Uma delegação do grupo Tata – o maior conglomerado industrial indiano, com interesses que vão desde o sector automóvel às tecnologias da informação e do aço aos hotéis de luxo – chega a Portugal no próximo dia 16 para analisar formas de utilizar Portugal para trazer os seus carros para o mercado europeu. A decisão dependerá das propostas que forem feitas pela Agência Portuguesa para o Investimento (API) à Tata Motors. Fonte do grupo indiano explicou ao Diário Económico (DE) que a presença em Portugal poderá passar por uma unidade de produção de componentes automóveis ou de montagem dos carros “dependendo do que Portugal estiver disposto a oferecer”.
O DE sabe que o presidente da API, Basílio Horta, levará a Tata Motors a visitar Sines. O porto e a respectiva plataforma logística poderão ser para a marca indiana de automóveis a porta de entrada para a Europa, onde o gigante indiano – cuja facturação representa 2,8% do PIB da Índia – quer “entrar em força”.
A visita da Tata Motors, a convite da API, surge na sequência da viagem do Presidente da República, Cavaco Silva, à Índia, em Janeiro. O ‘slogan’ da API, assumido pelo Presidente da República, era construir “uma ponte para o futuro”. Os primeiros frutos desta tentativa de um “novo relacionamento com uma potência emergente” surgem agora com a indústria automóvel. Em Janeiro, Basílio Horta, explicou os tipos de ajuda que a Agência está disposta a dar: informação, apoios que resultam da contratualização de eventuais investimentos e apoio na ligação entre as várias instituições do Estado.
Actualmente, a presença da Tata em Portugal passa pela representação da marca feita pela grupo Salvador Caetano.
A história da Tata Motors
Nascida em 1945, a Tata Motors é a maior empresa do sector automóvel na Índia, tendo registado em 2005-2006, um resultado positivo de 4,04 mil milhões de euros.
A sua posição de quinta maior fabricante de veículos pesados comerciais foi reforçada 2004 quando a Tata comprou a sul coreana Daewoo Motors. Um ano mais tarde, adquiriu 21% da Carrocera, empresa espanhola fabricante de autocarros. A presença em Espanha reforçou a ambição de expansão para os mercados europeus.
No ano passado, a empresa indiana formou uma ‘joint venture’ com a brasileira Marcopolo e assinou um memorando de entendimento com a italiana Fiat para estabelecer uma parceria de produção na Índia e continuar a distribuir os carros da marca italiana no mercado indiano.
Perfil: Ratan Tata
‘Chairman’ do grupo Tata desde 1991, Ratan Tata tem 70 anos. Em 2007, a Tata fez uma das maiores aquisições na história da Índia, ao comprar o grupo europeu Corus (na área do aço e alumínio). Desde que está à frente do grupo que Ratan reduziu o número de empresas, que era superior a 300, e comprou novas companhias com potencial de crescimento. Ratan ingressou no negócio da família em 1962, começando na Tata Steel. Entre 1972 e 1975, a empresa passou de 2% para 20% de quota de mercado. Em 1977, Ratan passou a trabalhar na Empress Mills, uma empresa têxtil controlada pelos Tata. Em 1981 o empresário passou a liderar a Tata Indústria e, 10 anos depois, chegou a ‘chairman’ do grupo.
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