Se eu morrer antes de ti, faz-me um favor. Chora o quanto quiseres, mas não te chateies por a morte haver me levado. Se não quiseres chorar, não chores. Se não conseguires chorar, não te preocupes. Se tiveres vontade de rir, ri. Se alguns amigos contarem algum facto a meu respeito, ouve e acrescenta a tua versão. Se me elogiarem demais, corrige o exagero. Se me criticarem demais, defende-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostra que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demónio, mostra que eu talvez tivesse um pouco de demónio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo.. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com as estrelas e eu ouvirei.. E se tiveres vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diz apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim!' Aí, então derrama uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa na minha estrela. Mas, de vez em quando, dê uma espreitadela na direcção do Céu. Não me verás, mas eu ficarei muito feliz. E, quando chegar a tua vez de ir para o Céu, aí, sem nenhum véu a separar-nos, vamos viver, a verdadeira amizade que nos separou na terra. Acreditas nestas coisas ? Sim?!,. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !
Vinícius de Moraes
sábado, outubro 06, 2007
Vieiras à tailandesa

A fragrância das especiarias da Tailândia — erva-príncipe e folhas de lima kaffir — dão um sabor exótico a estas vieiras.
Ingredientes:
1,5 dl de caldo de galinha
2 chalotas
1 pé de erva-príncipe
3 folhas de lima kaffir frescas ou secas
350 g de miolo de vieiras congeladas
175 g de ervilhas-tortas
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
2 colheres de chá de pasta de caril verde tailandês
1,5 dl de leite de coco
Alguns pés de coentros
Tempo de preparação: 20 minutos
Receita para: 4 pessoas
Aqueça o caldo em lume médio.
Descasque as chalotas e pique. Retire a parte exterior da erva-príncipe e pique o caule finamente. Pique ou esfarele as folhas de lima.
Lave as vieiras e seque, mantendo os corais intactos. Se as vieiras forem grandes, corte às rodelas. Lave as ervilhas-tortas, arranje e corte em dois pedaços.
Aqueça bem o óleo. Junte as chalotas, a erva-príncipe, as folhas de lima, as vieiras e as ervilhas-tortas e salteie tudo durante 3 minutos.
Misture a pasta de caril com o caldo de galinha e seguidamente deite na frigideira juntamente com o leite de coco. Quando levantar fervura sobre lume forte, reduza o lume e deixe fervilhar durante 3 minutos.
Entretanto, lave, seque e pique as folhas de coentros. Deite as vieiras numa travessa e por cima ponha os coentros picados.
Ingredientes:
1,5 dl de caldo de galinha
2 chalotas
1 pé de erva-príncipe
3 folhas de lima kaffir frescas ou secas
350 g de miolo de vieiras congeladas
175 g de ervilhas-tortas
2 colheres de sopa de óleo de amendoim
2 colheres de chá de pasta de caril verde tailandês
1,5 dl de leite de coco
Alguns pés de coentros
Tempo de preparação: 20 minutos
Receita para: 4 pessoas
Aqueça o caldo em lume médio.
Descasque as chalotas e pique. Retire a parte exterior da erva-príncipe e pique o caule finamente. Pique ou esfarele as folhas de lima.
Lave as vieiras e seque, mantendo os corais intactos. Se as vieiras forem grandes, corte às rodelas. Lave as ervilhas-tortas, arranje e corte em dois pedaços.
Aqueça bem o óleo. Junte as chalotas, a erva-príncipe, as folhas de lima, as vieiras e as ervilhas-tortas e salteie tudo durante 3 minutos.
Misture a pasta de caril com o caldo de galinha e seguidamente deite na frigideira juntamente com o leite de coco. Quando levantar fervura sobre lume forte, reduza o lume e deixe fervilhar durante 3 minutos.
Entretanto, lave, seque e pique as folhas de coentros. Deite as vieiras numa travessa e por cima ponha os coentros picados.
O FUTURO DO AMBIENTE

Premonição
"Estamos no ano de 2070, acabo de completar os 50, mas a minha aparência é de alguém de 85.
Tenho sérios problemas renais porque bebo muito pouca água. Creio que me resta pouco tempo.
Hoje sou uma das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quando tinha 5 anos. Tudo era muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro com cerca de uma hora. Agora usamos toalhas em azeite mineral para limpar a pele. Antes todas as mulheres mostravam a sua formosa cabeleira. Agora devemos rapar a cabeça para a manter limpa sem água.
Antes o meu pai lavava o carro com a água que saía de uma mangueira. Hoje os meninos não acreditam que a agua se utilizava dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam CUIDA DA AGUA, só que ninguém lhes ligava; pensávamos que a agua jamais se podia terminar.
Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados.
Antes a quantidade de agua indicada como ideal para beber era oito copos por dia por pessoa adulta.
Hoje só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo; tivemos que voltar a usar os poços sépticos (fossas) como no século passado porque as redes de esgotos não se usam por falta de água.
A aparência da população é horrorosa; corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a protecção de ozono que os filtrava na atmosfera.
Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas de morte.
A industria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas dessalinizadoras são a principal fonte de emprego e pagam-te com agua potável em vez de salário.
Os assaltos por um bidão de agua são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Pela ressiquidade da pele uma jovem de 20 anos está como se tivesse 40.
Os cientistas investigam, mas não há solução possível.
Não se pode fabricar agua, o oxigénio também está degradado por falta de arvores o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos espermatozóides de muitos indivíduos, como consequência há muitos meninos com insuficiências, mutações e deformações. O governo até nos cobra pelo ar
que respiramos. 137 m3 por dia por habitante e adulto.
A gente que não pode pagar é retirada das "zonas ventiladas", que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar, não são de boa qualidade mas pode-se respirar, a idade média é de 35 anos. Em alguns países ficaram manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército, a agua tornou-se um tesouro muito cobiçado mais do que o ouro ou os diamantes.
Aqui em troca, não há arvores porque quase nunca chove, e quando chega a registar-se precipitação, é de chuva ácida; as estações do ano tem sido severamente transformadas pelas provas atómicas e da industria contaminante do século XX.
Advertia-se que havia que cuidar o meio ambiente e ninguém fez caso.
Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando era jovem descrevo o bonito que eram os bosques, lhe falo da chuva, das flores, do agradável que era tomar banho e poder pescar nos rios e barragens, beber toda a agua que quisesse, o saudável que era a gente.
Ela pergunta-me: Papá! Porque se acabou a agua?
Então, sinto um nó na garganta; não posso deixar de sentir-me culpado, porque pertenço à geração que terminou destruindo o meio ambiente ou simplesmente não tomámos em conta tantos avisos.
Agora os nossos filhos pagam um preço alto e sinceramente creio que a vida na terra já não será possível dentro de muito pouco porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível.
Como gostaria voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto quando ainda podíamos fazer algo para salvar o nosso planeta terra!"
Documento extraído da revista biográfica "Crónicas de los Tiempos" de Abril de 2002.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
RIO TRISTE
Estou triste porque estás triste rio.
Vagaroso, sujo, quase sem corpo,
Por mais que te espreguices as margens estão longe,
Em agonia, lamacentas, querem a tua frescura nas mãos,
E tu cabisbaixo só podes acenar-lhes chorando…
Custa-me ver-te assim sem água, esquelético;
As ervas, as pedras, as raízes tão secas à tua volta,
Olham-te amarguradas… piedoso olhar da morte!
Que fizeram à tua nascente de outrora larga e vasta,
Portentosa, enorme, de tanto brilho que a vida airosa,
Ria de tanta limpidez e satisfação onde as margens tuas amantes,
Engravidavam em abundância com a essência fértil que lhes davas?
Sem poder evitar uma lágrima no rosto,
Olho-te e molho os pés em ti,
Num fio de água escura e quente,
Envergonhado, humilhado, aviltado;
Nem me respondes como dantes,
- Quem te quer fazer desaparecer desta maneira rio?
Carlos Reis

Estou triste porque estás triste rio.
Vagaroso, sujo, quase sem corpo,
Por mais que te espreguices as margens estão longe,
Em agonia, lamacentas, querem a tua frescura nas mãos,
E tu cabisbaixo só podes acenar-lhes chorando…
Custa-me ver-te assim sem água, esquelético;
As ervas, as pedras, as raízes tão secas à tua volta,
Olham-te amarguradas… piedoso olhar da morte!
Que fizeram à tua nascente de outrora larga e vasta,
Portentosa, enorme, de tanto brilho que a vida airosa,
Ria de tanta limpidez e satisfação onde as margens tuas amantes,
Engravidavam em abundância com a essência fértil que lhes davas?
Sem poder evitar uma lágrima no rosto,
Olho-te e molho os pés em ti,
Num fio de água escura e quente,
Envergonhado, humilhado, aviltado;
Nem me respondes como dantes,
- Quem te quer fazer desaparecer desta maneira rio?
Carlos Reis