quinta-feira, janeiro 11, 2007

CAIXA DE BEIJOS


Há uns anos atrás uma mãe puniu sua filha de 5 anos de idade por estragar um rolo de papel dourado a fim de decorar uma caixa a ser colocada sob a árvore de Natal.
Na manhã seguinte à noite de Natal, a menina trouxe a caixa e entregou à mãe dizendo:
-"Isto é para si mãe!".
A mãe ficou embaraçada por sua reacção precipitada, mas sua raiva aflorou, novamente, quando viu que a caixa estava vazia, falou rudemente com a menina:
-" Não sabes que quando se presenteia alguém é esperado que
haja alguma coisa dentro do pacote?"
A menina olhou-a em lágrimas e disse!
-"Oh, não está vazia, mãe!.
Eu soprei dentro dela, até ficar
cheia de beijos".
A mãe ficou arrasada.
Ajoelhou e pedindo perdão por sua ira
irracional abraçou-a com ternura.

Um acidente tirou a vida da menina algum tempo depois
e é sabido que a mãe guardou aquela caixa dourada perto de sua cama por todos os
anos de sua vida.
Sempre que estava deprimida ou tinha de enfrentar problemas, ela abria a caixa e imaginariamente tirava um beijo e lembrava o amor da
criança que o colocou lá."
Verdadeiramente, cada um de nós, seres humanos, temos recebido
uma caixa dourada repleta do amor de nossos filhos, família, amigos e de DEUS.
Não há maior tesouro a se possuir.
Beijos...

Alegria e o ciclo de renascimento...

Alegria
A Origem da Felicidade


Mesmo que a tristeza desbote o seu dia
Por trás das nuvens do mau tempo brilha o sol
Removi o sofrimento com a alegria
Minha bússola, meu rumo, meu farol

A alegria é o alimento da alma
A alegria é a nossa grande inspiração
A alegria recompensa os sacrifícios
A alegria é soberana decisão

Tempera o teu medo com a esperança
Inclina essa balança a teu favor
A alegria é a origem da felicidade
Acredito que o samba é o criador


De acordo com os ensinamentos do Budismo Mahayana, existem dez etapas (bhumis) que um bodhisattva tem de percorrer antes de alcançar a iluminação total. A primeira etapa é a da alegria (pramudita-bhumi). Quando começamos a praticar, sentimos uma grande alegria porque conseguimos acabar com o barulho, as demandas e as atividades estressantes da vida diária. Sentimos a alegria de nos libertar das coisas deixando-as para trás. Quanto maior é sua capacidade de se libertar, mais alegre você fica. Você pensa que isso ou aquilo são essenciais para a sua felicidade, mas ao abandonar essas noções, descobre que na verdade eram obstáculos para a sua felicidade. Na primeira etapa, largamos muitas coisas que nos aprisionavam e sentimos um grande alívio. Mas, como bodhisattva, não podemos parar por aí. Se nos apegarmos à etapa da alegria querendo permanecer nela por prazer, não conseguiremos ir longe no caminho do bodhisattva.

Thich Nhat Hanh, Transformações na Consciência de acordo com a Psicologia Budista, tradução de Odete Lara, Editora Pensamento, São Paulo, 2003


O ciclo de renascimento
Em geral achamos que demora de oitenta a cem anos para completar um ciclo de nascimento e morte. Porém, podemos experimentar nascimento e morte em cada momento, dentro do nosso corpo ou dentro da nossa consciência. A todo instante, as células do corpo morrem a fim de dar espaço para outras células. Se organizássemos um funeral toda vez que uma célula morre, passaríamos o tempo todo chorando e sem tempo para fazer outras coisas. Se compreendermos que é necessário para o nosso corpo que nossas células morram para que novas células possam nascer, não perderíamos tempo lamentando nossa perda. Seria uma vergonha encarar esse processo como uma coisa triste. O ciclo de renascimento confia no caminho traçado pelo corpo, pela fala e pela mente. A cada instante temos que comunicar a energia de leveza, libertação, paz e alegria de modo que a vida, o ciclo de nascimento de morte, possa ser mais belo para nós e para todo mundo.