sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Atlantis descolou para o espaço


Vaivém dos EUA transporta laboratório europeu com tecnologia portuguesa
O vaivém Atlantis partiu da Florida, às 19h45 de ontem, para a Estação Espacial Internacional (ISS) para uma missão de 11 dias destinada a instalar o laboratório europeu Columbus, que contém um aparelho português produzido pela Efacec. O Atlantis tinha a partida agendada para 6 de Dezembro de 2007, atrasada sucessivamente devido a uma anomalia num dos sensores do reservatório, agora resolvida.
O Sistema Solar Entre os sete astronautas que partiram do Centro Espacial Kennedy (Florida), vindos de Houston (Texas), dois vão proceder às tarefas principais de instalação e activação do Columbus. O alemão Hans Schlegel vai participar em dois dos três passeios espaciais previstos, para ligar as linhas de comunicação entre a ISS e o laboratório.

Eyharts, antigo piloto de caças, permanecerá seis a sete semanas na ISS, substituindo como residente temporário da estação o norte-americano Dan Tani, que regressará à Terra no Atlantis.

O laboratório Columbus, orçado em 1,3 mil milhões de euros, constitui a maior contribuição da Agência Espacial Europeia (ESA), de que Portugal é membro, para a ISS.


Trata-se de um módulo cilíndrico pressurizado de sete metros de comprimento, 4,5 de largura e 10,3 toneladas de massa concebido para permitir a realização de experiências científicas em microgravidade consideradas essenciais para preparar a exploração espacial tripulada de longa duração.

Portugal contribui com um aparelho (EuTEMP) que será instalado na parte externa do Columbus para registar e transmitir para a Terra as temperaturas extremas do ambiente espacial de forma autónoma, na fase de montagem da Plataforma de Experiências Externas (EuTEF), em que está integrado.

O EuTEMP, desenvolvido pela Efacec - Sistemas de Electrónica, é o primeiro hardware espacial completamente desenvolvido em Portugal para a ESA.

Durante os dez anos de funcionamento previsto do Columbus, investigadores na Terra, em colaboração com a tripulação da ISS, estarão em condições de realizar milhares de experiências em biotecnologia, ciência de materiais, física de fluidos e muitas outras áreas, em condições de imponderabilidade, recorrendo aos aparelhos instalados no laboratório.

Inventada bateria que se carrega com o movimento dos passos


Uma equipa de cientistas norte-americanos e canadianos inventou um dispositivo capaz de armazenar energia humana à medida que a pessoa caminha, como acontece nos automóveis híbridos, revela um estudo hoje publicado pela revista Science.
Com o aparelho montado em ambos os joelhos, os voluntários envolvidos na experiência geraram em média cerca de 5 watts por minuto sem esforço.

Segundo os cientistas - da Universidade Simon Fraser de Burnaby (Canadá) e da Universidade de Pittsburgh (EUA) - esta energia é suficiente operar durante dois minutos e meio um computador portátil.

O aparelho, que consiste numa joelheira ortopédica equipada com um motor e um sistema de embraiagem com uma única velocidade, foi utilizado por seis voluntários em passadeiras de exercícios.

«A ideia é captar a energia do movimento dos passos de forma a obter electricidade sem aumento de esforço», explicou Max Donelan, professor de cinesiologia na Universidade Simon Fraser e responsável científico na Bionic Power Inc., uma empresa criada para desenvolver este aparelho.

À semelhança do que acontece com um carro híbrido, ao captar energia que normalmente se perde, o engenho capta energia na fase de desaceleração do andar.

«O gerador ajuda a diminuir o movimento do joelho na altura certa, podendo assima gerar electricidade com um mínimo de esforço», disse o cientista.

Os cientistas mediram o uso do oxigénio e a produção de dióxido de carbono de cada pessoa para determinar a energia necessária para operar os aparelhos.

Mediram ainda o rendimento energético a várias velocidades, tendo chegado à conclusão que este pode ir de 5 watts por minuto, numa caminhada sem esforço, a 13 watts em marcha ou a mais de 50 watts em corrida rápida.

Segundo os cientistas, esta estratégia de «energia humana» pode ser útil em regiões remotas para carregar telemóveis ou gerar energia para computadores.

De modo mais imediato, o aparelho poderia ajudar pessoas com próteses de membros ou a prolongar a vida das pilhas de aparelhos médicos implantados no corpo, como pacemakers ou bombas de insulina, ou ainda a diminuir a carga que os soldados transportam em manobras.

Esta não é a primeira vez que se estuda a energia eléctrica gerada pelo movimento humano.

Em testes anteriores os cientistas tentaram aproveitar a energia humana através de aparelhos montados em sapatos ou mochilas. No entanto, os geradores nos sapatos produzem apenas 08 watts por minuto e nas mochilas tornam-nas pesadas.

Diário Digital / Lusa