajudá-los em suas tarefas", falou.

Robot "mulher perfeita"

AIKO
Robô "mulher perfeita" faz café, limpa orelhas e é boa em matemática
O inventor canadense Le Trung decidiu não perder tempo em busca da mulher ideal e criou sua própria. Aiko é uma robô andróide que fala inglês e japonês, é boa em matemática e, segundo Trung, é muito paciente e nunca reclama.

Le Trung, 33, define seu projeto como o encontro da ciência e da beleza. Feita de silicone, com 1,52 metro de altura, Aiko levou apenas um mês e meio para ser construída. O software que controla as ações da robô, no entanto, consumiu alguns anos e mais de R$ 50 mil do bolso de Trung, segundo o jornal britânico Telegraph.

A "mulher ideal" do canadense é capaz de ler, reconhecer rostos e objetos e reagir a temperatura ou toque. Ela tem sensores em todo o corpo, "inclusive lá embaixo", explica Trung. Mas ele garante que não tem relações sexuais com a andróide e que ela "ainda é virgem".

Além de fazer companhia ao inventor e ajudá-lo com as contas, Aiko tem habilidades mais servis, como limpar o banheiro e massagear os ombros de Trung. Ela também prepara chá e café, serve sushi, faz o café da manhã e limpa as orelhas de seu criador.

"Ela não precisa de feriados, comida ou descanso, e pode trabalhar quase 24 horas por dia. Ela é a mulher perfeita," disse o inventor ao Telegraph.

Agora Trung está procurando patrocínio para poder aperfeiçoar sua robô-fêmea, que ele quer tornar o mais humana possível

Humanos se casarão com robots em breve

Robot á direita

Humanos se casarão com robôs em breve, diz pesquisador
Ainda neste século, humanos poderão se casar com robôs. E consumar o casamento. A tese é defendida pelo britânico David Levy, pesquisador em inteligência artificial na Universidade de Maastrich, na Holanda, que terminou recentemente seu Ph.D sobre as relações entre humanos e robôs. Em seu trabalho, intitulado Intimate Relationships with Artificial Partners (Relações íntimas com parceiros artificiais), Levy argumenta que os robôs serão tão humanos na aparência, nas funções e na personalidade, que muitas pessoas vão se apaixonar, fazer sexo e até mesmo se casar com eles. "Pode soar meio estranho, mas não é. Amor e sexo com robôs são inevitáveis", disse ele ao site LifeScience.

No ano passado, o fundador da European Robotics Research Network, Henrik Christensen, previu que as pessoas estariam fazendo sexo com robôs dentro de cinco anos. Levy considera a estimativa "bem provável", pois já existem bonecas sexuais bastante realistas à venda, e trata-se apenas de acrescentar alguns comandos eletrônicos a elas para dar-lhes mais vibração, ou alguma capacidade de resposta. "É muito primitivo em termos de robótica, mas a tecnologia já está disponível", disse.

O pesquisador também disse que há uma tendência de os robôs terem uma aparência mais "humana", além de um contato cada vez mais próximo com as pessoas. Um exemplo é a andróide Repliee 2, apresentada em outubro do ano passado no Japão. À primeira vista, não se distingue, (na foto acima, à direita), quem é a robô e quem é a estudante.

"Primeiro os robôs eram usados impessoalmente, em fábricas onde ajudavam a construir automóveis, por exemplo. Depois foram para os escritórios entregar correspondência e agora guiam visitantes por museus, entraram nas casas para limpá-las, como o Roomba. Hoje você tem brinquedos robóticos, como o cão Aybo da Sony ou pets de estimação como os Tamagotchi", exemplificou.

Blade Runner real
O site lembra que a idéia de relações entre humanos e suas criações, artísticas ou mecânicas remonta à antiguidade, citando o mito grego de Pigmaleão, que se apaixonou por Galatea, estátua esculpida por ele e dotada de vida pela deusa do amor, Vênus.

Nos tempos modernos, além da ficção científica abordar o tema, há cerca de 40 anos cientistas perceberam que alguns estudantes ficavam muito atraídos pelo Eliza, um software criado para responder perguntas e que imitava um psicoterapeuta. No cinema, são inúmeras as criações - como Blade Runner ou, mais recentemente, A.I., a mostrar a interação entre humanos e andróides.

Amor programável
Levy também cita que psicólogos identificaram aproximadamente uma dúzia de razões básicas para as pessoas se apaixonarem. E quase todas elas poderiam ser aplicadas às relações entre humanos e robôs. "Por exemplo: uma das coisas que predispõe as pessoas a se apaixonarem é a similaridade de personalidade e nível de conhecimento, e tudo isso é programável".

Enfim, amor e sexo com robôs pode, à primeira vista, parecer algo muito "geek". "Mas assim que uma reportagem do tipo 'fiz sexo com um robô e foi ótimo' apareça em algum lugar como a revista Cosmo, por exemplo, acho que muitas pessoas vão querer entrar na onda", disse Levy. Para o pesquisador, não se trata mais de perguntar "se" isso vai acontecer, mas sim "quando".

A reportagem original do site LifeScience pode ser lida (em inglês) pelo atalho http://tinyurl.com/247lpm.