domingo, junho 25, 2006

MAIS FLORES NA VIDA PORQUE NO TÚMULO ELAS NÃO VALEM NADA!










Se tem que amar, faça-o agora! O tempo pode estar passando e se não estará amando, pode perceber que a vida se esvai sem alguém; sem amor.

Se tem que sorrir, faça-o já! A vida é tão árida e tão difícil, porque não contribuir para amenizar o sofrimento de tantos que não conseguem ser felizes? Sorria, e ganhará a simpatia de quem o observa...

Se tem que sonhar, é sempre! A vida é dos que sonham. Sonhar é projectar no interior de nós mesmos os desejos que irão se realizando à medida que a vida prossegue.

Se tem que estender a mão, não feche os olhos para a que está diante de si. Há sempre uma criança ou um velho – de onde veio e para onde vai – que a vida não presenteou com o mínimo para a sobrevivência. Pode ser o diferencial na vida dessas pessoas.

Se tem que beijar, não economize. O beijo representa o afecto, o carinho, a doação de si mesmo para o ser amado. Se entregue. Não economize beijos, pois cada beijo doado será revertido em amor cultivado.

Se tem que perfumar e embelezar o mundo plante flores. As flores são embaixatrizes da esperança. Enquanto houver flores é porque a natureza está em renovação. E a vida continuará. Plante flores com sorrisos, com gestos, com carinho, com amor, com paz, com solidariedade, com tolerância, com harmonia e com convivência. Não custa muito, somente o despertar de um novo jeito de ser dentro do coração.

O mundo precisa de mais pessoas que espalhem flores pelo imenso canteiro que é a sociedade. Vamos transformar o caos social, num mundo melhor de ser habitado!

(Este texto foi encontrado num velho caderno de Fábio, dias depois de ele ter sido assassinado pelo pai. Ele sabia que iria morrer e quis deixar esta mensagem).

(Este conto foi escrito com base em factos reais, conforme noticiado pela imprensa do Estado do Rio de Janeiro no mês de Maio de 2006).
Alex Guima

PEDRA FILOSOFAL- António Gedeão-




Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.